Chuvas batem metade do previsto para todo mês e voltam a trazer prejuízos em BH

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Só na região Meio-Sul, volume pluviométrico dos últimos três dias já alcançou 53% da média histórica; em todo o Estado, período pluvial já registrou seis mortes

Ruas alagadas, quedas de encostas, casas carregadas pela limo e muita devastação. Em janeiro de 2020, as chuvas históricas que atingiram Belo Horizonte provocaram prejuízos, mortes e centenas de pessoas desabrigadas por toda a cidade. Em áreas que há décadas não registravam transbordamentos, a chuva invadiu residências e comércios. Pretérito um ano, o temor trazido pelos fortes temporais voltaram a atormentar os moradores da capital mineira já nos primeiros dias de 2021.

Na região Meio-Sul, que registrou os maiores índices de chuva, os três primeiros dias do ano já acumulam mais de 53% do volume pluviométrico esperado para todo o mês - foram 177 milímetros, com a média histórica de janeiro em 329 milímetros. Só no último domingo (3), os bairros da região Leste registraram quase 40 milímetros. E a possante chuva provocou momentos de pânico na lar da Sônia Luiza Bento, de 69 anos, que fica na rua Vasco Balboa, no Taquaril. 

Depois um deslizamento de terreno, a ingressão de um incluído onde vivia a mãe da aposentada, Maria de Lourdes, 88, ficou completamente obstruída. Às pressas, os filhos correram para retirar a idosa, que ficou ilhada no cômodo. “Ela tem dificuldades de locomoção. Na hora, eu comecei a gritar, minha perna ficou toda enxurrada de barro. Um dos meus filhos conseguiu entrar lá dentro, pegou ela nos braços, e o outro ficou do outro lado da limo e segurou ela”, conta.

Em praticamente todas as temporadas chuvosas, o bairro tem desmoronamentos por conta do relevo montanhoso e da construção das casas. Porém, foi a primeira vez que a lodo entrou no terreno da Sônia. “O barranco desceu do lado vizinho. A Resguardo Social veio e falou que não podemos mais usar esse cômodo até parar as chuvas e ser construído um muro. Minha moradia não tem risco de desabar, mas mesmo assim ficamos com susto da residência do vizinho descer”, finaliza.

As pancadas também provocaram problemas no trânsito. No entrada do Argola Rodoviário à Via Expressa, no bairro Califórnia, região Noroeste da capital, uma árvore caiu e deixou o trânsito parcialmente bloqueado no início da manhã desta segunda-feira (4). Os galhos ainda danificaram um poste, mas a extensão não ficou sem vigor elétrica. Todos os escombros já foram retirados pela prefeitura. 

Riscos de novos deslizamentos

Por conta da possibilidade das pancadas de chuva voltarem a atingir a cidade até o próximo sábado (9), com índices pluviométricos superiores a 100 milímetros no período, a Resguardo Social de Belo Horizonte emitiu um alerta de risco geológico. Com a saturação do solo, novos deslizamentos podem ocorrer nas áreas de encosta. 

Para evitar acidentes, a corporação recomenda atenção a sinais porquê trinca nas paredes, águas empoçadas no quintal, além de rachaduras no solo, portas e janelas emperradas, inclinação de árvores e chuva minando na base dos barrancos.

Mortes provocadas pela chuva

No término de semana, a capital mineira também registrou a primeira vítima da atual temporada de chuvas. A tragédia aconteceu no bairro Santa Rosa, na região da Pampulha, quando um menino de 13 anos foi arrastado pela correnteza. O garoto, que andava de bicicleta na rua Líbero Badaró, ficou recluso embaixo de um carruagem e foi asfixiado pela chuva. Os bombeiros ainda tentaram reanimar o jovem, mas ele não resistiu e morreu no Hospital Risoleta Neves, na região Setentrião de Belo Horizonte. O menino foi velado na manhã desta segunda-feira (4) em Santa Luzia, na Grande BH. 

Desde outubro, quando começou o período pluviátil, a Resguardo Social do Estado já contabiliza seis mortes provocadas pelos temporais. Além da capital mineira, há registros em Carmo do Rio Evidente, Pedras de Maria da Cruz, Muriaé e Capitólio, onde duas mulheres morreram no último sábado (2) depois uma cabeça d’chuva atingir uma catadupa da região - uma pessoa que também foi arrastada pela chuva só foi localizada na última segunda (4).

Mais uma ocorrência, que ainda não entrou para o balanço solene, aconteceu na madrugada desta segunda. De consonância com o Corpo de Bombeiros, Maria de Fátima Loures, 54, morreu soterrada enquanto dormia em um barracão dos fundos da sua residência em Muriaé, na Zona da Mata. O marido, que também estava no cômodo, foi parcialmente enterrado e a corporação conseguiu resgatar a vítima com vida. O sinistro aconteceu na zona rústico do município, que também teve pontos de enchente e quedas de pontes.

 


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