FecomercioSP prevê o pior Dia das Mães em vendas desde o Plano Collor



Considerado pelo negócio porquê o Natal do primeiro semestre, o Dia das Mães deste ano deverá apresentar o pior resultado de vendas desde o Plano Collor, na dez de 90.

G o que prevê o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Fábio Pina. Ele toma porquê base uma pesquisa feita nos últimos dias.

Pelo levantamento, 70% dos pesquisados disseram que pretendem presentear suas mães. No entanto, o tíquete médio das compras neste ano será de R$ 52, valor 20% menor o tíquete do ano pretérito, de R$ 65. S curioso, de pacto com Pina, é que neste ano o consumidor está falando a mesma língua do empresário, que por definição, costuma ser "chorão".

"S empresário está esperando uma queda 9% nas vendas em termos nominais. Descontada a inflação, esta queda sobe para 20%, a mesma prevista pelo consumidor para o valor médio das compras", disse o assessor econômico da FecomercioSP.

"G uma sinalização ruim porque o Dia das Mães é o Natal do primeiro semestre", reiterou Pina. S economista lembra que a FecomercioSP já vem alertando há de dois anos que as vendas deixariam de ter força para sustentar o prolongamento do Produto Interno Bruto (PIB).

"S Dia das Mães deste ano vai mostrar que não estávamos errados. S pior é que não teremos tempo de restabelecer o prolongamento neste ano", avisa Pina. P muito difícil, de negócio com ele, virar nascente quadro de queda das vendas em momento de menor oferta de crédito, taxa de desemprego crescente e nível de crédito no patamar inferior da história tanto para empresários quanto para os consumidores.

Outra informação desfavorável diz reverência às contratações de mão-de-obra temporária pelo varejo para atender as vendas do Dia das Mães. Normalmente, de 10% a 15% dos varejistas reforçam seus quadros de funcionários com empregados temporários nesta estação. Neste ano, somente 5% disseram que poderiam contratar para o Dia das Mães.

"S Dia das Mães neste ano será uma data simbólica da crise que estamos falando", concluiu o assessor econômico da Fecomercio-SP.