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Redes de fast-food travam guerra do mega-hambúrguer – 10/02/2019



Grandes redes de fast-food iniciaram uma verdadeira guerra dos sanduíches gigantes, com muitos ingredientes, para invadir os consumidores dispostos a ingerir, sem culpa, muitas calorias. Em janeiro, o McDonald’s lançou um hambúrguer com dez fatias de bacon. No rival Burger King, labareda a atenção um lanche que leva quatro hambúrgueres e muitas camadas de queijo, somando zero menos que 2,3 milénio calorias. Na semana passada foi a vez do Bob’s, que relançou um sanduíche com um hambúrguer maior, de 160 gramas.

A aposta das grandes redes nos “sanduichões” com mais ingredientes é, na opinião de especialistas em fast-food, uma resposta à procura do brasílico por lanches de “indulgência”, depois de tanta cobrança por alimento saudável. Há também consultores que enxergam nesse movimento uma reação ao progressão das hamburguerias artesanais. Elas colocaram mais sabor nos sanduíches, roubaram clientes das grandes redes e despertaram nas classes sociais de menor renda, que não têm aproximação a lanches gourmet, o libido de consumir um sanduíche mais incrementado.

“Quando se pensa em alimento, é preciso considerar todos os momentos de consumo, desde aquelas ocasiões em que se quer uma repasto vegetariana, saudável, até aqueles momentos em que se procura indulgência”, diz Cristina Souza, diretora da GS&Libbra, consultoria especializada em Food Service. O movimento que grandes redes de fast-food fazem agora, na opinião da consultora, é para preencher a vácuo que havia na oferta de produtos.

Ela argumenta que, no dia a dia, o consumidor oscila entre momentos nos quais quer fazer refeições saudáveis e outros em que deseja consumir coisas muito gostosas e comete excessos.

Relatório recente da National Restaurant Association, que reúne os restaurantes dos EUA e aponta as diretrizes para o setor, mostra que a tendência de indulgência na alimento continua em subida. “É aquela sensação de ‘uau!’, de consumir um pouco muito gostoso”, diz Cristina. Ela argumenta que há pessoas que treinam e fazem dieta para poder cometer excessos na alimento no término de semana.

“Lançamos um sanduíche grande porque o brasiliano pediu. Ele quer consumir um ‘sanduichão’ uma vez por semana e se esbaldar”, diz David Grinberg, vice-presidente de informação corporativa da Arcos Dorados para a América Latina, franquia do McDonald’s.

Ele explica que a decisão da companhia foi orientada por inúmeras pesquisas que a rede faz anualmente no Brasil para entender os desejos dos dois milhões de clientes que frequentam diariamente as suas lojas. O executivo frisa que isso não significa que o brasiliano não se preocupe com a saúde, até porque consumir muito é consumir de tudo, ressalta. Grinberg argumenta que o cardápio da sua rede é “democrático”, isto é, atende desde quem quer consumir salada até um lanche mais parrudo, com muito bacon, porquê o que a empresa acaba de lançar.

A decisão do concorrente Bob’s de relançar um hambúrguer artesanal, com uma quantidade maior de mesocarpo, também foi motivada pelos clientes. “Eles manifestaram interesse por sanduíches com um toque mais granjeiro e cume intensidade de indulgência”, disse, por meio de nota, o diretor de marketing, Carlos Pollhuber.

A reportagem procurou o Burger King, mas a empresa não comentou o lançamento do seu super sanduíche – o mais calórico, comparado com os ‘sanduichões’ da concorrência.

Os três super sanduíches lançados neste ano esbanjam calorias que superam, de longe, o totalidade oferecido pelos lanches clássicos das respectivas redes de fast-food. Uma estudo feita, a pedido do Estado, pela nutricionista Jéssica Sousa Dias, do Juízo Regional de Nutricionistas da 3.ª Região SP-MS, revela que as calorias adquiridas ao consumir esses super sanduíches equivalem a muitos pratos de macarrão ao sugo. “Os três sanduíches são muito exagerados em tudo, não somente em calorias”, observa a nutricionista. Para se ter uma alimento saudável. Ela recomenda que se fuja do excesso na hora de escolher o lanche. E, para aqueles que não resistem à tentação dos super sanduíches, que não façam do seu consumo uma rotina. “Quem tem uma dieta mais equilibrada pode consumir, mas mais eventualmente.”

Gourmetização

Nos últimos anos, o mercado de fast-food viu o número de hamburguerias artesanais se multiplicar. A principal razão para consumidor frequentar esses restaurantes foi o prazer proporcionado pelo sanduíche artesanal, mais do que o fator saúde, explica Sergio Molina, fundador da Food Consulting.

Isso, na opinião do perito, exerceu pressão sobre as redes de fast-food, que tiveram de se mexer. Por isso, explica ele, as grandes redes passaram a incluir nos sanduíches ingredientes que são mais tradicionais nos hambúrgueres especiais, porquê bacon e maioneses temperadas, entre outros. “O movimento de gourmetização do fast-food está acontecendo e as redes estão surfando na vaga da revalorização de ingredientes típicos da hamburguerias artesanais”, diz Molina.

Oferecer produtos diferenciados e com preço mais cume no momento em que a economia ainda cresce pouco é uma decisão correta das redes, avaliam consultores. É que a alimento fora de mansão é um dos primeiros setores que reagem na saída da crise.

‘Desde párvulo’

A estudante de enfermagem Évany Cristina Rosário, de 24 anos, vai duas vezes por mês ao McDonald’s consumir o sanduíche Big Mac, o seu lanche preposto. “Senhor consumir fast-food”, disse a estudante, que na tarde de ontem saiu com a família para almoçar na rede de lanchonetes. “Se eu pudesse, viria mais vezes fazer as refeições cá”, disse.

Ela já experimentou um sanduíche novo, sabor picanha, lançado recentemente pela empresa. Mas ainda prefere o lanche clássico, o Big Mac, porque o sabor remete à sua puerícia. De tanto que é fã de hambúrguer, quando petiz Évany chegou a ter uma boneca que, no lugar consumir papinha, comia o sanduíche. O prazer é tanto de consumir o lanche, que ela nem procura saber as calorias que ganha a cada repasto deste tipo. Mas ponderou que tem preocupação com a saúde e procura nas outras refeições dar uma equilibrada no consumo de itens mais calóricos.

Outra amante do hambúrguer é a youtuber Marcela Perez, de 29 anos. Influenciada pelos pais, ela consome hambúrguer desde párvulo. “Todo término de semana íamos consumir em qualquer lugar e não se tinha muita opção de hamburgueria, era um pouco muito de fast-food mesmo.”

Marcela continua comendo hambúrguer todo término de semana e o hobby virou trabalho. Há três anos ela testa e indica nas redes sociais lugares para consumir. Destas indicações, murado de 80% são de hambúrguer.

A youtuber acha positiva a renovação de produtos feita pelas redes de fast-food para competir com as hamburguerias. Mas pondera que os frequentadores de fast-food não estão preocupados com calorias.

Já empresário Marcos de Souza Meneses, de 35 anos, reduziu o consumo de hambúrguer, mormente os sanduíches das redes de fast-food, desde que começou o regime cevar no final do ano pretérito para perder peso.

Artesanal

Agora, ele e a esposa saem para consumir hambúrguer a cada 15 dias – antes era toda semana – e frequentam as hamburguerias artesanais. O par, que mora na zona Setentrião da capital, atravessa a cidade em procura da mesocarpo saborosa. “Porquê hambúrguer de fast-food só se der aquela vontade no final do dia, mas prefiro o hambúrguer gourmet.”

O motivo da escolha é que ele quer sentir o sabor da mesocarpo, o que na sua opinião é provável no hambúrguer artesanal. Já nos sanduíches das redes de fast-food, Meneses disse que não consegue sentir o palato e acaba consumindo mais guloseimas, porquê a batatinha frita.

Também a estudante de arquitetura Natália Azevedo, de 22 anos, que mora em Aracaju (SE), reduziu o consumo de hambúrguer das redes de fast-food. “Porquê hambúrguer em fast-food, mas muito menos do que em hamburguerias ou em lar.” Na opinião da estudante, as redes estão tentando reproduzir o sabor dos hambúrgueres artesanais, mas os sanduíches ainda não são tão bons. “A mesocarpo é muito fina. Eles estão aumentando o número de discos de mesocarpo, as fatias de bacon, mas colocam pedaços pequenos e secos. Por isso, apelam para molhos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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