Ator de ‘Dez Mandamentos’ publica epístola contra homofobia: “foi um ato de paixão”

Instagram/Reprodução S ator Leonardo Vieira
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No dia 28 de dezembro, Leonardo Vieira curtia uma sarau no Rio de Janeiro quando encontrou um colega fotógrafo. Os dois se entenderam muito e acabaram se beijando. S momento foi clicado por um fotógrafo do Ego e, logo em seguida, se tornou público e acabou tornando o ator vítima de homofobia.
Leonardo, que trabalhou na segunda temporada de Os Dez Mandamentos, virou tema na web e passou a ser ofendido diariamente por homofóbicos através das redes sociais. Nesta segunda-feira (9), ele resolveu prestar queixa contra os atos.
Ele prestou prova na Comissão de Direitos Humanos e, de lá, seguiu para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Além disso, o ator publicou uma epístola ensejo condenando o preconceito do qual foi vítima, deixando evidente que ele não está “saindo do armário”, pois nunca escondeu sua sexualidade. “Acho que não pode possuir desrespeito à distinção humana, nunca. Nesse caso, são ataques à distinção e isso independe de credo ou orientação sexual. Eu, porquê pessoa pública, me sinto na obrigação de tomar adiante disso, de participar desse movimento contra as diferenças, porque a minha voz é facilmente ouvida do que a de um menino que é atacado na favela por ser homossexual. Ele talvez nunca seja ouvido, talvez comece a descobrir, inclusive, que é incorrecto dar vazão ao que ele é de trajo”, escreveu ele.
Leia o prova completo aquém
Quero iniciar essa epístola primeiramente desejando a todos um feliz 2017! Desejo que o ano novo seja pleno de realizações para todos, mas que seja principalmente um ano de tolerância, reverência e paixão entre todos os povos, crenças, religiões, cores, classes sociais, ideologias e orientações sexuais.
S ano de 2016 terminou e com ele recebi uma tarefa para enfrentar em 2017, a qual quero dividir com vocês. Encarar essa missão será uma grande mudança em minha vida, talvez a maior e uma efetiva quebra de um paradigma. Ainda não sei que consequências estão por vir, mas quero transformar o incidente e as consequências que vivencio em alguma coisa que tenha qualquer valor para um número maior de pessoas.
No dia 28 de dezembro, comemorei meu natalício e, para comemorar, fui a uma sarau privada de um publicado. Lá reencontrei um colega que já não mora no Brasil e acabamos nos beijando. Um fotógrafo não perdeu a oportunidade e disparou uma rajada de cliques registrando a situação. S que era para ser um momento meu, acabou se tornando público. No dia seguinte, a foto do ósculo entre dois homens estava estampada na revestimento de um grande de celebridades e replicada em diversos outros espaços.

Record TV/Divulgação Leonardo trabalhou em ‘Os Dez Mandamentos’
Nunca escondi minha sexualidade, quem me conhece sabe disso. Não estou “saindo do armário”, porque nunca estive dentro de um. Também nunca fui um enrustido. Meus pais souberam da minha orientação sexual desde quando eu ainda era muito jovem. No início não foi fácil pra eles, pois somos de famílias católicas e com características muito conservadoras, mas com o tempo eles passaram a me respeitar e admitir a minha orientação. Eles puderam perceber através da minha conduta que isso era exclusivamente um pormenor da minha personalidade. Eles entenderam que o fruto deles podia ser uma boa pessoa, honesto, bom caráter, bom fruto, bom camarada, mesmo sendo “gay”. Hoje, a única preocupação da minha mãe é que eu não seja feliz. Eu posso declarar para ela que sou feliz. Tenho um trabalho que me realiza, amigos que me amam e uma família que me conhece de verdade e que me aceita porquê eu sou, sem hipocrisias. Meu caso não é nem o primeiro e nem será o último.
Desde cedo já sabia que eu queria ser ator. Já fazia teatro amante na escola, antes mesmo de me deslindar sexualmente. Aos 22 anos, fui alçado para a renome porquê um foguete. Em quatro capítulos de uma romance fiquei famoso nacionalmente e me tornaram o galã do momento, um “namoradinho do Brasil”. Em pouco tempo estava em todas as capas de revistas e jornais. Passei a receber inúmeras cartas, convites para comerciais de televisão, festas, desfiles, presenças VIPs. A mídia me classificou porquê símbolo sexual e jornalistas me perguntavam porquê eu me sentia sendo o novo “símbolo sexual”. Eu era novo e não sabia responder, dizia somente que estava feliz com a repercussão do meu trabalho. Eu nem me achava tão bonito e sexy assim para ser tido porquê um símbolo sexual. Sempre me achei um faceta normal. Convivi com uma incerteza pessoal que me tirou a sossego por um tempo. Como eu poderia ser um símbolo sexual para tantas meninas e mulheres quando a minha sexualidade na “vida real” apontava em outra direção? Como mourejar com isso? S que fazer? Declaro minha sexualidade? A pressão era enorme de todos os lados, eu não sabia o que fazer e acabei não me declarando publicamente, mantive uma vida discreta e tratei o tema em meio a círculos de amizade, trabalho e família porquê alguma coisa oriundo.
Sempre achei que um ator deve ser porquê uma tela em branco. Ali colocaremos tintas, cores, formas e sentimentos para dar vida a diferentes personagens. Respeito, mas nunca concordei com atores que expõem sua vida íntima ou levantam bandeiras ideológicas, exatamente porque no meu entender isso poderia macular essa tela em branco e passar o risco de tirar a credibilidade de um trabalho. S público passa a ver o ator antes da personagem e para mim isso nunca foi bom. Um dos motivos de nunca ter feito o meu “outing” foi esse e isso não é uma desculpa. Provavelmente, se eu fosse hétero, manteria a mesma ura discreta em relação a minha vida privada.
Infelizmente, vivemos em um país ainda pleno de preconceitos e a homofobia é um deles. Revelar-se homosexual não é fácil pra ninguém e acredito que seja ainda difícil para uma pessoa pública. Sempre achei “assumir” um termo pesado demais. Assume-se um transgressão, um delito, um erro e uma falta grave. Será que estou inexacto em ser quem sou? Será que tenho alguma culpa para assumir? Esse termo “assumir” me perseguiu porquê se eu tivesse cometido qualquer delito e que eu teria que fazer o “mea culpa” e ser réprobo. Nunca me senti criminoso ou culpado por ser homosexual, eu me sentiria assim se tivesse matado alguém, ou roubado alguém ou a pátria. S indumento de ser gay nunca prejudicou ou feriu alguém, a não ser a mim mesmo; e não escolhi ser gay. Se pudesse escolher, escolheria ser heterosexual com certeza. Seria muito fácil a vida, não teria que ter enfrentado as dificuldades que enfrentei com meus pais, não seria discriminado em certos círculos sociais, teria uma família com filhos (sempre sonhei em ser pai), não sofreria preconceito de colegas, não seria atacado nas ruas, não seria xingado nas redes sociais, não deixaria de ser escolhido para certos personagens, seria convidado para campanhas publicitárias e capas de revista. Tenho vivido e venho sofrendo preconceito durante toda a minha vida e na maioria das vezes ninguém percebeu, só eu senti na pele, mas nem por isso me vitimizei.
Nunca deixei de fazer zero na minha vida privada por ser ator famoso. Sempre fui a lugares gays, namorei caras incríveis, tenho vários amigos e amigas gays e também frequento lugares héteros, tenho amigos héteros, vou ao supermercado, à feira… Sempre tive uma vida normal porquê todo ser humano merece ter. Nunca me senti privativo por ser ator e sempre fiz questão de transitar livremente, mesmo que muitas vezes tivesse que parar um minuto da minha existência para tirar uma foto ou dar um autógrafo. Agora, pessoas do público as quais dediquei meu tempo, atenção e carinho, me atacam nas redes sociais de maneira vil e violenta, porque “descobriram” que eu sou gay. Eu nunca disse que não era, só não saí por aí com uma bandeira hasteada. Eu não traí a crédito de ninguém, sempre fui o que sou. Algo muito simples de ser entendido se em nossa sociedade essa questão ainda não fosse um tabu no ano de 2017.
Sobre o incidente do “ósculo gay”, que a princípio parecia ser um “escândalo do último minuto” ou uma pedra no caminho, eu parei para refletir e vi que era, na verdade, um presente. Uma ótima oportunidade para tirar das minhas costas alguma coisa que me fez suportar por muitos anos. Agradeço sinceramente ao e ao fotógrafo que publicaram as fotos do ósculo, pois assim me vi na obrigação de grafar essa epístola e deixar clara a minha posição, tirando, assim, um peso que carrego há anos nas costas, além de poder ajudar a tantas pessoas que sofrem preconceitos, discriminação ou ainda não assumiram sua sexualidade. Estou me sentindo muito ligeiro, mas poderia estar me sentindo muito pesado, caso eu não tivesse o suporte de minha família e amigos. Embora a publicação tenha me feito um grande obséquio, pode ter me prejudicado imensamente profissionalmente (só saberemos no horizonte) ou poderia ter destruído minha família, se por eventualidade eles já não soubessem da minha situação. Infelizmente a mesma mídia que se diz contra a intolerância, a discriminação e o preconceito, alimenta esses sentimentos irresponsavelmente, sem medir as consequências. G incrível que obras porquê o “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, baseada em um ósculo entre homens e transformado em sensacionalismo midiático, ainda sejam atuais.
Essa epístola ocasião cá não é um pedido de desculpa, pois não acho que deva pedir desculpas por ser gay. Pelo contrário: sempre tive orgulho de ser quem eu sou. Essa epístola é um manifesto contra a homofobia. Descobri estupefato que homofobia não leva ninguém à calabouço. Este transgressão, que pode ser devastador na vida das pessoas, não tem resguardo à fundura. Algumas cometem suicídio e outras matam por simples preconceito, que, coligado à violência verbal, psicológica ou física, é uma das mazelas de nossa sociedade.
Não gostaria de me colocar no papel de vítima, mas sou e não posso deixar de querer meus direitos porquê cidadão de muito e exigir justiça para mim e, quiçá, para tantos outros homosexuais em meu país que também sofrem com isso diariamente e por anos em suas vidas. Homofobia precisa ser tratada com seriedade pela justiça e pela sociedade.
S objetivo dessa epístola não é só esclarecer, de uma vez por todas e a quem interessar possa, a minha orientação sexual, mas também alertar para o verdadeiro transgressão psicológico e mortal que as pessoas cometem ao perderem tempo de suas vidas para brigar os outros na internet ou nas ruas.
S que ainda me surpreende é a violência, a guerra, a discriminação, a intolerância, a falta de reverência entre pessoas iguais que se atacam pela diferença, seja pelo roupa de alguém ser gay, hétero, preto , branco, rico, pobre, evangélico ou muçulmano. Se sou gay, isso não vai mudar em zero a vida de ninguém ou a de quem estiver lendo isso, mas meu caso talvez possa ajudar pessoas que sofrem com a discriminação sexual ou com qualquer outra forma de discriminação e preconceito. Não consigo entender porque as pessoas ainda se preocupam tanto com a sexualidade alheia e fazem disso motivo de discórdia e violência.
Existem mulheres e homens na internet dizendo coisas horríveis a meu reverência. Tenho sofrido ataques homofóbicos pelo indumentária de ter sido fotografado beijando um varão. Se eu fosse hétero não me envolveria com uma mulher preconceituosa e deselegante, porque também não me envolveria com um varão preconceituoso e deselegante. Ser um ser humano com bom caráter, honesto, camarada, leal, educado, gentil, generoso e outras qualidades é muito importante do que quem você beija ou se relaciona sexualmente, independentemente se você é varão ou mulher.
Por isso estou indo esta tarde à percentagem dos direitos humanos entender quais são os meus direitos porquê cidadão e quem sabe assim servir de exemplo para que meu caso não seja um e isso possa mudar um pouco em nossa legislação.
Para terminar esse manifesto gostaria de homenagear e agradecer algumas pessoas que, antes de mim, tiveram a coragem de dar sua face à tapa e declararam suas orientações sexuais sem temor de enfrentar as consequências: Kevin Spacey, Rick Martin, Ian McKellen, Alessandra Maestrine, Marco Nanini, Ney Matogrosso, Daniela Mercury e tantos outros. Deixo cá meu muito obrigado e todo meu reverência a todos que lutam por esta pretexto: a da liberdade para que todos possam ser quem são.
Bom, a vida continua e quem quiser conferir meu trabalho, estou em edital no teatro Folha em São Paulo, a partir do dia 11 de janeiro, sempre as quartas e quintas, às 21 horas, na comédia Nove em Ponto, de Rui Vilhena.
No Dia do Combate à Homofobia, lembramos famosos que apoiam a justificação
Daniel Radcliffe
S eterno Harry Potter é porta-voz da campanha It Gets Better, que procura denunciar e combater o preconceito contra adolescentes homossexuais nas escolas e ambientes jovens. Daniel já doou de 25 milhões de libras em programas de combate à homofobia.
Créditos: Reprodução
Ellen Degeneres
A apresentadora setentrião-americana é declaradamente homossexual, e uma grande ativista da justificação. Ellen é representante da Aliança Gay e Lésbica contra a Discriminação, e sempre discute temas relacionados com homofobia e sexualidade em seu talk show, um dos assistidos dos Estados Unidos.
Créditos: Instagram/Reprodução
Ellen Page
A atriz de Juno também é homossexual assumida. Ellen ficou famosa recentemente por confrontar Jair Bolsonaro em uma série online, onde ela viaja pelo mundo denunciando casos e campanhas homofóbicas em diversos países.
Créditos: Instagram/Reprodução
Elton John
S lendário músico inglês é casado com David Furnish oficialmente desde 2005, e sempre destina secção de sua riqueza para associações que discutem casos de homofobia e a legalização do matrimónio entre pessoas do mesmo sexo em todo o mundo.
Créditos: Instagram/Reprodução
George Clooney
Alguém duvida da capacidade de galã de George Clooney? Diferente de alguns símbolos sexuais de Hollywood, o ator não tem receio qualquer em se declarar completamente favorável ao combate à homofobia. Clooney já depositou alguns milhões em colaborações com programas favoráveis aos gays e trans na Europa e Estados Unidos.
Créditos: DIvulgação
Ingrid Guimarães
A atriz está sempre presente em rodas de discussões na web relacionadas ao combate à homofobia. Nesta terça-feira (17), por exemplo, Ingrid usou seu Instagram para lembrar a data e dar um possante prova contra o preconceito. "Não é uma questão de opinião, mas sim de justiça", disse ela.
Créditos: Instagram/Reprodução
Jean Wyllys
S ex-BBB é o único representante da comunidade LGBT em Brasília. Deputado federalista, Jean Wyllys enfrenta possante repressão no Congresso para tentar prometer alguns direitos mínimos aos homossexuais, porquê a criminalização da homofobia.
Créditos: Facebook/Reprodução
Lady Gaga
Gaga é a grande diva dos homossexuais. Em suas músicas, roupas e atitudes, a cantora sempre demonstra seu carinho e base aos gays e trans, se tornando uma grande inspiração para toda a comunidade.
Créditos: Instagram/Reprodução
Madonna
Se Lady Gaga é a diva dos homossexuais, Madonna é a rainha. A cantora pop é uma histórica defensora dos direitos LGBT.
Créditos: Instagram/Reprodução
Tiago Abravanel
S ator e cantor também sempre se manifesta em prol dos gays e trans em polêmicas envolvendo o tema. No caso recente, quando sua tia, Patrícia Abravanel, declarou que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo não são normais, Tiago foi ao Instagram para responder a tia, deixando evidente sua opinião e pedindo que ela aprende sobre o ponto.
Créditos: Instagram/Reprodução




