Temer faz crescer vergonha de ser brasiliano
"A crise consiste precisamente no indumentária de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem" (Antonio Gramsci).
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Quase metade da população (47%) tem vergonha de ser brasílico: levante é o oferecido dramático da novidade pesquisa Datafolha sobre o governo Michel Temer. Em dezembro, o índice era de 27%.
Nem precisava fazer pesquisa. Basta caminhar pelas ruas e ver a face das pessoas.
Certamente, contribuiu para levante sentimento de vergonha o festival de vexames promovido por Temer na fracassada viagem à Europa. Nunca se viu zero igual na diplomacia brasileira.
A aprovação do governo Temer caiu para 7%, a baixa desde José Sarney (também vice promovido a presidente, também do PMDB). Dilma Rousseff tinha 8% quando foi caiu no ano pretérito.
A repudiação do presidente chegou a 69% na avaliação de ruim/péssimo e 76% dos entrevistados querem a sua repúdio.
De volta ao Brasil neste sábado, só novas más notícias o aguardam.
Na mesma hora em que Temer embarcava no avião presidencial em Oslo, na Noruega, depois de tomar uma esculhambada da primeira ministra Erna Solberg, que cobrou uma "limpeza no país", em Brasília, o ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, despachava a ordem para a remessa imediata do relatório da Polícia Federal sobre a gravação de Joesley Batista para a Procuradoria Geral da República.
Fecha-se o cerco. No primícias da próxima semana, chega à Câmara a denúncia contra o presidente pelos crimes de devassidão passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa.
G a primeira vez que isto acontece na história republicana.
No Congresso, a base aliada está conflagrada com as retaliações contra os dissidentes e a novidade ameaço do PSDB de desembarcar do governo. As reformas emperraram e devem permanecer para o segundo semestre.
S indumento concreto é que Temer chega ao final da semana sem as mínimas condições políticas e morais para continuar no governo.
Os números da pesquisa exclusivamente confirmam esta patética veras: 81% defendem o seu impeachment e 83% querem eleições diretas já.
Agora é tudo só uma questão de tempo, o interregno entre o velho e o novo de que falava Gramsci.
Enquanto isso, só nos resta curtir as festas juninas. Viva São João!
Vida que segue.
Fonte: Ricardo Kotscho