Redescobrindo “Trainspotting”: Filme resiste ao tempo e se mantém porquê um soco no estômago do testemunha
Cena de Ewan McGregor mergulhando em uma privada ainda é das coisas impressionantes que o cinema já produziu. 21 anos depois, “Trainspotting – Sem Limites” ainda mesmeriza e preserva impacto

Ewan McGregor em cena de “Trainspotting – Sem Limites”
Com a chegada do novo filme, que estreia no Brasil na próxima quinta-feira (23), parece oportuno relembrar “Trainspotting – Sem Limites” (1996). Um dos filmes expressivos da dez de 90, a produção de Danny Boyle se tornou um cult momentâneo e pavimentou principalmente a curso de Ewan McGregor, que dois anos antes tinha feito “Cova Rasa” com Boyle.
Leia também: Vencedor do Oscar, “Moonlight” é rico em subtextos visuais e narrativos

Ewan McGregor viaja pela privada
Adaptado da obra Irvine Welsh, “Trainspotting” não só é o filme enfático e integral sobre o uso de drogas, sem se resolver a partir de um julgamento moral, mas também um retrato desromantizado de toda uma geração. Durante a promoção do segundo filme, Ewan McGregor disse que sentiu que Mark Renton era o papel de sua vida e talvez seja mesmo. McGregor é muito bom ator e fez muita coisa boa de lá para cá, mas leste personagem é tão emblemático e reverberante que é difícil esbarrar em um pouco significativo do ponto de vista histórico.
Leia também: “Get Out” e “Prevenge” são os filmes de terror hypados de 2017
As desventuras e picadas de um grupo de jovens de Edimburgo, na Escócia, envelheceu muito muito. No natalício de 21 anos do filme, com a eminência da prolongação, o filme original resiste porquê um soco no estômago.
A trilha sonora vibrante, a linguagem viodeoclipada, o desfaçatez efervescente de Renton, o bromance com Sick Boy (Johnny Lee Miller), a urgência do registro sobre o apelo das drogas para uma juventude potencialmente alienada e aquela Escócia à vontade às sombras da Inglaterra.

A turma de Trainspotting reunida
“Trainspotting” chegou à segunda dez do século XXI em mesocarpo viva.
Leia também:Entre falhas e acertos, “A 13ª Emenda” acena para América humanizada
Rever o filme hoje é interessante, ainda, à luz de um pensamento social cada vez tolerante ao consumo de drogas. Transbordante em cultura pop, as referências de Sick Boy a Sean Connery são mormente saborosas agora que o ator escocês já está emérito, o filme se assevera porquê documento histórico que ainda detém a bonificação de ser um símbolo do britpop que explodiu na dez de 90.
Rever “Trainspotting” é ser invadido por uma sensação que alguns filmes dos anos 90 provocaram e que o cinema recente parece capaz de instigar com menos frequência. A sagacidade da obra, seu vaticínio, força dramática e, fundamentalmente, seu espírito permanecem intactos.
Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura