Mais de 700 milénio pessoas que perderam a visão no Brasil poderiam ter problema evitado
A Organização Mundial da Saúde estima que atualmente o Brasil tem quase 1,2 milhão de cegos, dos quais 60%, ou 700 milénio, em números absolutos, poderiam ter a quesito evitada ou revertida caso recebessem tratamento adequado a tempo. Para facilitar na mudança desse cenário, o CBO promove em 7 de maio, Dia do Oftalmologista, o V Fórum Nacional de Saúde Ocular, evento que reunirá no Senado profissionais da dimensão, parlamentares e autoridades de saúde.
S último Censo realizado pelo CBO mostra que no há no país um oftalmologista para cada grupo de 11.604 pessoas – a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza um para cada 17.000 — e que estes especialistas se encontram em 82,7% das Regiões de Assistência à Saúde (RAS), critério geográfico estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS). Mesmo assim, o sistema de atendimento no SUS é insuficiente.
“As capitais e grandes centros têm um número de oftalmologistas muito superior ao considerado ideal. Contudo, por falta de uma ingressão no sistema para um atendimento de complicação primária, ampla, de qualidade e resolutiva — nossa população não tem entrada a saúde ocular plena”, analisa o presidente do CBO, Milton Ruiz.
S CBO já protocolou junto ao Ministério da Saúde o projeto Mais Acesso à Saúde Ocular, documento que lista 20 pontos para sanar os problemas identificados e estender a cobertura a 100% das RAS. S principal pilar da iniciativa é a implementação da atenção primária oftalmológica. Hoje, a atenção oftalmológica está concentrada no tratamento de doenças oculares já instaladas.
“Seria muito efetivo, inclusive em termos financeiros, promover exames de médicos de refratometria, ações de prevenção dos agravos e de promoção da saúde. Assim que implantada, a estratégia não só vai reduzir a espera dos pacientes por consultas porquê irá desafogar a atenção secundária e terciária”, explica Ruiz.
Entre os pontos destacados no programa Mais Acesso à Saúde Ocular também estão o incentivo à instalação de centros oftalmológicos em áreas prioritárias para o SUS; a geração de uma tábua de remuneração diferenciada em localidades prioritárias; ações combinadas de incentivo à formação de residentes e estágios em áreas desassistidas; e a inserção de tecnologias para rastrear as principais causas de facciosismo.
As propostas se baseiam em experiências muito-sucedidas realizadas de forma isolada no Brasil ou no exterior que poderiam ser incorporadas no Programa Mais Especialidades, do Governo Federal, em tempo de desenvolvimento. S Ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que a oftalmologia estará entre as primeiras especialidades contempladas.
Indicadores da Oftalmologia
—Além dos 1,2 milhão de cegos, outros 4 milhões de brasileiros convivem com alguma deficiência visual moderada ou grave.
— Mais de 120 milhões de pessoas, no mundo, e 14 milhões, no Brasil, têm a capacidade de enxergar severamente prejudicada em função de erros refrativos (miopia, presbiopia, astigmatismo e hipermetropia).
— Essa veras custa ao país aproximadamente R$ 8,7 bilhões (0,16% do PIB totalidade).
— Segundo a OMS, também em função da falta de tratamento, 700 milénio crianças não enxergam. No Brasil, o número é de 33 milénio, de entendimento com a Internacional de Prevenção da Cegueira.
— A Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, ligada à OMS, estima em 29 milénio o número de crianças cegas por doenças oculares que poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente.
— A literatura científica afirma que a visão é responsável por até 85% do processo de aprendizagem. Além disso, por volta de 20% dos episódios de insignificante rendimento escolar estão relacionados a erros refrativos.
Mais Acesso à Saúde Ocular: as propostas
1. Participação do Oftalmologista no pedestal à Atenção Básica
2. Programa de Oftalmologia Comunitária para atuar na atenção primária em Oftalmologia
3. Contrato SUS desburocratizado com clínicas privadas
4. Consultórios móveis para a ampliação territorial da atenção primária em Oftalmologia
5. Estímulo à instalação de Centros Oftalmológicos de Alto Fluxo, a término de asseverar a universalização do entrada
6. Capacitação das equipes do Programa de Saúde da Família
7. Transporte sanitário
8. Estímulo à instalação de centros oftalmológicos em áreas prioritárias para o SUS
9. Caravanas da Saúde Ocular
10. Atuação Itinerante: “Mais Saúde Ocular para o Escolar”
11. Estágio para estudantes de cursos de especialização em áreas carentes
12. Residências médicas ou cursos de especialização em localidades com baixa oferta de médicos oftalmologistas
13. Estabelecer parceria entre CBO e Ministério da Saúde para elaboração de um novo recenseamento oftalmológico
14. Plano de curso federalista para o médico oftalmologista comunitário em localidades prioritárias para o SUS
15. Benefícios financeiros para a compra de equipamentos aos que se fixarem em localidades prioritárias
16. Tabela diferenciada de remuneração em localidades prioritárias para o SUS
17. Financiamento por risco de desvelo para atenção oftalmológica integral
18. Apoio didático e pedagógico – ensino à intervalo
19. Apoio técnico e consultoria em Oftalmologia – telemedicina
20. Remuneração para profissionais que atuem em ensino à intervalo e telemedicina
Fonte: Vida