Lone Star Funds tem exclusividade para negociar com BTG Pactual compra da Recovery, diz manancial

Fachada da sede do banco BTG Pactual em Santiago, no Chile (Foto: Reprodução/Facebook)

A Lone Star Funds assinou nesta quinta-feira (17/12) concórdia para negociar com exclusividade a fatia de 50% na empresa de recuperação de crédito Recovery detida pelo BTG Pactual, segundo uma manancial diretamente ligada ao objecto.

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S negócio pode valer até 1,7 bilhão de reais se a venda incluir a plataforma que a Recovery usa para precificar empréstimos, disse a nascente, que pediu para não ser identificada. Sem isso, o preço seria ao volta de 800 milhões de reais.  S BTG Pactual e a Lone Star não quiseram comentar.

S grupo financeiro brasílico está vendendo ativos para levantar quantia, após a prisão do fundador André Esteves. S Supremo Tribunal Federal ordenou a libertação de Esteves nesta quinta-feira. Até 23 empresas mostraram interesse preparatório na Recovery, disse a manancial. Os interessados tiveram prazo até quarta-feira para apresentarem propostas não vinculantes, mas não ficou evidente quantos o fizeram. De consonância com uma segunda manancial, que pediu anonimato porque as negociações seguem em curso, o executivo da Lone Star Matt Meredith veio ao Brasil para assinar o conformidade.

A fatia restante na Recovery é detida pelo International Finance Corp, braço de participações do Banco Mundial e os fundadores da empresa na Argentina. A Recovery administra muro de 50 bilhões de reais em empréstimos em delonga e é um grande comprador de crédito ruim de grandes bancos no Brasil.

Com o aumento do desemprego e a inflação corroendo a renda das famílias, os níveis de inadimplência estão crescendo no maior ritmo em seis anos. Os calotes corporativos também estão crescendo, na esteira da queda nas vendas e do aumento dos custos de empréstimos. Profissionais do setor estimam as vendas de empréstimos em delongado vão subir 40 por cento leste ano, para de 25 bilhões de reais.

Empresas especializadas em aquisição de dívidas compram com desconto uma grande carteira de crédito de um banco e depois refazem cada empréstimo individualmente, lucrando após transformá-los em títulos e reestruturá-los. Para os bancos, as vendas de crédito com detença os ajuda a limpar os seus balanços.

(Por Tatiana Bautzer)

Fonte: Revista Época Negócios