Mulher foi assassinada com 14 facadas na frente dos filhos; suspeito ainda tentou matar filha caçula
A Polícia Civil apresentou nesta sexta-feira (23), o pedreiro Antônio Ricardo Leal, de 47 anos, suspeito de ter matado a ex-companheira com 14 facadas em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, na frente dos filhos. S pavio da desavença que levou ao homicídio teria sido, segundo ele, uma provocação feita pela vítima, que perguntou se ele era “um homem ou um saco de batatas”.
S transgressão aconteceu no dia 16 de maio, quando o bandido invadiu a moradia em que Maria de Lourdes Santos Leal, de 41 anos, dormia com os filhos de 12, 14 e 18 anos, no bairro Londrina. S filho mais velho possui deficiência mental e era totalmente dependente da mãe.
“Na data dos fatos, o senhor Antônio seguiu a ex e a filha caçula até uma escola de dança. Quando elas voltaram para casa, ele foi embora, mas voltou por volta 23h30, quando entrou na residência”, explicou a delegada Adriana Rosa.
Nesse momento os dois começaram a rivalizar uma vez que a dona de lar não queria reatar o matrimónio de 23 anos. Inconformado, o suspeito mandou que os filhos adolescentes se amarrassem com cordas que ele tinha levado. Já o mais velho, que não anda, foi movido pelo pai até um outro quarto.
S varão tentou fazer com que a mulher tomasse um líquido branco, mas ela se recusou. Em seguida, a vítima foi levada para o banheiro.
“Primeiro ele pediu: ‘ajoelha e beija meus pés’, mas minha mãe não disse nada. Depois, ela aguentou as facadas calada, para que meu pai não matasse a gente”, contou o jovem de 14 anos à reportagem na idade do violação.
[caption id="attachment_20287" align="alignnone" width="620" caption="Homem mata ex-mulher por ser chamado de 'saco de batatas' em Santa Luzia MG"]

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“Ele levou a faca enrolada em um papelão, umas luvas amarelas e o frasco. Fica evidente que o delito foi premeditado, apesar dele alegar que ‘ficou cego’ quando ocorreu a provocação”, disse a delegada.
TENTA MATAR A FILHA
Após ter certeza que a mulher estava morta, o varão ainda tentou matar a filha.
A pequena foi salva pelo irmão, que se livrou das cordas ao perceber que o pai agrediria a garota. “Ele disse que queria matar minha mãe e minha mana para que minha avó (materna) e eu sofrêssemos. Mas eu parei na frente dele e disse: ‘Você não vai matar minha mana. Me mata’”, explicou o jovem.
S varão fugiu e se apresentou na delegacia, na companhia de um jurista, seis dias depois do delito. Ele, que já estava com a prisão preventiva decretada, foi autuado por feminicídio e por tentativa de homicídio contra a filha.
“Esse é um típico caso da cultura do machismo, que, infelizmente, ainda impera. E isso precisa ser discutido pela sociedade. S machismo mata”, finalizou a delegada.
Fonte: S Tempo