Divinópolis deve ser a primeira cidade de Minas a retomar aulas

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Cidade se prepara para retorno das atividades presenciais na próxima semana; alguns municípios alegam que volta é precoce e outros fazem reuniões para percutir o martelo

Em seguida uma semana da permissão para a volta às aulas em municípios na Vaga Verdejante do Minas Consciente, a indefinição sobre o tema ainda é grande entre as prefeituras. Conforme a Secretária de Estado de Ensino, cabe aos prefeitos percutir o martelo e determinar sobre o retorno das aulas presenciais. Ao todo, 217 municípios mineiros estão localizados em microrregiões classificadas na última período de retomada das atividades, o que permitiria a reabertura das escolas de ensino básica a partir do dia 5 de outubro.

A recomendação do Estado, em caso de dúvidas dos Executivos municipais, é seguir a lanço mais rigorosa, que no caso seria a Amarela, com retorno somente do ensino superior. Entre as maiores cidades nessa fita, estão Belo Horizonte, Montes Claros, Ribeirão das Neves, Divinópolis, Santa Luzia e Sabará. Na região metropolitana, nenhum dos municípios sinalizou com o retorno.

Na última segunda-feira (28), a capital anunciou que 72% da comunidade escolar foi contrário à retomada e, por conta dos indicadores da pandemia e dos riscos de transmissão, as unidades seguirão fechadas por tempo indeterminado. Já em Sabará, a prefeitura aguarda o encaminhamento dos protocolos sanitários estabelecidos pela pasta, mas a expectativa é que as atividades não voltem no próximo mês.

Na vizinha Novidade Lima, a prefeitura informou que, embora trabalhe na elaboração de um protocolo específico, ainda não há previsão de reinício. Em Santa Luzia, informou que, por estar na macrorregião Mediano, classificada na Vaga Amarela, não retomará as aulas do ensino obrigatório. "O município já está dialogando com os profissionais da ensino e elaborando estratégias para o provável retorno", enfatizou. O posicionamento é o mesmo de Ribeirão das Neves, que vai estudar a estrutura da cidade para verificar se o retorno será provável. Também não há data para a volta em Lagoa Santa e Caeté.

Reuniões vão definir retorno

Já no interno do Estado, as prefeituras ainda discutem se há segurança sanitária para que os alunos das redes pública e privada retomem as atividades presenciais. Em Montes Claros, no Setentrião de Minas, a secretária municipal de Ensino, Rejane Veloso, afirma que a questão está sendo estudada pelos órgãos de saúde. "Não temos posicionamento, mas a minha opinião pessoal é que não é o momento ideal nem para a ensino infantil e também o fundamental. Os pais também não querem", explicou.

Na mesma região, Francisco Sá terá um encontro do Recomendação Municipal de Ensino para discutir a volta. "Ainda não temos definição, mas pelo o que estamos analisando, no momento não devemos voltar. Também vamos ouvir a percentagem do Covid-19", adiantou a secretária municipal de Ensino, Quezia Rodrigues de Souza. 

Do outro lado de Minas Gerais, na região Mediano, Mentor Lafaiete não deve autorizar a retomada das aulas até o término do ano. Nesta quarta-feira (29), acontece uma reunião para trazer um posicionamento definitivo sobre a retomada. Na Zona da Mata, Viçosa, que aderiu ao programa de retomada e seguirá as diretrizes, aguarda a confirmação "dos setores sanitários e de fiscalização da prefeitura de que as escolas e faculdades estão adequadas e seguras para alunos".

 

Em Itabira, o secretário municipal de Ensino, José Gonçalves Moreira, explicou que apesar da categoria Verdejante, as demais cidades do entorno estão na Vaga Amarela, o que sequer cautela. "É aquele velho ditado, caldinho de penosa e bom siso não faz mal a ninguém. Optamos por esperar mais um pouco, não vamos retornar nesse momento. E ainda temos um longo feriado prolongado, que apesar das recomendações, muitas pessoas vão viajar e podem carregar o vírus", disse.

Das 217 cidades aptas à voltarem com o calendário escolar presencial em Minas, 160 são de pequeno porte, com menos de 20.000 habitantes. 

Exceção em meio às indefinições

Ao contrário da maioria das prefeituras mineiras em macro ou microrregiões na Vaga Verdejante, Divinópolis, na região Meio-Oeste do Estado, já anunciou na última semana que vai autorizar o retorno das aulas a partir do dia 5 de outubro. Porém, as unidades de ensino substancial e superior devem enviar um projecto de retorno com todas as medidas sanitárias necessárias, porquê distanciamento entre os alunos e reforço da limpeza, para reabrirem.

O secretário municipal de Saúde, Amarildo Sousa, disse que a fiscalização das exigências é realizada pela Vigilância Sanitária. "Esses protocolos estão sendo discutidos desde o início da pandemia, com regras porquê a subtracção do efetivo de alunos", adiantou. Caso a unidade não tenha o aval da pasta até a próxima semana, o retorno pode ser diferido. "Exige todo um processo e não necessariamente tem que voltar no dia 5", declarou.

Vaga Verdejante

Mesmo que uma macro ou microrregião regrida da Vaga Verdejante para a Amarela, o governo estadual informou que não é necessário esperar 28 dias para que a flexibilização avance. O Projecto Minas Consciente prevê a manutenção do período somente uma única vez. Ou seja, nesta situação, não será necessário observar novamente o período mínimo de 28 dias para retornar, em uma eventual melhora de indicadores", informou o Estado em nota.

Caso os municípios tenham melhores indicadores, mais regiões podem inferir a última lanço, atualmente restrita à Setentrião. "Portanto, nesta quarta-feira (30), caso os municípios apresentem melhora, as cidades poderão progredir para a vaga verdejante novamente", finalizou.

 


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