Secretários de Saúde querem que Zema explique fala sobre estocagem de doses

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Durante coletiva nesta quinta-feira, governador disse que algumas cidades mineiras estão estocando vacinas. Gestores municipais contestam

O Recomendação de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG) quer que o governador Romeu Zema explique de onde retirou a informação de que alguns municípios do Estado estariam estocando vacinas contra a Covid.

O órgão emitiu uma nota afirmando que solicitou, durante a reunião do Meio de Operações de Emergência em Saúde (COES Minas), realizada nesta sexta-feira (9), uma apresentação das fontes dos dados mencionados pelo governador durante uma coletiva na quinta-feira (8).

Na ocasião, Zema disse que estava tomando uma série de medidas para aligeirar o processo de vacinação no Estado, enviando doses da suplente técnica para as cidades onde o processo de imunização está mais avançado. “Observamos que em algumas prefeituras o processo estava mais hábil e que em outras prefeituras havia formação de estoque. Nessas onde o processo está mais dextro, é onde estaremos direcionando essa suplente técnica. Quem está com maior velocidade, vai receber um pouco mais de vacina, não é muito, mas vai receber mais”, afirmou.

O presidente do COSEMS, Eduardo Luiz da Silva, afirmou que os secretários de saúde do Estado repudiam essa informação de que municípios estariam estocando vacinas. Segundo ele, todas as prefeituras têm feito o provável para utilizar as doses recebidas.

O problema, na verdade, seria no sistema eletrônico da secretaria, que não estaria computando os dados das prefeituras. “Temos um sistema de informação do SUS que é frágil e temos também o monitoramento feito pela SES por meio de planilhas. Muitos municípios disseram em uma reunião que estavam informando os dados, mas que isso não estava aparecendo no vacinômetro”, explicou Silva.

Para ele, os municípios têm capacidade para utilizar as doses de maneira correta. “Vacinação é uma tarifa de 30 anos. Os municípios têm essa expertise há mais de 30 anos. Tanto que na semana que vem, vamos realizar as campanhas de vacinação da Gripe concomitantemente com a da Covid. E podemos fazer com qualidade e eficiência”, concluiu.

Minas Gerais é uma das cinco unidades da federação com vacinação mais lenta no país. De entendimento com vacinômetro do Ministério da Saúde, o Estado aplicou 52,7% das 4,5 milhões de doses recebidas contra a Covid.  No dia anterior, a taxa era de 51%.

SANTA LUZIA RESERVA SEGUNDA DOSE

A Prefeitura de Santa Luzia publicou, nesta sexta-feira, um expedido em que afirma ter de estocar 6.310 doses de vacina contra a Covid reservadas para a segunda ração. De combinação com a gestão municipal, a orientação do Estado é que as doses sejam armazenadas até dia 26 de abril.

“Deveriam liberar esses lotes para aplicarmos porquê primeira ração e avançarmos em muitos grupos prioritários e idosos, pois tem bastante tempo para repor e prometer essas segunda doses, até o final do mês de abril”, ressalta o Prefeito Procurador Christiano Xavier.

Mas o Governo de Minas permitiu, no dia 21 de março, que municípios não façam suplente para a segunda ração e utilizem todos os imunizantes que chegarem. Houve uma retificação na nota técnica que traz orientações para os municípios em relação à emprego de doses.

“É necessário um respaldo lícito em razão de uma série de implicações jurídicas e até criminais que podem sobrevir caso não respeitemos as orientações do Estado. É importante esclarecer que não queremos colisão e que esse momento está sendo difícil para todos, é um momento de união, mas se necessário for, teremos mais uma vez que judicializar o caso para possibilitar que avancemos na vacinação em Santa Luzia”, afirmou o prefeito de Santa Luzia, Christiano Xavier.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) explicou que o estado orienta aos municípios a seguir as orientações do Programa Pátrio de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde (MS), quanto à realização das campanhas de vacinação contra a covid-19. Das remessas 1 até a 7 ª a orientação do MS era de que os municípios organizassem a vacinação ministrando a D1 (ração 1) e armazenassem a D2 para emprego em tempo hábil (média de 14 dias) para completar o ciclo da imunização.

Nas remessas de vacinas 8º, 9º e 10º, a orientação do PNI foi de que todas os imunizantes fossem utilizados porquê D1. Assim, nestas remessas foi orientado que os municípios não armazenassem os imunizantes para a emprego da D2, mas que realizassem a emprego imediata de todas as vacinas recebidas. "Esta mudança de procedimento aconteceu porque o Ministério da Saúde passou a enviar as vacinas com mais regularidade e, assim, possibilitou a aceleração da vacinação. Para orientar os municípios, a SES-MG retificou a Nota Informativa nº 06/2021 da SES-MG", afirmou a secretaria por nota.

Ainda segundo a SES, em relação ao 11º lote do imunizante, que chegou ao estado no dia 1º de abril, a maior secção das 1.016.650 doses será utilizada para complementar o esquema vacinal das pessoas que já receberam a primeira ração (D1). Secção desta remessa também será destinada para iniciar o esquema vacinal (emprego da ração 1) das Forças de Segurança Salvamento e Forças Armadas e de 1,26% da população de 65 a 69 anos de idade.

A 12ª remessa que chegou nesta quinta-feira irá proporcionar a distribuição da segunda ração (D2) relativa ao esquema vacinal dos trabalhadores da Saúde (30,7%) e da população de 70 a 74 anos (22%). E, ainda, servirá para a perenidade de emprego da primeira ração (D1) dos grupos de 65 a 69 anos e dos integrantes das Forças de Segurança e Salvamento.

O Ministério da Saúde orienta que a D2 da vacina CoronaVac seja administrada com o pausa 2 a 4 semanas entre as doses. Já em relação à vacina AstraZeneca, a D2 pode ser em até três meses.

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