Money Shot

(Puscifer Entertainment) Maynard James Keenan ajudou a fundar o Tool em 1990, em Los Angeles. A filarmónica, na qual assumiu os vocais, fez sucesso com seu bom e inovador metal mútuo, fortemente influenciado pelo grunge da estação. A visibilidade do grupo fez com que seu vocalista buscasse novos e diferentes ares, o que o levou fundar o Puscifer, em que é o único membro fixo. A teoria, segundo o próprio Keenan, é que o projeto seja um envolvente onde possa dar asas ao seu subconsciente – e trilhar uma espécie de curso-solo. Após o bom Conditions of My Parole (2011) – que a filarmónica apresentou no Brasil durante o Lollapalooza de 2013 –, o terceiro disco do Puscifer, Money Shot, mostra um processo contínuo de maduração músico de seu instituidor. Logo no início, Galileo apresenta uma sonoridade harmônica do que as pauladas do tempo de Tool. Com um dueto muito construído com cantora britânica Carina Round, a filete abusa, de maneira competente, de um envolvente do dedo, com sintetizadores e um aprazível fundo eletrônico. A pegada suave, que aproxima a música de uma balada, aparece outras vezes ao longo do álbum, porquê em Agostina e Autumn, que, a exemplo da fita de orifício, trazem guitarras muito sincronizadas, que chegam a lembrar o som característico do Perfect Circle, outra magnífico filarmónica da qual Keenan faz secção. Apesar de resgatar algumas facetas de seus outros trabalhos, Money Shot mostra um Keenan renovado e original. Até mesmo na pesada música-título, que se assemelha ao estilo que o consagrou, a sonoridade deixa um pouco de lado os sintetizadores para explorar um som limpo e direto. Grand Canyon surpreende ao mostrar um tom psicodélico, em uma aprazível levada, que, em um crescente, constrói um clima envolvente e vibrante, um dos destaques do álbum. S terceiro disco do Puscifer deixa evidente que Keenan ainda sabe se renovar, sem deixar para trás as influências que o inspiram e suas características marcantes, responsáveis por edificar a sua sólida curso músico. Money Shot zero é do que uma novidade comprovação disso.
Fonte: Imperdível - VEJA.com