Queremos usar a internet, mas a ANATEL acha que não temos ensino para isso
S que você acha de ter um limite de 30h de TV por mês na sua TV a cabo? Você poderá observar uma hora de TV por dia e, acabando a prestação, terá de remunerar pra presenciar .
Absurdo, não?
Você pagou - custoso - pra presenciar o que quiser e o quanto quiser.
Então porque você aceita limite na internet?
Segundo o presidente da ANATEL, o usuário que assiste Netflix, Youtube, que escuta música online, enfim, que navega pela internet usando aquilo que a internet nos permite é... MAL EDUCADO.
No Brasil ensino é acessar e-mail e remunerar as contas. Navegar livremente, usar as ferramentas modernas disponíveis não é.
P um prática terrível que tem que ser mudado. E a ANATEL irá prometer que isso aconteça, ficando ao lado das empresas que oferecem serviços medíocres por preços abusivos, porquê sempre fez e faz.
Para a ANATEL e as teles, a teoria é o retorno triunfal da internet discada, ou ao menos aquele gostinho saudoso de permanecer apavorado com a conta de telefone no término do mês e acessar o mínimo provável (ao menos, hoje, não só depois da meia noite, quando era barato).
Os novos não entenderão a conformidade, o que, aliás, torna tudo ainda terrificante.
Por trás do limite, duas coisas:
Primeiro, a permissão dada pelo governo há alguns anos para empresas que vendiam internet poderem também vender TV por assinatura. S limite imposto é uma forma de forçar a assinatura dos serviços de TV diante da impossibilidade de se usar streaming.
Trata-se de uma prática predatória descarada, com pedestal do governo federalista. Isto vem junto com a tentativa de se cobrar do Netflix e outros serviços de streaming impostos que redes de TV e afins pagam, assim porquê obrigar que os serviços coloquem programação pátrio dentro das regras para empresas de TV por assinatura.
Essa obrigação em si já é vergonhosa e nos levou somente à sucessão de reprises de filmes brasileiros de paladar duvidoso nos diversos canais, mas levar isso para serviços de streaming (onde sequer existe a noção de "horário superior" ou semelhante) é simplesmente risível. Na incerteza se tais medidas irão entrar em vigor, as teles se adiantaram.
E, segundo ponto, a totalidade falta de interesse por secção das teles em investir em infra-estrutura.
S argumento das teles é que os "heavy users" ocupariam muito do espaço de margem disponível...
Bem, dito de forma clara, o problema é das empresas.
Se eu assino um pacote de TV eu posso deixar a TV ligada 24 horas por dia em um conduto e o problema é meu, não da tele. Ela não pode me cobrar um valor para presenciar 3 horas de TV por dia e outro valor se eu observar 10 horas por dia.
Não tem muito tempo as empresas só eram obrigadas a oferecer 10% da velocidade que contratávamos (hoje está nos 80%), o que impõe a premência de ampliação da infra-estrutura.
Vale lembrar que o Marco Civil em seu cláusula sétimo, inciso 4, proíbe o namoro de conexão salvo somente um caso:
Grosso modo, a medida apoiada pela ANATEL equivaleria a limitar a quantidade de horas que podemos observar de nosso pacote de TV por assinatura - alguma coisa impensável, porquê era até pouco tempo limitar a quantidade de dados na nossa internet.
Operadoras porquê a NET foram até longe na falta de noção e na sanha por lucros, e calcula o limite da franquia não somente fundamentado nos seus downloads, mas somando com os uploads, o que realmente tornaria a navegação virtualmente impossível.
Analogias com o valor da chuva e da força não fazem sentido por uma série de fatores, mas o principal é o veste de que ambos são bens escassos (porquê muito explicou o Tulio Vianna no vídeo aquém), além do que, não faltam campanhas para REDUÇÃO do consumo, exatamente pela escassez dos bens.
Já com a internet não faz sentido. Não há escassez de dados, o que há, repito, é falta de interesse das teles em investir em expansão da rede.
Os dados não são escassos, escasso é o interesse das teles em gastar numerário para permitir que nós tenhamos entrada à internet com qualidade e de forma ilimitada.
Não existe "gasto" de volume ou de dados na internet, porquê de forma ignorante - ou na verdade em conivência com as teles - disse o presidente da ANATEL, existe consumo de um pouco que só é finito porque não temos consumir dados do que a nossa velocidade máxima permite durante o mês.
Quem usa muito não tem qualquer impacto sobre quem usa pouco. Ou não deveria ter, caso as teles investissem na distribuição.
S problema com a chuva e a pujança elétrica não é na distribuição, mas na produção ou na disponibilidade, com a internet o problema é na distribuição, o que é simples de sanar, fosse esse o interesse das teles, da ANATEL e do governo federalista.
E vamos lembrar, o uso da internet é incentivado, não só pelas empresas, mas por governos e mesmo pela ONU - o contrário do uso de bens escassos, porquê já mencionado.
A intenção das teles é disputar com o Netflix, é impedir downloads, é completar com o streaming. No término querem impedir que você navegue e acesse o que quiser para permanecer recluso à TV por assinatura delas.
Vale lembrar, ainda, que jogos online não consomem a quantidade de dados que imagina o offline presidente da ANATEL, não que venha ao caso, evidente.
Em resumo, o interesse das empresas, por um lado, é de combater o Netflix e outros serviços de streaming e, por outro, não investir em melhoria e ampliação da sua infra-estrutura.
No término, ganharão quantia ao limitar nossa internet. Capitalismo predatório fundamental.
Antes que perguntem, o Ministério das Comunicações, porquê de hábito, está ao lado das teles. E é bom lembrar que o presidente da ANATEL, João Rezende, foi assessor do ministro das Comunicações (Paulo Bernardo), quando nascente era ministro do Planejamento do Governo Lula. Rezende fez secção da campanha da esposa do ministro das Comunicações (Gleisi Hoffmann).
Lula o indicou em 2009 para o Conselho da Anatel, e Dilma em 2013 o reconduziu à Presidência da Anatel.
Ele não surgiu do zero e podemos indicar os responsáveis.
Após muita pressão, petições (link ao final da postagem) e mesmo um pesado ataque DDoS contra os servidores da ANATEL que derrubou seus sistemas, o órgão regulador decidiu suspender por tempo indeterminado a imposição de franquias a término de "estudar" melhor a medida.
Isto significa exclusivamente que vencemos uma guerra, mas não a guerra e que o órgão pode simplesmente ter entrado em conformidade com as empresas de internet para deixar a poeira decrescer e buscar um melhor momento para impor tais medidas esperando encontrar menos resistência.
Podemos e devemos seguir resistindo e protestando com memes e também assinando a petição do Avaaz para contra o limite das teles que já passa das 1.5 milhão de assinaturas e acessando (e compartilhando) a página do Movimento Internet Sem Limites.
S importante, no entanto, é manter a mobilização.
Também no HuffPost Brasil:
Fonte: HuffPost Brasil
Absurdo, não?
Você pagou - custoso - pra presenciar o que quiser e o quanto quiser.
Então porque você aceita limite na internet?
Segundo o presidente da ANATEL, o usuário que assiste Netflix, Youtube, que escuta música online, enfim, que navega pela internet usando aquilo que a internet nos permite é... MAL EDUCADO.
No Brasil ensino é acessar e-mail e remunerar as contas. Navegar livremente, usar as ferramentas modernas disponíveis não é.
P um prática terrível que tem que ser mudado. E a ANATEL irá prometer que isso aconteça, ficando ao lado das empresas que oferecem serviços medíocres por preços abusivos, porquê sempre fez e faz.
"Não podemos trabalhar com a noção de que o usuário terá um serviço indeterminado sem dispêndio", afirmou Rezende. "Em nem todos os modelos cabe ilimitação totalidade do serviço, pois não vai possuir rede suficiente para tudo."
S presidente da Anatel reconheceu, porém, que a culpa, nesse caso, é das empresas, que "deseducaram" o cliente. "Acho que as empresas, ao longo do tempo, deseducaram os consumidores, com essa questão da propaganda de serviço inacabável, infinito. Isso acabou, de alguma maneira, desacostumando o usuário. Foi má-ensino", afirmou"
Para a ANATEL e as teles, a teoria é o retorno triunfal da internet discada, ou ao menos aquele gostinho saudoso de permanecer apavorado com a conta de telefone no término do mês e acessar o mínimo provável (ao menos, hoje, não só depois da meia noite, quando era barato).
Os novos não entenderão a conformidade, o que, aliás, torna tudo ainda terrificante.
Por trás do limite, duas coisas:
Primeiro, a permissão dada pelo governo há alguns anos para empresas que vendiam internet poderem também vender TV por assinatura. S limite imposto é uma forma de forçar a assinatura dos serviços de TV diante da impossibilidade de se usar streaming.
Trata-se de uma prática predatória descarada, com pedestal do governo federalista. Isto vem junto com a tentativa de se cobrar do Netflix e outros serviços de streaming impostos que redes de TV e afins pagam, assim porquê obrigar que os serviços coloquem programação pátrio dentro das regras para empresas de TV por assinatura.
Essa obrigação em si já é vergonhosa e nos levou somente à sucessão de reprises de filmes brasileiros de paladar duvidoso nos diversos canais, mas levar isso para serviços de streaming (onde sequer existe a noção de "horário superior" ou semelhante) é simplesmente risível. Na incerteza se tais medidas irão entrar em vigor, as teles se adiantaram.
E, segundo ponto, a totalidade falta de interesse por secção das teles em investir em infra-estrutura.
"Tem gente que adora, fica jogando o tempo inteiro e isso gasta um volume de filarmónica muito grande", disse Rezende, afirmando que esses usuários prejudicam quem usa pouca internet
S argumento das teles é que os "heavy users" ocupariam muito do espaço de margem disponível...
Bem, dito de forma clara, o problema é das empresas.
Se eu assino um pacote de TV eu posso deixar a TV ligada 24 horas por dia em um conduto e o problema é meu, não da tele. Ela não pode me cobrar um valor para presenciar 3 horas de TV por dia e outro valor se eu observar 10 horas por dia.
Não tem muito tempo as empresas só eram obrigadas a oferecer 10% da velocidade que contratávamos (hoje está nos 80%), o que impõe a premência de ampliação da infra-estrutura.
Vale lembrar que o Marco Civil em seu cláusula sétimo, inciso 4, proíbe o namoro de conexão salvo somente um caso:
IV - não suspensão da conexão à internet, salvo por débito diretamente decorrente de sua utilização;
Grosso modo, a medida apoiada pela ANATEL equivaleria a limitar a quantidade de horas que podemos observar de nosso pacote de TV por assinatura - alguma coisa impensável, porquê era até pouco tempo limitar a quantidade de dados na nossa internet.
Operadoras porquê a NET foram até longe na falta de noção e na sanha por lucros, e calcula o limite da franquia não somente fundamentado nos seus downloads, mas somando com os uploads, o que realmente tornaria a navegação virtualmente impossível.
Analogias com o valor da chuva e da força não fazem sentido por uma série de fatores, mas o principal é o veste de que ambos são bens escassos (porquê muito explicou o Tulio Vianna no vídeo aquém), além do que, não faltam campanhas para REDUÇÃO do consumo, exatamente pela escassez dos bens.
Já com a internet não faz sentido. Não há escassez de dados, o que há, repito, é falta de interesse das teles em investir em expansão da rede.
Os dados não são escassos, escasso é o interesse das teles em gastar numerário para permitir que nós tenhamos entrada à internet com qualidade e de forma ilimitada.
Não existe "gasto" de volume ou de dados na internet, porquê de forma ignorante - ou na verdade em conivência com as teles - disse o presidente da ANATEL, existe consumo de um pouco que só é finito porque não temos consumir dados do que a nossa velocidade máxima permite durante o mês.
Quem usa muito não tem qualquer impacto sobre quem usa pouco. Ou não deveria ter, caso as teles investissem na distribuição.
S problema com a chuva e a pujança elétrica não é na distribuição, mas na produção ou na disponibilidade, com a internet o problema é na distribuição, o que é simples de sanar, fosse esse o interesse das teles, da ANATEL e do governo federalista.
E vamos lembrar, o uso da internet é incentivado, não só pelas empresas, mas por governos e mesmo pela ONU - o contrário do uso de bens escassos, porquê já mencionado.
A intenção das teles é disputar com o Netflix, é impedir downloads, é completar com o streaming. No término querem impedir que você navegue e acesse o que quiser para permanecer recluso à TV por assinatura delas.
Vale lembrar, ainda, que jogos online não consomem a quantidade de dados que imagina o offline presidente da ANATEL, não que venha ao caso, evidente.
Em resumo, o interesse das empresas, por um lado, é de combater o Netflix e outros serviços de streaming e, por outro, não investir em melhoria e ampliação da sua infra-estrutura.
No término, ganharão quantia ao limitar nossa internet. Capitalismo predatório fundamental.
Antes que perguntem, o Ministério das Comunicações, porquê de hábito, está ao lado das teles. E é bom lembrar que o presidente da ANATEL, João Rezende, foi assessor do ministro das Comunicações (Paulo Bernardo), quando nascente era ministro do Planejamento do Governo Lula. Rezende fez secção da campanha da esposa do ministro das Comunicações (Gleisi Hoffmann).
Lula o indicou em 2009 para o Conselho da Anatel, e Dilma em 2013 o reconduziu à Presidência da Anatel.
Ele não surgiu do zero e podemos indicar os responsáveis.
Após muita pressão, petições (link ao final da postagem) e mesmo um pesado ataque DDoS contra os servidores da ANATEL que derrubou seus sistemas, o órgão regulador decidiu suspender por tempo indeterminado a imposição de franquias a término de "estudar" melhor a medida.
Isto significa exclusivamente que vencemos uma guerra, mas não a guerra e que o órgão pode simplesmente ter entrado em conformidade com as empresas de internet para deixar a poeira decrescer e buscar um melhor momento para impor tais medidas esperando encontrar menos resistência.
Podemos e devemos seguir resistindo e protestando com memes e também assinando a petição do Avaaz para contra o limite das teles que já passa das 1.5 milhão de assinaturas e acessando (e compartilhando) a página do Movimento Internet Sem Limites.
S importante, no entanto, é manter a mobilização.
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