‘Não sou escritora, sou youtuber’, diz Mandy Candy na Bienal do Livro

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A gaúcha Amanda Guimarães é conhecida por Mandy Candy no YouTube, onde é seguida por de 300 000 fãs. Depois do sucesso online, a youtuber transexual, que mora em Hong Kong, resolveu se aventurar no mundo dos livros com Meu Nome G Amanda (Fábrica 231, 136 páginas, 19,50 reais), em que narra um pouco da sua vida e os preconceitos e dificuldades que enfrentou até abraçar a sua verdadeira identidade. Apesar da empreitada editorial, porém, a pequena não se considera uma pessoa das letras. “Não sou escritora, sou youtuber. Não tenho nenhuma base de porquê grafar um livro”, admitiu em conversa com VEJA Meus Livros durante uma sessão de autógrafos nesta quarta-feira, na Bienal do Livro de São Paulo.

Amanda confessa que nunca foi de ler muito, e que suas obras favoritas são as de fantasia, porquê Harry Potter e Crepúsculo. “Por que ler um livro se existe o filme?”, disse, rindo. Mas diz que sempre teve vontade de ortografar sobre a sua vida, e porquê é a jornada de uma mulher transexual em uma família não preconceituosa, o que ela considera uma posição privilegiada. Depois de um vídeo que ou no Youtube, intitulado Como Era Ter um Pênis, que ganhou grande destaque, ela recebeu um invitação para grafar um livro e falar sobre autoaceitação, transexualidade e preconceito.

A youtuber admite que ficou um pouco perdida antes de debutar e que precisou de ajuda, tanto que no seu livro o nome de Amanda aparece junto ao do noticiarista Lielson Zeni, apesar de a narrativa ser em primeira pessoa. “Eu tive ajuda para selecionar alguns tópicos, e sobre porquê encetar. Mas a forma da escrita é muito porquê eu falo, pois quero que o leitor sinta que estou ao seu lado conversando, porquê nos meus vídeos. Por não ter uma base, não penso em continuar escrevendo ficções, mas queria continuar falando sobre o tema LGBT. Só me senti confortável em fazer esse livro pois era sobre a minha vida, alguma coisa de que eu tenho totalidade conhecimento e domínio”, conta.meunomeamanda

Amanda acredita que a enorme quantidade de fãs que tem na internet pode ajudar nas vendas do seu livro, mas que também notou pessoas que não a acompanhavam online e a conheceram graças ao livro. Porém, a youtuber não conseguiu sentir nenhuma grande influência no seu meio devido ao lançamento de Meu Nome G Amanda, que aconteceu há murado de um mês. “Livro e internet são dois produtos e dois públicos muito diferentes. Meu objetivo vai ser continuar fazendo coisas para a internet”, afirma.

Apesar do grande número de fãs que se dizem inspirados pela história de Amanda, porquê alguns declararam durante a Bienal do Livro, ela disse que não se vê porquê um grande padrão na luta contra o preconceito. “Eu sou aquele 1% que teve o base da família. Tem ativistas que fazem muito no dia a dia, que enfrentam muito dificuldades do que eu”, pontua. Ainda assim, a youtuber afirma que é importante que a população LGBT ocupe cada vez o espaço online e real. “Precisamos mostrar que a gente existe. Mostrar que somos iguais a qualquer um, temos uma rotina, pagamos impostos, uma família. Acho que em dez anos vai rematar grande secção do preconceito que existe hoje, justamente porque estamos aparecendo .”

Fonte: VEJA Meus Livros