Justiça bloqueia mais R$ 50 milhões da Vale

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Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP Segundo o MPMG, 492 pessoas tiveram que deixar as localidades de Gongo Soco, Tabuleiro, Piteiras e Socorro, em 8 de fevereiro, sob o risco de serem atingidas no caso de rompimento da barragem de Laranjeiras Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu o bloqueio de mais R$ 50 milhões da Vale para prometer ressarcimento de prejuízos causados em evacuação desordenada em Barão de Cocais. Desde a tragédia de Brumadinho, a mineradora já teve R$ 12,6 bilhões bloqueados e foi obrigada a fazer um repositório judicial de murado de R$ 7 bilhões.

Segundo o MPMG, 492 pessoas tiveram que deixar as localidades de Gongo Soco, Tabuleiro, Piteiras e Socorro, em 8 de fevereiro, sob o risco de serem atingidas no caso de rompimento da barragem de Laranjeiras. A estrutura fica em Barão de Cocais, mas atende ao Multíplice de Brucutu, que fica no município de São Gonçalo do Rio Aquém e teve a licença suspensa.

As localidades de Barão de Cocais foram as primeiras a serem evacuadas em seguida a tragédia de Brumadinho. Desde logo, áreas impactadas por pelo menos outras cinco barragens, além das de Brumadinho, também foram evacuadas. A decisão foi tomada à medida principalmente que as empresas que auditavam essas estruturas começaram a se recusar a atestar a segurança.

No enviado distribuído na tarde desta sexta, o MPMG destaca que a Justiça considerou, na decisão, que o bloqueio de bens é "forçoso, considerando-se o envolvimento da Vale, nos últimos anos, em desastres ambientais de grande magnitude e em outras ações de evacuação de pessoas".

O MPMG também determinou que a Vale adote medidas para prometer aos desalojados assistência integral. Segundo informações divulgadas pela Vale no término da semana passada, muro de milénio pessoas estão fora de lar por prevenção. "Esses atos concretos, quando ilícitos, gerarão reflexos patrimoniais ainda desconhecidos, mas capazes, certamente, de comprometer o patrimônio da empresa, de tal modo a tornar impossível a reparação dos prejuízos suportados pelos moradores", afirma o MPMG no enviado.

Procurada, a Vale ainda não se posicionou sobre o novo bloqueio.


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