Polícia indicia seis pessoas por tráfico de bebês na Grande BH
A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (18) o inquérito que investigava o caso de tráfico de bebês em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, seis pessoas foram indiciadas por participação no esquema.
O inquérito será entregue nesta quinta-feira à Justiça de Betim. As investigações descartaram a possibilidade de tráfico internacional de crianças. Segundo o delegado Tito Barrichello, o casal, que é de Rondônia, ficaria com o bebê que nasceu na cidade mineira.
— Eles tinham a intenção de levar essa criança e criar ela como se filho fosse.
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Segundo a Polícia Civil, além do casal, foram indiciadas outras quatro pessoas. Entre elas uma funcionária da prefeitura de Betim.
— Ela tentou obter a liberação da criança e da mãe, apesar de os médicos afirmarem que naquele momento a criança não poderia receber alta.
O caso
O esquema foi descoberto com a prisão de Eliane Azzi, de 37 anos. Ela foi encontrada após uma mulher identificada como Selena Castiel Gualberto dar entrada no Hospital Regional de Betim em trabalho de parto. Ela chegou acompanhada da suspeita, que afirmou ser patroa da paciente. Ao ser questionada pela equipe médica, a gestante entrou em contradição e acabou revelando o nome verdadeiro.
Desconfiado da atitude da paciente e da insistência de Eliane em ficar com a criança antes mesmo que a mãe tivesse alta, o diretor do hospital chamou a polícia.
— Elas demonstravam uma ansiedade muito grande em retirar a criança. Foi mais de uma tentativa, várias pessoas tentaram.
A Polícia Civil fez uma operação e prendeu em flagrante a mulher que afirmava ser amiga de Selena. De acordo com o delegado Tito Barrichello, a equipe descobriu que todos os documentos apresentados na unidade de saúde eram falsificados.
Fonte: R7 - Minas Gerais