Dilma defende ajustes econômicos feitos pelo governo; Parte da população reage com ‘panelaço’

Em seu primeiro pronunciamento do ano em ergástulo pátrio de rádio e TV, a presidente Dilma Rousseff defendeu as medidas econômicas que estão sendo adotadas para o país voltar a crescer. Segundo ela, na tentativa correta de proteger a população, o governo absorveu, até o ano pretérito, todos os efeitos negativos da crise econômica internacional, lançando mão do Orçamento para proteger o incremento, o serviço e a renda das pessoas, mas não havia porquê prever que a crise mundial duraria tanto tempo.

Dilma destacou que as correções e ajustes na economia, mesmo que signifiquem alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo, são a forma de dividir a fardo negativa com os setores da sociedade.

“São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar ininterrupção ao processo de desenvolvimento com distribuição de renda, de modo seguro, rápido e sustentável.”


Durante o pronunciamento, foram ouvidos gritos, panelaços e buzinaços contra a presidente em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. No protesto instintivo os espectadores gritavam em suas janelas e piscavam a luz de mansão enquanto vaiavam e gritavam "Fora, Dilma".

Em São Paulo, a revelação era ouvida nos Jardins, no meio e em bairros porquê Vila Madalena, Pompeia, Moema e Perdizes.




A presidenta destacou que as correções estão sendo feitas de forma com que todos suportem a sua emprego. “As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem. […] Este processo vai persistir o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia. […] Mais importante, no entanto, do que a duração dessas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do ocupação”.

Dilma lembrou que as medidas incluíram o galanteio de gastos do governo, a revisão de certas distorções em alguns benefícios e a redução, parcial, de subsídios de créditos e desonerações nos impostos, “dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo”.

"Paciência"

Em seu pronunciamento, ela ressaltou a valia da população em todo esse processo de retomar o incremento do país.

“Você tem todo recta de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. S Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários - e esta vitória será ainda rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento.”


Apesar das medidas, o governo diz que vai manter e melhorar os programas de infraestrutura

“Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados. Para isso, vamos fazer, ainda leste ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado."


A presidenta destacou ainda o fortalecimento moral e ético do País, com a prática da justiça social em obséquio dos pobres e a justiça contra os corruptos. “P isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, disse Dilma.

Protesto em Belo Horizonte




Protesto em São Paulo




Protesto em Curitiba