A guerra pela idade mínima igual para aposentadoria – Notícias

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    A fixação de uma mesma idade de aposentadoria (65 anos) para homens e mulheres, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é uma das principais polêmicas na proposta de reforma da Previdência revelada na semana passada pelo 'Estadão/Broadcast'. E, prevendo um duro debate — até o presidente Jair Bolsonaro já se manifestou contra isso —, a equipe econômica tenta amolar o exposição que será adotado para proteger a idade mínima igual.   Além da expectativa de vida, que é maior para mulheres, a espaço econômica reuniu dados salariais dos mais jovens para mostrar que a desigualdade de renda por gênero tem derrubado de forma acelerada nos últimos anos. Enquanto homens entre 50 e 59 anos ganham em média 41,7% a mais que as mulheres dessa idade, a diferença cai a 6,5% na fita entre 15 e 19 anos. Os homens nessa idade ganham em média R$ 1.071,90 e as mulheres jovens recebem R$ 1.006,10, segundo dados de 2017.   No Congresso, a teoria é usar a base aliada do governo para tentar "rachar" a bancada feminina, que foi a principal resistência contra a medida na reforma proposta pelo ex-presidente Michel Temer. Com 43 das 77 deputadas eleitas para o primeiro procuração, a avaliação é de que é provável estabelecer um novo estabilidade de forças dentro da bancada, em contraponto à posição da ex-coordenadora Soraya Santos (PR-RJ), que atuou para reduzir a idade mínima das mulheres.   Conta em prol o traje de que o PSL, de Bolsonaro, tem, sozinho, dez deputadas. A coalizão pode ainda receber o reforço de outras parlamentares com perfil mais liberal. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, algumas delas já estão buscando a equipe econômica para questionar justamente sobre esse ponto da proposta de reforma da Previdência.   De convenção com uma nascente da espaço econômica, a desigualdade encontrada no Brasil é menor que a existente nos Estados Unidos e equivalente à encontrada em países desenvolvidos porquê Dinamarca, Suécia, Noruega, Bélgica e Novidade Zelândia. Porquê são os jovens que hoje têm entre 15 e 19 anos que vão se reformar com a idade mínima implementada pela reforma, a equipe econômica se decidiu pelo mesmo patamar.   Transição   Para quem já está no mercado de trabalho e tem perspectiva de se reformar por tempo de imposto (hoje de 35 anos para homens e 30 para mulheres), as exigências da transição só convergem daqui a 20 anos, destacou a manancial. Ou seja, até lá, a mulher ainda se aposenta com menos exigências que o varão. Na aposentadoria por idade, o patamar exigida dos homens já é de 65 anos (desde que tenha pelo menos 15 anos de imposto). A das mulheres, de 60 anos, subirá 6 meses a cada ano até chegar aos 65. Ou seja, a convergência dura uma dez.   Uma das expoentes da bancada do partido de Bolsonaro na Câmara, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou ao Estadão/Broadcast que é favorável à idade mínima igual para homens e mulheres. "Daqui pra frente, sim. A gente não vai mexer em recta adquirido de ninguém. Mas nós lutamos pelos mesmos direitos, também temos de ter os mesmos deveres", disse. Na semana passada, ela inaugurou a guerra de informação do governo nessa frente ao discursar em plenário em prol da equiparação das idades mínimas. A deputada reconheceu que Bolsonaro "é muito duro" em relação à teoria, mas contou que a equipe econômica "está tentando fazer o convencimento".   Joice afirmou que o governo não se preocupa "com a sentinela da esquerda" sobre o tema. "A gente tem de trabalhar no convencimento dos nossos, é do meio para cá, do meio para a turma do PSL", disse.   Coordenadora da bancada feminina em 2017, quando teve papel medial na negociação que dobrou as resistências do governo Temer em flexibilizar a idade para mulheres, a deputada Soraya Santos é a primeira mulher a ocupar a primeira-secretaria da Mesa da Câmara, eleita numa disputa acirrada contra o deputado Fernando Giacobo (PR-PR).   "A relevância de ter essa diferença de idade é porque muitas vezes a pessoa pensa que, pelo indumentária de a mulher viver mais que o varão, deveria ter a mesma idade na aposentadoria. Mas, isso ainda é uma simbologia muito poderoso, porque a mulher ainda tem dupla e tripla jornada. Se isso fosse computado, a diferença seria enorme. A diferença (na idade) que a gente defende é pelo nível de responsabilidade e de jornada que a mulher tem", afirmou Soraya antes da votação que a elegeu para a Mesa. Ela evitou fazer comentários sobre a reforma dizendo não saber o teor da proposta de Bolsonaro.   Diferença   Contrária à equiparação, a deputada Erika Kokay (PT-DF) argumenta que as mulheres trabalham mais que os homens e enfrentam até tripla jornada. Para ela, há ainda grande desigualdade no mercado de trabalho, e a diferenciação nas idades de aposentadoria é uma das poucas políticas públicas existentes para combater esse problema. "O governo quer destruir uma das únicas políticas que se tem para enfrentar a desigualdade de gênero. É um retrocesso. As mulheres têm mais deveres do que os homens", afirmou. Segundo ela, há parlamentares homens que também votarão contra a equiparação das idades. A teoria é lançar uma Frente Parlamentar em resguardo dos direitos das mulheres, disse a deputada petista.   Para hostilizar as desigualdades que ainda existem por conta da dupla jornada — muito relacionada à geração dos filhos —, o governo estuda um mecanismo para dar um "bônus" às mães. Segundo uma manancial que participa das discussões, a teoria é indemnizar a mulher que tem o valor do seu favor prejudicado por conta da dupla jornada, que geralmente acaba fazendo com que ela trabalhe menos horas e com salário menor. Uma opção é injetar um valor suplementar no favor que ela vai receber na aposentadoria, mas há quem acredite que o presidente pode findar optando por dar a redução da idade porquê bônus. [ad_2] Nascente Notícia -> :Fonte da Notícia -> Clique Aqui