S poder do ‘não, muito obrigado’ na vida de uma pessoa vegana (dossiê)

Se você adotou o veganismo em sua vida, certamente já passou por alguma situação constrangedora por justificação de amigos, parentes ou garçons. Mas isso acontece, ligeiro com bom humor.
“Experimenta essa torta, tem só um pouquinho de leite na tamanho, mas é pouquinho”. “Você não é varão, não? Vai permanecer de ‘mi mi mi’ para saber se tem ovo no pão? Come logo!”. “Pega só a batata, não precisa pegar a mesocarpo”. “Ovo na tamanho da pizza? Acho que não, pode consumir”. “Assopra o queijo de cima e come só a batata”.
Cenário 1: mansão da família, término de ano
Todos ao volta da mesa e, em seguida a prece, todos começam a estrebuchar o peru, a filhote de porco (leitoa) ou qualquer outro bicho morto em cima da mesa. “Fizemos essa torta cá mormente para você.” – diz aquela tia preferida. Você não sabe se comemora ou se chora, finalmente, naquela falação, porquê perguntar todos os ingredientes do prato? Além do , bastaria você furar a boca para indagar isso e um silêncio constrangedor tomaria conta do envolvente. Balançadas de cabeça em negativa e até pequenas cotoveladas de repreensão poderiam sobrevir.
Cenário 2: cerveja com os amigos no bar da esquina
E não é que o bar tem uma porção de homus no cardápio? Mas o pão que acompanha não é o tradicional pão sírio. Parece um pão gálico comprado em qualquer lugar. No estrondo do bar, você tenta, em vão, invocar o garçom levantando a mão. “Você está chamando o garçom para perguntar os ingredientes do pão?!” – diz o colega folgazão (e adivinhão). E todos caem na risada.
Cenário 3: lar da mãe, dois anos depois
Por motivos de trabalho, você precisou se mudar para longe. Mas já está de volta e é o primeiro almoço de domingo na morada de seus pais. Sem saber muito sobre a novidade veras em sua vida, sua mãe vem com o prato que era o seu predilecto: mesocarpo assada com batatas. “Espero que eu ainda saiba fazer do jeito que você sempre gostou, desde pequenininho.” – diz a mamãe, olhando para o firmamento na esperança de uma chuva de confetes.
Cenário 4: sábado à noite, pizzaria com casais de amigos
A semana foi dura, mas é sábado! Acomodando-se à mesa na pizzaria comentada da cidade, você é o primeiro a pedir o cardápio. S dedo indicador desliza por todas as opções, sem nem olhar para os preços à direta, mas zero. Você tem a grande teoria de montar uma pizza exclusiva, mas esqueceu de vincular antes perguntando sobre a tamanho que eles fazem ali. “A pizza vai farinha, chuva e sal...” – diz o titubeante e apressado garçom, deixando uma vácuo do tamanho do Maracanã que só você percebeu. Com um sorriso amarelo em direção a ele, em alguns segundos e com olhar blasé você conclui, em mente, que seria impossível fazer uma tamanho de pizza sem óleo ou qualquer tipo de gordura. P um motivo para a suspeição fazer o seu rosto ferver. Mas o sorriso continua lá, decorando a esfera vermelha que o seu rosto de tornou.
Cenário 5: comendo uma porção de batatas fritas na balada às 3h15 da manhã
Não há outra lar de shows igual na cidade. Você bebeu um pouco demais e está com míngua, mas está todo mundo ainda empolgado, definitivamente não é hora de transpor. Encostado no balcão com alguns amigos, você vê, trêmula porquê uma miragem, uma porção de batatas fritas no cardápio molhado de tequila. Mesmo sabendo que vai demorar uma vida e meia, você dispara ao atendente: “Eu quero uma dessa!” – apontando porquê se estivesse convicto de que ele não fala português e falando sobranceiro porquê se ele estivesse com uma placa escrito "sou surdo". Duas vidas depois, chega a tal batata. Seu queixo cai quando percebe, mesmo com tudo rodando de ligeiro e antes da bandeja tocar o balcão, que tem um pouco em cima daquele tubérculo. “G sal grosso, é sal grosso…” – você reza, com fé do que o Papa Francisco. Mas não é. G queijo ralado mesmo. E foi culpa sua, porque você não se lembrou de pedir para vir sem.
A solução de todos os problemas
Não é ser liso, é questão de opinião. Se você entendeu o que é veganismo, vai saber que em qualquer um dos cenários apresentados, a solução é expor “não, muito obrigado”, ainda que de outra forma, se preciso.
Cenário 1: “Tia, muito obrigado, mas vou consumir esse assado de castanhas cá que eu trouxe. Se você quiser um pedaço para testar, pode pegar. Sobre a sua torta, que está com uma aspecto ótima, conversamos daqui a pouco.”
Cenário 2: “Já experimentaram consumir homus nessa folha de alface que vem junto enfeitando? Fica ótimo!”
Cenário 3: “Mãe, parece ótimo, mas estou com uma vontade louca de consumir arroz com feijoeiro hoje! Depois preciso descrever umas novidades. Aliás, porquê a senhora faz esse feijoeiro cá?”
Cenário 4: “Traga, por obséquio, uma cerveja muito gelada. Quando o movimento baixar um pouco, eu gostaria de perguntar uma coisa ao pizzaiolo.”
Cenário 5: “Podem consumir, eu vou tomar uma chuva e depois a gente pede para o taxista parar naquela lanchonete. Pode ser?”
Para consumir fora é preciso mesmo um pouco de rebolado e não tem jeito. Tenha paciência e bom humor. Afinal, ninguém vai morrer de lazeira em uma situação assim.
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Fonte: Blog Fabio Chaves