Zenfone 5 – O novo queridinho do Brasil? #Review

A gigante Asus finalmente trouxe um dos seus smartphones para o Brasil: é o Zenfone 5, que foi lançado no mês passado e já causou bastante burburinho, isso porque ele deve ser o grande concorrente do “imbatível” Moto G. Testei o Zenfone e vim contar para vocês se ele realmente pode tirar a hegemonia do celular queridinho da Motorola.
E aí, será que ele realmente vale a pena?
Tela e design
O Zenfone 5, assim como seu nome dá a entender, possui um display de 5 polegadas e é feito de Corning Gorila Glass 3, resolução de 1280x720 e densidade de 294 ppi. Pelas configurações já parece ser uma tela boa, mas ao vivo ela é muito satisfatória. O balanço de cores, contrastes e saturação são excelentes. Todas as fotos ficam bonitas e nítidas pela tela do smartphone da Asus. É realmente de encher os olhos!
Em uma das suas milhares de alterações no sistema (falo um pouco depois), a empresa chinesa adicionou ao dispositivo um aplicativo chamado Splendid. Nele, o usuário pode escolher a temperatura de cor, matiz e saturação que ele deseja no display do celular. E as mudanças ficam bem claras: ao colocar uma cor quente, por exemplo, você realmente consegue enxergar tudo com um fundo meio vermelho ou rosado. Isso pode até ser bem bacana em algumas situações, mas no geral essa configuração acaba distorcendo bastante as fotos e até mesmo a navegação nos s.
Além disso, a Asus também colocou um modo leitura no aparelho que deixa a tela menos iluminada, com saturação menor e um tom um pouco amarelado. Li textos curtos enquanto realizava os testes e meus olhos de fato ficaram menos cansados, mas não sei como isso funcionaria em leituras realmente longas.
O design do Zenfone 5 é muito bonito. Ele tem arestas bastante agudas, facilitando a pegada, e a parte traseira é emborrachada e um pouco côncava, para encaixar direitinho no formato das mãos. Ele é um pouco maior que os outros smartphones, mas nada que o deixe um “trambolho”. Para mim, a segurança que o usuário tem ao segurar esse smartphone é definitivamente um ponto alto. Vai ser bem difícil ele escorregar das mãos. =)
Câmera e som
Se me permitirem o "spoiler", chegamos a um ponto alto do aparelho: a câmera do Zenfone 5 conta com 8 MP, mas a qualidade dela acaba fazendo com que pareça muito . As fotos saem muito bonitas, nítidas e com boas cores, mesmo em condições que não pareçam tão favoráveis, como pouca luz ou mãos que tremem.
O software que a Asus desenvolveu para a câmera é ótimo e conta com várias configurações, como balanço de brancos, ISO, valor de exposição, mudança de foco, dentre muitos outros. Além disso, a câmera possui um ícone para que o usuário possa rapidamente adicionar diferentes filtros à foto. Na minha opinião, essa é uma câmera para ninguém botar defeito.
Já o som é ok. Ele não é tão alto quanto alguns gostariam, mas possui poucos ruídos e a qualidade é boa. A Asus colocou um aplicativo de fábrica que funciona como um equalizador de som. Nele, é possível definir que tipo de som está “saindo” do celular (como música, filmes, gravação, etc.), e ele automaticamente configura as definições para cada opção. Na prática não senti muita diferença, mas de qualquer maneira é uma opção disponível.
Processamento
O primeiro smartphone da Asus no Brasil é equipado com Intel Atom Z2560 de 1,6 GHz e possui 2 GB de RAM. Na teoria, é um conjunto potente, mas na prática ele não impressiona. Durante a navegação em redes sociais, quando estava com “apenas “uns 6 aplicativos abertos, o aparelho apresentou alguns lags e atrasos na interface. Nada que realmente atrapalhe o uso, mas achei bizarro um aparelho com tanto espaço na RAM se comportar assim. De qualquer maneira, acho que esses pequenos atrasos são super aceitáveis em um aparelho na faixa de preço em que o Zenfone está sendo vendido.
O aparelho não esquenta, mesmo com uso um pouco pesado, e jogos simples funcionam perfeitamente. Já os pesados, como Injustice: God Among Us dão umas travadinhas e, pelo menos comigo, não deu para jogar, não. Pelo menos evitei a vergonha de perder de lavada nesse jogo. Sério, sou muito ruim nele. =/
Interface e sistema operacional
Essa é uma parte um pouco delicada da resenha porque interface é algo que depende do gosto pessoal do usuário. Eu, por exemplo, costumo gostar de interfaces modificadas pelas empresas. Acho o Android puro muito sem vida, com cores escuras demais e muito sóbrias para o meu gosto. Por isso, as MUITAS modificações que a Asus fez no sistema operacional não me incomodaram.
Eles optaram por cores claras para compor o sistema, como branco e turquesa, além de criar ícones arredondados e com cara de “desenho”. Tudo é muito fofo e, por causa disso, tenho certeza que pode trazer estranhamento para muitas pessoas. Além disso, as inúmeras alterações fazem com que fique até difícil reconhecer alguns ícones, mas depois de mexer um tempo no aparelho essa confusão desaparece.
Além de mudar bastante o sistema, a Asus colocou no Zenfone 5 muitos aplicativos nativos, além dos tradicionais apps embarcados no sistema do Google. São vários assistentes, apps de produtividade (como o Do It Later, que cria um widget bem legal para os usuários verem os seus compromissos), editor de vídeos, meteorologia, lanterna, espelho (!!!), entre muitos outros. Achei um pouco exagerado, mas no fundo eles acabam sendo úteis no dia a dia.
A parte de configurações é completa. O usuário pode alterar as configurações do aparelho de acordo com as suas necessidades e até mesmo analisar a gestão de energia do smartphone.
Por fim, fica a “má” notícia: o Zenfone 5 sai de fábrica com o Android 4.3 Jelly Bean. No lançamento, a empresa afirmou que já estava disponível uma atualização para o Kit Kat, mas pelo menos no modelo que eu testei ainda não consegui atualizar.
Bateria
Chegamos ao grande calcanhar de Aquiles do Zenfone 5: a bateria. Com 2110 mAh, o smartphone da Asus não consegue ficar muito tempo fora da tomada. Enquanto eu realizava os testes, a bateria acabou todos os dias, mesmo que o uso não fosse tão intenso. Usando bastante, acredito que ele tenha necessidade de ser carregado até mesmo no meio da tarde.
A amperagem da bateria é grande, mas acredito que o fato do sistema operacional ser tão modificado faça com que ela seja drenada rapidamente. Eu não me incomodo de andar com o carregador na bolsa, mas acho que esse é um celular que,se o usuário não ficar atento, pode ficar na mão quando precisar fazer um telefonema.
E agora, José?
Desde que o Moto G foi apresentado ao mercado, no ano passado, ficou claro que as marcas teriam que se esforçar muito para atingir o patamar de custo x benefício que o smartphone da Motorola apresentava. Demorou, mas chegou: o Zenfone 5 da Asus, que está sendo vendido por uma média de R$ 600, pode ser uma opção válida para quem não quer gastar muito dinheiro, mas quer ter um bom celular.
Entretanto, é importante ficar atento: alguns aspectos do Zenfone podem desagradar alguns usuários, como os que ficam o dia inteiro fora de casa, por causa do desempenho da bateria e a também quem não gosta de interfaces bastante modificadas.
Apesar disso, a soma de design interessante, uma excelente câmera, tela de boa qualidade e bom processador cria um conjunto bastante atrativo para a maioria das pessoas.
Se você continua em dúvida sobre em qual smartphone comprar entre essas duas opções, fica de olho no Testou que logo tem comparativo dos dois! Você também pode dar uma olhada no review que a gente fez do Moto G.
Veja todas as características do Zenfone 5 da Asus:


The Zenfone 5 – O novo queridinho do Brasil? #Review on Testou.
Fonte: R7 Testou