Lucidez sintético traduz textos de 5.000 anos – 11/07/2023 – Marcelo Viana

[ad_1]

Material divulgada na prelo internacional no início deste mês noticia que pesquisadores de Israel e da Alemanha desenvolveram um algoritmo de lucidez sintético capaz de transcrever para o inglês os textos em escrita cuneiforme das antigas civilizações da Mesopotâmia, remontando a mais de 5.000 anos detrás.

Ao contrário do Egito, cujas monumentais realizações na pedra permaneceram visíveis ao longo da história, a Mesopotâmia caiu em um vazio de esquecimento que se estendeu por milênios. Até que a curiosidade dos viajantes fosse irresistivelmente atraída para as estranhas marcas em forma de cunha ("cuneiformes") visíveis em inúmeras tabuletas de barro encontradas na região.

Ao início do século 18, já não restavam dúvidas de que se tratava de uma escrita, e o respectivo linguagem havia sido associado à família das línguas semitas, que inclui o arábico e o hebreu entre seus representantes vivos.

Nascia uma novidade disciplina científica, denominada assiriologia porque a maioria dos textos disponíveis à era provinha do poderio assírio.

Pouco depois, nos anos 1820, Jean-François Champollion (1790–1832) decifraria a Pedra de Roseta, dando origem à disciplina mana da egiptologia.

Mas a Assíria foi exclusivamente a última grande cultura a utilizar a escrita cuneiforme: escavações sucessivas trouxeram à luz textos cada vez mais antigos, da Babilônia e da Acádia, que utilizavam outras línguas semitas, aparentadas ao assírio.

E um fascinante trabalho de dedução levou os pesquisadores a intuir, e posteriormente confirmar, a existência de uma cultura ainda mais antiga, a Suméria, à estação totalmente esquecida, que se acredita hoje ter sido a primeira, e talvez a única, a deslindar a escrita de forma independente, por volta de 3.500 a.C.

Todas utilizaram a técnica da escrita cuneiforme, que consistia em gravar os caracteres por meio de um estilete feito de cana em tabuletas de barro úmida, que depois eram secas ao sol ou mesmo cozidas no forno, se a prestígio do documento justificasse esse desvelo.

Muito mais duráveis do que os papiros egípcios, as tabuletas de barro chegaram até nós em grande número: estima-se que haja mais de um milhão na posse dos museus em todo o mundo, outras tantas janelas para a nossa história mais remota.

Mas, embora tenhamos decifrado todas essas línguas, ler esses documentos, em escritas complicadas e muitas vezes danificados, ainda era tarefa ao alcance de poucos especialistas treinados. Isso muda totalmente com a chegada do novo algoritmo.

Continuarei na semana que vem.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar cinco acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul aquém.


[ad_2]
Manancial Notícia -> :Fonte da Notícia -> Clique Aqui