Moto E – O Moto sem frescuras #Review

Divulgação
O Moto E chamou a atenção de quem estava à procura de um smartphone barato e fez os olhos de muita gente brilhar ao ver nele o logo da Motorola, marca que já estava famosa pelo Moto G. Mas será que a marca conseguiu manter a qualidade no aparelho com especificações simples?
Confere o que achamos do Moto sem mimimis!
Expectativa
Logo que foi lançado pela Motorola, o Moto E interessou a alguns tipos de usuários. Entre eles estão os que nunca tiveram um smartphone e decidiram que é a hora de dar um descanso para aquele celularzinho que há anos grita: “Por favor, me aposente!”. Também estão os donos de smartphones de entrada de outras marcas que estão de “saco cheio” e curtiram ver como o Moto G do amigo é “bacana”.
Afinal, por que não dar uma chance a um produto com um preço relativamente acessível de uma marca que tem se destacado por trazer campeões de venda como o Moto G e o Moto X? Seguindo a lógica, o Moto E devia ter a mesma qualidade, certo? E ainda pode ser comprado por um precinho camarada na maioria das operadoras, que grande negócio!
De fato, o Moto E é um smartphone de entrada bacana. Mas leia bem: de entrada. O aparelho está longe de ter o mesmo brilho dos seus “irmãos” famosos. No entanto, tem tudo para conquistar aqueles que ainda resistem à ideia de ter um smartphone e talvez até para roubar alguns clientes de seus concorrentes.

Daia Oliver/R7
Sem sair da zona de conforto
Além de conseguir atender à maioria das necessidades de quem precisa estar conectado a e-mails e redes sociais, ele traz recursos interessantes para quem quer usar o aparelho para se distrair de vez em quando, como a TV Digital.
Um dos aspectos que decepciona quem nunca teve um smartphone é a duração da bateria, algo que o Moto E consegue driblar. O aparelho consegue aguentar praticamente o dia todo sem precisar de recarga, mesmo que durante o dia você decida jogar alguns games para fugir do tédio durante a tarde.
O fato de o aparelho ser dual chip também é uma característica bem atraente para quem quer estar sempre conectado. Ter a mão os serviços de duas operadoras é uma grande ajuda para quem quer estar sempre na internet. Ele também oferece a opção de salvar contatos em diferentes chips para aproveitar aquela promoção do mês.
Aparentemente a Motorola quis manter grande parte das características de seu Moto Razr D1, o aparelho de entrada de sua linha de smartphones anterior. Guardadas as devidas proporções, é claro.
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O Moto E tem uma tela de 4,3 polegadas com resolução de 960 x 450 e processador Qualcomm Snapdragon 200 com CPU de 1.2 GHz dual-core. Bem superior ao velho Razr D1, que tinha tela de 3,5 polegadas com resolução de 480 x 320 e processador de 1 GB.
Ambos os aparelhos, no entanto, têm armazenamento de 4 GB, memória RAM de 1 GB e câmera de 5 MP e são dual-chip.
Apesar de sua simplicidade, o Moto E se saiu bem em tarefas como navegar nas redes sociais, jogar e assistir vídeos no YouTube e à TV Digital. Não travou nenhuma vez, mostrando que tem bastante estabilidade.
No entanto, pode ser que o armazenamento de apenas 4 GB seja um problema no futuro caso você não seja adepto de serviços como Google Drive, Dropbox e outras maneiras de guardar seus “trecos” na nuvem.

Daia Oliver/R7
TV Digital
A TV Digital é um recurso que chama a atenção no aparelho principalmente por ser um recurso tão valorizado no Brasil. Desde que surgiram os primeiros celulares com televisão há quem não abra mão de ter telefones com TV e até pouco tempo atrás era relativamente difícil achar um aparelho Android com TV Digital. E quem não gostaria de nunca perder um capítulo da novela por estar preso no ônibus?
Confesso, entretanto, que tive um certo preconceito ao saber que a antena de TV do Moto E não era embutida no aparelho e, sim, um fiozinho solto que fica ridiculamente pendurado enquanto seguramos o smartphone para assistir TV.
Infelizmente isso vem desde a linha anterior de smartphones da marca e eu tinha esperanças de que o Moto E viesse com uma antena embutida, pois não sei como alguém pode gostar de ficar com esse troço pendurado. Além disso dá um certo trabalho ficar andando por aí com uma antena na bolsa.
E talvez ela não seja de todo mal. A antena é plugada na entrada do fone de ouvido e na ponta há uma entrada para plugar o fone de ouvido. Assim não fica tão estranho assistir à TV do aparelho, pois o cabo vai estar plugado em um fone de ouvido e não vai ficar ali solto aleatoriamente.
A TV também funciona sem antena, mas corre o risco de sofrer com algumas quedas de sinal e ficar com a imagem bem ruim.
Câmera

Amanda Martins/R7
Existem duas coisas que podem decepcionar no Moto E em relação à captação de imagens: a ausência de câmera frontal e de flash na câmera principal.
Caso seu sonho seja comprar um smartphone para tirar selfies para ar em suas redes sociais, com o Moto E você terá de fazer isso às cegas com a única câmera do aparelho.
A câmera de 5 MP, no entanto, mesmo sem flash, provou ser uma boa alternativa até em ambientes “adversos”.
Levei o Moto E para um passeio no Aquário de São Paulo. Quem já foi lá deve saber que a luz não é das melhores para tirar fotos, principalmente com uma câmera de celular. O smartphone da Motorola mostrou seu valor e fez boas fotos dos bichinhos que vivem debaixo d’água. É lógico que tentar tirar fotos dos corredores escuros e não dos aquários seria perda de tempo, afinal dificilmente sensor de alguma câmera faz milagre sem que haja pelo menos um foco de luz em que focar.
Mas nos aquários, em que a iluminação é um pouquinho melhor, a câmera conseguiu se “agarrar” bem aos focos de luz certos para fazer fotos bacanas.
Sim, eu sou uma pessoa muito feliz e também fiz vídeo dos peixinhos e confesso que curti bastante as imagens capturadas do Moto E.
Design
O Moto E tem uma traseira emborrachada que é ótima. Ela dá uma boa sensação de segurança, pois se encaixa muito bem na mão e a superfície não escorregadia evita tombos.
O aparelho também é resistente a respingos de água (pequenas gotinhas que podem cair no aparelho durante uma chuva, por exemplo, não um banho de banheira) e vem com tela Gorilla Glass 3 que é resistente a riscos e uma película antimanchas. Então ele não só dá a impressão de segurança como, de fato, parece ser bem resistente.
Como já foi dito nesse review, o Moto E, no entanto, não tem o mesmo brilho dos seus irmãos Moto X e Moto G. O design dele pode não ser tão atraente por ser robusto e um tanto pesadinho – são 12,3 mm de espessura e peso de 142 g.
Também existe uma série de Motorola Shells, capinhas coloridas intercambiáveis da Motorola para personalizar o Moto E e deixá-lo “divertido”.

Daia Oliver/R7
Preço x benefício
O Moto E é vendido em três versões, uma delas, a DTV Colors, que é dual chip e vem com TV Digital, vem com três Motorola Shells, que custam cerca de R$ 59 cada uma na loja oficial da Motorola. Confira os preços das versões do aparelho também no da Motorola:
Single chip: R$ 449
Dual chip: R$ 499
DTV Colors: R$ 549
O smartphone é bem barato que muitos de seus concorrentes, além de vir com o Android 4.4 Kitkat com pouquíssimas alterações. Outra vantagem é que a Motorola já prometeu que vai disponibilizar o Android 5.0 Lollipop para o modelo.
No entanto, é um aparelho extremamente simples, que pode desagradar quem queira, por exemplo, tirar selfies ou fazer fotos com qualidade ou ter armazenamento e memória RAM. Nestes casos, talvez o melhor seja juntar um dinheirinho e comprar um smartphone “complexo”.
Veja todas as especificações do Moto E no infográfico:


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Fonte: R7 Testou