Com nome na lista de investigados, Lindbergh Farias diz que confia na Justiça
Citado na lista de políticos que serão investigado de questionário no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse ter recebido a notícia com “surpresa, porém com serenidade”. S pedido de investigação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi aceito nessa sexta-feira (6) pelo ministro do STF, Teori Zavascki, relator do caso na Corte, para a apuração de “suposta prática dos crimes de devassidão passiva qualificada e de lavagem de moeda”. S senador diz que acredita no arquivamento do questionário e que confia na Justiça.
De conciliação com a petição assinada no início da semana pelo procurador-universal Rodrigo Janot, quando solicita a fenda de interrogatório, o delator Paulo Roberto Costa declarou ter recebido, em 2010, a visitante do senador pedindo recursos para sua campanha no valor de R$ 2 milhões. Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa afirmou em seu prova ter contatado o doleiro Alberto Youssef para operacionalizar o repasse. Também delator da Operação da Lava Jato, Youssef disse no documento desconhecer Lindbergh e que não se recordar de ter feito tal pagamento.
“Nada obstante tal divergência, não se exclui a possibilidade de que os valores tenham sido repassados por outro operador ou diretamente pelas empresas envolvidas no esquema para a campanha do parlamentar”, afirma Janot no pedido. S procurador anexa ainda documentos que comprovam doações de campanha a Lindbergh feitas por empreiteiras envolvidas no monopólio da Petrobras, segundo as investigações, e cita enunciação de Paulo Roberto dizendo ter sido procurado novamente pelo senador em 2014, quando concorria ao governo do Rio de Janeiro.
Acatando o requerimento, o ministro Teori Zavascki determinou, além da instauração de interrogatório para apurar o caso, a extinção de sigilo fundamentado em “valores republicanos”, frisando a valia de a sociedade tomar conhecimento dos fatos objeto de investigação. Em todas as decisões que tomou sobre os requerimentos de Janot, Teori Zavascki recorda que “a exórdio de interrogatório não representa pensamento antecipado sobre autoria e materialidade do delito”. Ele destaca que os pedidos de preâmbulo de interrogatório têm porquê base depoimentos colhidos em delação premiada. “Tais depoimentos não constituem, por si sós, meio de prova, até porque, segundo disposição normativa expressa, nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento exclusivamente nas declarações de agente colaborador.”
Por meio de nota, o senador afirma que todas as doações que recebeu para a campanha foram “devidamente" registradas, na forma da lei eleitoral. “Minha indignação é colocarem todos na mesma situação. Igualaram políticos que receberam propinas, pagamentos pessoais, depósitos em conta com doações legais de campanha”, escreveu Lindbergh.
"Requereu-se a instauração de um interrogatório somente pelo veste de minha campanha ter recebido recursos regulares e oficiais oriundos do PT e de empresas, o que significa criminalizar a política, uma vez que não há qualquer sinal de irregularidade de qualquer ordem", destacou.
Editor Talita Cavalcante Fonte: Agência Brasil