‘Fique em morada’ gera vaga de reformas domsticas – Gerais

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Cristiano Lana calcula vendas 15% maiores no
Cristiano Lana calcula vendas 15% maiores no ltimo bimestre: consumo comeou por unidades de sade e sustentado por famlias, explica (foto: Edsio Ferreira/EM/D.A Press)

Passados os primeiros momentos de perplexidade gerados pela pandemia da COVID-19, a populao e a economia vo se adaptando novidade veras. O setor de materiais de construo, considerado em Belo Horizonte porquê atividade importante e em funcionamento durante o isolamento social, experimentou no incio do ano um tmido desenvolvimento, mas aponta para resultados mais otimistas medida que "as coisas vo se acomodando".
Dona de dep
Dona de depsito, Valria Barbosa viu as vendas de materiais de reposio para pequenos reparos crescerem durante a pandemia (foto: Edsio Ferreira/EM/D.A Press)
Empresrio do setor, Cristiano Lana Vasconcelos calcula que nos meses de maro e abril, incio da quarentena, houve um desenvolvimento, em mdia, de 5%, e no ltimo bimestre, de 15%. Proprietrio da CNR Materiais de Construo, uma rede que rene sete lojas em Belo Horizonte, Relato, Novidade Lima e Betim, Cristiano divide essa percepo em dois momentos: o primeiro, segundo o empresrio, foi logo em seguida ao decreto de isolamento social. Aumentaram as demandas de hospitais e unidades de sade, que precisaram se readequar e ampliar seus espaos de atendimento. "At ento, no havia muita nitidez do que estava por vir", as incertezas, tanto das autoridades quanto da populao, colocaram um freio no setor de reformas e construo particulares e fizeram subir a demanda das instituies de cuidados sade.
"Parece que a quarentena fez o pessoal investir mais. No paramos um dia sequer", comemora o telhadeiro Caio Gonalves, de Santa Luzia (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
O segundo momento, observa Vasconcelos, comeou a ser sentido entre junho e julho. "As pessoas j estavam h qualquer tempo em moradia e perceberam as necessidades de pequenos reparos, de troca de alguns equipamentos" e, na impossibilidade de retomada da rotina de trabalho anterior pandemia, "at mesmo aquela reforma sempre adiada, que podia esperar mais um pouco, teve oportunidade de ser realizada".
A variao das vendas ocorreu de forma diferenciada em cada uma das cidades onde as lojas esto instaladas, devido s diferentes formas de enfrentar a pandemia pelas prefeituras. As lojas da empresa em Belo Horizonte, onde o setor foi classificado porquê forçoso, no chegaram a fechar. "Exclusivamente criamos estratgias de atendimento obedecendo as recomendaes das autoridades de sade, preservando a integridade de funcionrios e clientes", explica.

PEQUENOS CONSERTOS Para Valria Barbosa de Medeiros, proprietria do Depsito Gvea, no Bairro Jardim Amrica, Regio Oestede BH, a classificao do setor porquê forçoso gerou “um evidente alvio”. O pblico branco da mercante formado por clientes da regio onde o estabelecimento est situado, basicamentee pequenas obras, que exigem materiais em menores quantidades. "No atendemos grandes construtoras".

 

Porquê a loja ainda tinha material para reposio em estoque, porquê torneiras, pias, vasos sanitrios e chuveiros, a dinmica de vendas no mudou muito. "So muitos prdios na regio, e as pessoas, obrigadas a permanecer em morada, passaram a se reinventar, aprendendo por conta prpria procedimentos de pequenos reparos."

 

Valria considera ser leste um momento de "revérbero, de se reinventar, de colocar o p no freio e repensar modos de vida, de comrcio, de relaes humanas". A empresria acredita que esse quadro persistir. “Tive que variar meus produtos, as fbricas desaceleraram as entregas e fizeram remanejamento de pessoal." O depsito encontra-se ainda desfalcado de materiais mais pesados, constata. A empresa agora atende presencialmente, sem aglomeraes, com "todos os cuidados e obedecendo as orientaes das autoridades sanitrias", garante.

TELHADOS “BOMBANDO” H 15 anos no setor de construo e reforma de telhados, Caio Renilton Gonalves, de 45, da CR Telhados, usa o termo "bombou" para quantificar o agendamento de servios durante a pandemia. Ele garante que no h mais espao em sua agenda at dezembro. No momento vem tocando duas obras: uma no Bairro Ribeiro de Abreu e outra, de grande porte, em Santa Luzia. "Parece que a quarentena fez o pessoal investir mais. No paramos um dia sequer". Ele atribui tambm ao isolamento social a percepo dos clientes da premência de alguma reforma, ampliao ou mesmo de construo.

 

Caio Gonalves disse que no h dificuldades em encontrar material, e acredita que seus clientes tiveram mais tempo de planejar as compras, de pesquisar melhor. O empresrio assegura que seu trabalho no pe em risco a sade. "No h aglomerao, trabalhamos em locais abertos, ventilados, no cimeira da construo. Usamos mscaras e lcool em gel sem levar risco aos clientes e operrios." As formas de pagamento so negociadas, para dar "um respiro ao contratante", garante.

Hora de investir no conforto

Economia com transporte e alimenta
Economia com transporte e alimentao propiciada pelo home office permite que Mrcia Maria reforme a moradia e acompanhe o servio de perto (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

A pedagoga e educadora Mrcia Maria Silva Machado da Cunha, de 54 anos, funcionria do Colgio Tiradentes, passou a trabalhar de forma remota, em sua prpria moradia. medida que foi permanecendo em morada, percebeu que vrios gastos do dia a dia, porquê combustvel para ir ao trabalho ou alimentao fora da residncia, foram praticamente cortados. Da surgiu a teoria de aproveitar a economia para implementar uma reforma em sua lar. "Mesmo com o trabalho home office exigindo muito mais, foi a oportunidade de poder escoltar as obras muito de perto e permanecer mais prxima de minha me, que tem 91 anos."

 

Mrcia diz que no foi difcil comprar materiais ou encontrar os profissionais para tocar a construo. Exclusivamente na primeira semana encontrou alguns empecilhos para aquisio dos implementos necessrios.  "Havia alguma incerteza de porquê tudo funcionaria", relata. Aps pesquisas e indicaes contratou a mo de obra que deu incio aos trabalhos em 17 de junho, com previso de trmino para ltima semana de agosto. E no uma interveno pequena: "Uma rea que funcionava porquê lavanderia e despensa conjugada vai virar  cozinha americana, a antiga cozinha virou sala, e a dispensa uma lavandeira."

 

O jubilado Juscelino Ribeiro, de 72, resolveu aproveitar o momento da quarentena para fazer "uns acertos" em sua morada, no Bairro Concrdia. Trata-se de uma construo com mais de 50 anos, que j passou por vrias modificaes. "Minha inteno regularizar a situao na prefeitura, uma vez que cada acrscimo ao longo dos anos precisa de um projeto e uma autorizao. Coisas que no tnhamos o hbito de fazer." Ribeiro pensa em deixar tudo regularizado para os herdeiros.  " para que no tenham problemas com inventrios num horizonte, espero, muito distante", brinca. Ele tem quatro filhos.

 

Juscelino explica por que "justo agora" decidiu realizar essas obras corretivas: "Primeiro porque, com a quarentena e o isolamento social, no temos muito o que fazer. Se pra permanecer em lar, j que no h locais de encontros nem muitas visitas, estou aproveitando para escoltar de perto os trabalhos".

 

Ele disse que a orientao da prefeitura de fabricar um "condomnio", j que o lote, que originalmente abrigava uma nica residncia, hoje tem mais dois imveis. Precisou mudar e fechar portes de aproximação, trocar posio da ingressão da garagem e desfazer um "puxadinho" na rea de servio.

Outra motivao para o jubilado foi contribuir para amenizar os impactos da crise. " um momento muito duro para todos. H muitos desempregados. Neste momento, uma forma de ajudar quem precisa sustentar seus familiares. So poucos os que trabalham na obra, mas no deixa de ser um ânimo nesta hora to difcil pela qual passamos."

J a administradora Teresa Borges decidiu comprar um apartamento usado por encontrar um "preo muito acessvel", nesse perodo de "patente desaquecimento da economia". Aproveitou os baixos juros de financiamento e adquiriu um imvel no Meio de BH, que era de uma amiga. Ela conta que um apartamento macróbio, precisando de reformas. "Ainda estamos em negociao, mas porquê a proprietria minha amiga, ela liberou para as obras e reformas".

 

Teresa confessa que ainda est amedrontada com a situao de precisar transpor para comprar e escolher materiais. "Obra mesmo na cozinha, no banheiro e rea de servio. O resto so pequenos reparos, porquê pintura e troca de janelas". A administradora disse no ter pressa e, por enquanto, toca a obra com exclusivamente um pedreiro. "Se precisar, ponho mais um, para no apinhar".  A obra mais pesada depende de materiais que podem ser comprados pela internet. "Mais tarde vir a secção de azulejos, decorao, e ento exige uma escolha presencial. Confesso que estou temerosa, mas j mais tranquila em relao ao incio da pandemia, quando zero sabamos". A expectativa de que a obra fique pronta em 60 dias. (EG)

Peso-pesado

A construo social contribui com murado de 5% do Resultado Interno Resultado (PIB Brasil) e 9% do PIB de Minas Gerais. O setor gera quase 2 milhes de empregos no Brasil e mais de 100 milénio postos de trabalho em Minas. Junto com o agronegcio, foi o setor que, segundo dados do Caged, mais contratou trabalhadores com carteira assinada durante a pandemia, informa o Sinduscon-MG. “A construo social a mola propulsora da economia. Podemos, em limitado prazo, fabricar 2 milhes de postos de trabalho no Brasil”, diz o presidente do Sinduscon-MG, Geraldo Linhares.


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