Réus da chacina de Unaí começam a ser julgados nesta quinta-feira

Mânica responde pelo transgressão de homicídio qualificado Record

Quase 12 anos depois do transgressão e em seguida uma série de manobras da resguardo, os empresários acusados de mandar matar quatro servidores no transgressão que ficou divulgado porquê chacina de Unaí devem estrear a ser julgados nesta quinta-feira (22), em Belo Horizonte.

Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro sentam no banco dos réus do Tribunal Regional Federal a partir das 8h30. Na próxima terça-feira (27) é a vez de Antério Mânica, que responde separadamente.

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S assassínio ocorreu na manhã do dia 28 de janeiro de 2004. Os auditores fiscais Nelson José da Silva, João Batista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves, acompanhados do motorista Ailton Pereira de Oliveira, foram vítimas de uma emboscada e mortos a tiros em uma estrada rústico de Unaí, quando se dirigiam para efetuar fiscalização em fazendas da região.

Os executores dos homicídios, Erinaldo Vasconcelos Silva, Rogério Allan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda, já cumprem pena pelos crimes. Eles foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri Federal em setembro de 2013, com penas que foram de 56 a 94 anos de prisão.

Confissão

Durante o julgamento, Erinaldo Silva, ao revelar a realização dos crimes, admitiu ter recebido aproximadamente R$ 50 milénio reais para cometer os crimes. Um pormenor esclarecido por ele foi que a contratação inicial era só a morte de Nelson, mas porquê ele sempre viajava escoltado, os contratantes disseram para matar todo mundo, que eles pagariam em duplo. Segundo o executor, esses contratantes eram os fazendeiros Norberto e Antério Mânica.

Os dois teriam voltado a se encontrar na Penitenciária Nelson Hungria, quando foram presos pelas mortes. Segundo Erinaldo, o empresário prometeu R$ 100 milénio para que ele confessasse, em pensamento, que o delito tinha sido latrocínio.

Norberto e Antério Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro irão responder pelo delito de homicídio doloso qualificado. Se condenados, as penas podem ir de 12 a 30 anos de prisão, que serão multiplicadas por quatro (número das vítimas).

A morosidade no julgamento do processo já acarretou a receita de dois crimes: o de resistência, imputado a Norberto Mânica, e o de frustração de recta assegurado por lei trabalhista, imputado a ele e ao irmão.

Fonte: R7 - Gerais