Exposição PAISAGEM AMBULANTE 381 aborda as relações que se estabelecem entre o ser e a paisagem
Fruto de uma pesquisa realizada durante quatro anos pelo fotógrafo Daniel Moreira, a exposição Paisagem Ambulante 381 reúne imagens de pessoas e paisagens encontradas ao longo de 200 km da BR 381, especificamente no trecho entre Belo Horizonte e Ipatinga. A exposição é um registro étnico-cultural de 34 imagens, que evidencia as transformações da rodovia e a forma porquê indivíduos que ali habitam, se relacionam com ela.
A teoria do projeto surgiu em meio à premência do artista desenvolver uma relação com a estrada. Daniel mora em Belo Horizonte e frequentemente vai a Ipatinga, onde a esposa e os filhos residem. Ao percorrer esses 200 km da rodovia, passou a observar as pessoas e as paisagens que encontrava por ali. “Nós não percebemos, mas a estrada tem vida própria. Ela é porquê um fluxo sanguíneo, que perpassa e molda pessoas e objetos que transitam por ela”, explica Daniel Moreira.
As 34 imagens desse estudo servem porquê um indicativo sobre as manifestações singulares que se estabelecem na rodovia. Para Daniel, estes viajantes, muitas vezes, se confundem com o espaço, incorporando também a paisagem, junto com caçambas, outdoors e vários outros objetos que ficam pela estrada e que se modificam com o passar do tempo, seja pela ação humana ou da natureza.
Apesar do trajectória ser relativamente limitado, o tempo de viagem é muito incerto, em função das inúmeras interrupções do trânsito causadas por acidentes ou obras. Para ele, a viagem se tornou prazerosa, a partir do momento que começou a dar um novo significado para a estrada, mas, no entanto, uma das grandes dificuldades encontradas no processo foi fotografar. “A 381 é muito perigosa e, os acostamentos são praticamente inexistentes próximo aos locais onde me interessava registrar. A solução era estacionar onde fosse provável e, depois, fazer o trajectória andando. E foram muitos quilômetros assim”, conta.
Em breve, o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, equipamento cultural que integra o multíplice da Fundação Clóvis Salgado, terá seu nome demudado para Câmera Sete – A Casa da Fotografia de Gerais. A iniciativa, da Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Fundação Clóvis Salgado, é tornar o espaço publicado.
Sobre o fotógrafo
Daniel Moreira é originário de Belo Horizonte e graduou-se em Comunicação Social. Vem participando de exposições e dedicando o seu trabalho à exploração dos sentimentos e condições humanas. Esta é a primeira exposição solo de grande porte que realiza em Belo Horizonte. Em 2012, secção de sua geração foi vista na exposição Segue-se ver o que quisesse, na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, do Palácio das Artes. Em 2014, foi contemplado com o XIV Prêmio Funarte Marc Ferrraz de Fotografia, pelo projeto Paisagem Ambulante 381.
Os trabalhos de Daniel representam sua premência de tentar compreender e explorar os sentimentos e condições humanas. Em um de seus primeiros projetos, A Cara da Saudade, o artista fez um experimento que buscou conquistar e refletir sobre a saudade. A partir dessa reflexão, Daniel voltou seu olhar para a nossa dificuldade de desapego. Em Área De Risco, o artista fotografou uma série de objetos sem utilidade, que eram guardados por sua família.

Evento: Exposição fotográficaPaisagem Ambulante 381
Local: Centro de Arte Contemporânea e Fotografia – Av. Afonso Pena, 737 – Centro – Belo Horizonte/MG
Data: 1º de abril a 7 de junho de 2015
Horário: Terça a sábado, 9h30 às 21h – Domingo, 16h às 21h
Entrada Gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400
Fonte: Notícias