Partidos se aliam até a arquirrivais e formam 401 chapas diferentes em Minas

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Mesmo com um recorde de chapas “puro-sangue” neste ano, o eleitorado terá uma ampla variedade de coligações na hora de escolher os próximos prefeitos e vices em Minas Gerais.

Com 33 partidos na disputa, a oferta é de 401 combinações diferentes entre as candidaturas majoritárias no Estado, segundo levantamento realizado por  a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A sopa de letrinhas labareda peculiar atenção em alguns casos, pois coloca lado a lado legendas de campos ideológicos absolutamente opostos no cenário político estadual e pátrio. Um exemplo é a inusitada coligação entre Delermando França (PSL) e Rubinho do Ramalhudo (PCdoB) no município de Catuti, Setentrião de Minas.

 

 

Filiado à sigla com viés de extrema direita pela qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu em 2018, o cabeça-de-placa garante que não há rivalidade e nem sequer brincadeiras relacionadas ao tema entre ele e o colega comunista – nos materiais de campanha, porém, o vermelho deu lugar ao azul na marca do PCdoB.

“Por ser uma cidade muito pequena, o pessoal cá não tem essa cultura de olhar filiação partidária. A gente tem uma afinidade mais com o candidato do que com o partido, sempre foi assim. Ele demonstrou a intenção de participar, e nós tínhamos essa afinidade na oposição [à atual gestão], logo ele veio somar. Foi oriundo”, relata França.

Legenda que mais cresceu na esteira do bolsonarismo, o PSL aparece porquê parceiro até mesmo do PT, principal justador em contexto pátrio. “Somos amigos, e na cidade pequena a gente vota nas pessoas, não nos partidos”, resume o petista José Soares Caldas, o Topeca, candidato a vice na placa de Newton Avelar em São Pedro dos Ferros, no Leste do Estado.

Militante e sindicalista na juventude, Topeca diz que a influência das duas legendas, mesmo em lados contrários, pode beneficiar o município. “São as maiores bancadas (no Congresso), e é importante conseguir emendas, porque elas são a principal nascente de recurso para as cidades pequenas. Enquanto estivermos pensando no povo, não importa o partido”, justifica.

 

Dalermando França (PSL) e Rubinho (PCdoB) formam placa em Catuti.
(Foto: Registo pessoal / Divulgação)

 

O PSL forma parcerias com grupos mais alinhados à esquerda em pelo menos outros nove municípios mineiros. A legenda encabeça chapas com PCdoB, PDT, PSB e PT, e ainda compõe porquê vice em coligações com PDT, PSB e Rede.

O PRTB, que conta com o esteio da família Bolsonaro em Belo Horizonte, também formou alianças com partidos teoricamente antagônicos pelo interno mineiro: PDT, PSB e PT. 

Já o PT, maior partido de esquerda do Brasil e do Estado, fechou ao todo nove alianças em Minas com DEM, Patriota, PP, PRTB e PSC, além do próprio PSL, dentre as legendas com um maior viés de direita.

Veja as composições de todas as siglas no gráfico interativo ao término da reportagem

 

Tradição

Situações porquê estas, obviamente, são bastante raras. Tradicionais aliados nas eleições municipais em Minas, PSDB e DEM formam a principal união no Estado, com 32 chapas majoritárias, sendo 19 delas encabeçadas pelos tucanos. MDB e PSD aparecem em segundo lugar, com 20 coligações.

Parceiros históricos no campo da esquerda, PT e PCdoB caminharão juntos em somente seis cidades mineiras desta vez, com cinco candidatos petistas nas cabeças-de-placa.

PSTU (nove chapas), PCO (três), Novo (três) e PCB (duas) foram as únicas siglas que não se coligaram com nenhuma outra nas disputas majoritárias e apresentaram somente candidatos próprios a prefeito e vice.

 

 

Recorde de chapas puras

As coligações continuam permitidas nas disputas para as prefeituras, mas passaram a ser proibidas a partir deste ano nas corridas às Câmaras Municipais.

Com isso, especialistas já haviam previsto o aumento das chamadas chapas puro-sangue (prefeito e vice de um mesmo partido), porquê secção da estratégia das legendas na tentativa de retirar votos para os candidatos próprios a vereador.

Em Minas Gerais, o efeito dessa novidade foi uma explosão na quantidade de chapas puras: de 916 nas eleições passadas para 1.494 neste ano. Em termos relativos, elas passaram de 37% para 54,3% do totalidade de candidaturas apresentadas.

O líder deste quesito em 2020 é o PT, com 125 chapas puras no Estado, seguido por MDB (122), PSD (94), PSDB (91) e Avante (88). 

Somado à maior fragmentação partidária, levante fator ajuda a explicar, por exemplo, a grande variedade de postulantes em cidades porquê Relato (16), Belo Horizonte (15), Governador Valadares, Juiz de Fora, Santa Luzia, Uberaba e Uberlândia (11).

 

 

 

 


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