STF determina dispensa de 98 mil servidores da educação em Minas efetivados sem concurso

Governo de Minas tem 12 meses para dispensar servidores, segundo decisão do Supremo Carlos Alberto / PBH / Flickr

Cerca de 98 mil servidores da educação que foram efetivados sem concurso público em Minas em 2007 devem ser dispensados em até um ano. A decisão é do STF (Supremo Tribunal Federal), em votação unânime na tarde desta quarta-feira (26).

Todos os 10 ministros presentes na sessão decidiram pela inconstitucionalidade da Lei Complementar 100/2007, sancionada pelo então governador Aécio Neves (PSDB). A controvérsia da votação envolveu os critérios para aposentados e servidores que foram posteriormente aprovados em concurso.

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Por 8 a 2, foi decidido que estão protegidos os servidores efetivados irregularmente com a LC 100 que já se aposentaram, os que preenchem requisitos para a aposentadoria até a publicação da decisão, os designados que passaram em concurso posteriormente e quem passou a oocupar o cargo entre 1983 e 1988.

Todos os servidores beneficiados com a LC 100 que não se encaixam nestes quesitos devem ser dispensados em até 12 meses, segundo o STF. Para cargos com concurso em andamento, o servidor deve ser substituído antes mesmo deste prazo. A lei efetivou 98 mil servidores sem concurso público, mas a estimativa da quantidade de servidores que podem ser dispensados até 2015 ainda não foi informada pelo Governo de Minas.

O relator Dias Tofoli, foi acompanhado em seu voto para definir os critérios de dispensa pelos ministros Rosa Weber, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso. Os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello defendiam prazos diferentes para as dispensas. Celso de Mello não participou da sessão.

Para a PGR (Procuradoria Geral da República), a contratação sem concurso de 98 mil servidores pelo Governo de Minas em 2007 "caracteriza evidente violação aos princípios republicanos da isonomia, impessoalidade, moralidade administrativa e obrigatoriedade de concurso público".

O Governo de Minas informou que vai se posicionar ainda nesta quarta-feira (26) sobre a decisão.

Fonte: R7 - Minas Gerais