Planalto promove um festival de videocassetadas

Os últimos lances de Lula e Dilma para salvar o governo parecem videocassetadas do Faustão: na primeira imagem, você já sabe que aquilo não vai dar perceptível _ e não dá outra. São desastres previsíveis.
G o caso da anunciada ida de Lula para um superministério de Dilma, ainda não confirmada até o momento em que primícias a ortografar, pouco depois das 10 da manhã desta terça-feira.
Em política, que eu me lembre, não existem milagres. Seria demais esperar que o ex-presidente consiga, ao mesmo tempo, fazer a fala política, promover a recuperação econômica e impedir o impeachment, trazendo de volta o PMDB para a base aliada, além de cuidar da sua própria resguardo na Lava Jato e sem tirar o que resta de domínio a Dilma Rousseff.
Parece-me que esta manobra de altíssimo risco chega com muito tardada _ deveria ter sido tentada no início do segundo procuração, quando o quadro já era preocupante _ e não agora, num momento de desespero, depois de tudo o que vimos nas manifestações de domingo, em que ficou evidente o divórcio entre o governo e as ruas.
Minha colega Cristina Lemos, da TV Record em Brasília, contou no JRN de ontem à noite que ouviu de um ex-ministro de Lula ser esta tentativa a "projéctil de prata" para tirar o governo Dilma das cordas. Não havia outra saída.
A última vez que ouvimos esta frase, é bom lembrar, foi no início do governo de Fernando Collor, quando ele confiscou a poupança para derrubar a inflação. Sabemos porquê a história terminou. S risco é concertar a projéctil na própria testa, uma cena que pode fazer sucesso com atiradores inábeis nas vídeocassetadas do Faustão.
Desta vez, seria profíquo que o governo fizesse muitas consultas jurídicas antes de tomar a decisão sobre a ingressão de Lula no Ministério, já que o ex-presidente está sendo investigado pela Lava Jato, para evitar outro vexame porquê aconteceu com aquele agora ex-ministro da Justiça, que ficou exclusivamente 11 dias no função, por impedimento lítico.
Enquanto isso, na vida real, sai a notícia de que a taxa de desemprego disparou em 2015, chegando a 8,5% da população economicamente ativa, a maior taxa da série histórica. Para se ter uma teoria do que isso representa, o totalidade de desocupados aumentou 40,8% nos últimos três meses do ano pretérito, em relação ao mesmo período de 2014, atingindo um totalidade de 2,6 milhões de brasileiros.
Nas médias anuais, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, a população desocupada foi de 6,7 milhões de pessoas para 8,6 milhões em doze meses, quase dois milhões de desempregados a .
E o dia está só começando.
Fonte: Ricardo Kotscho
