Livro escrito por mineira conta a história de garotinho que tem dois pais
Pessoas + Amor = Família. Esta é a equação que guiou o trabalho da designer Bela Bordeaux, de 25 anos. Motivada a fazer um pouco que representasse as novas e variadas formações de família, ela confecciou o livro Tenho Dois Papais porquê seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). A história fala sobre um menino “serelepe e muito feliz” que, por contingência, tem dois papais: Beto e Leo. Agora, a autora procura receber fundos para o lançamento da obra através de uma campanha online.
A afinidade com as crianças vem de família: ela trabalhou na escola infantil mantida pela mãe e sempre se interessou pelo universo infantil. Mais velha, passou a se envolver com a pretexto LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero). Perto da formatura, percebeu a premência de produtos culturais que ajudassem as crianças a entenderem o novo e diversificado formato da família brasileira.
— Já tinha em mente que queria fazer um pouco para o público infantil e percebi que esta era uma demanda não atendida. A teoria é ser um livro para a família, não importa de qual tipo.
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Com a ajuda de um programador, uma psicóloga, um videomaker e um gerente de projetos, ela decidiu “testar o público” e se aventurar para conseguir os fundos necessários para o lançamento. S resultado foi extremamente positivo: até agora, já foram doados murado de R$ 9.000 dos R$ 22.450 do orçamento estipulado. Para Bela, isso mostra a grande ratificação do público.
— Sentimos que as pessoas gostam muito do projeto, mas ainda não entendem totalmente que dependemos delas para que ele seja concretizado. Mas, em 45 dias, temos quase 40% do recurso arrecadado, o que é muito melhor do que esperávamos. S público brasílico está lhano e interessado pelo tema.
No horizonte, a designer ainda pretende lançar o Tenho Duas Mamães e terebrar ainda o leque da discussão. Bela acredita que a sociedade está dividida, mas há uma poderoso tendência para a mudança e compreensão dos novos moldes familiares.
— Essa dificuldade de se entender que o que importa na família é paixão, independente de qual forma, acho que já mudou. Estamos vivendo um momento em que a gente tem duas forças: uma muito poderoso de pessoas liberais lutando para que seus direitos sejam garantidos e uma vaga conservadora. A sociedade quer mudança, é um momento meio estranho, mas é bom para levar a gente para frente.
Fonte: R7 - Gerais