Vietnã reduz operação de busca por voo desaparecido da Malásia
iG São Paulo
Ministro vietnamita reclama das informações conflitantes no país e aguarda notícia sobre provável mudança na rota do vooMais de quatro dias após o desaparecimento do voo 370 da Malaysia Airlines, autoridades da Malásia tanto não sabem o que aconteceu com a aeronave como também não estão certos sobre onde procurar por ela.
Nesta quarta-feira (12), oficiais malaios anunciaram que devem expandir mais uma vez a área das buscas. Agora, 27 mil quilômetros quadrados entram na rota, que vai do Estreito de Malaca ao mar do sul da China.
A ausência de um direcionamento claro nas investigações fez o Vietnã reduzir as operações de busca até que as autoridades malaias surjam com informações melhores sobre a região de busca.
“Temos reduzido as buscas hoje e ainda estamos à espera da resposta das autoridades da Malásia”, disse o vice-ministro dos transportes vietnamita, Phan Quy Tieu.
Ele descreveu como “insuficiente” as informações fornecidas até agora pela companhia aérea sobre o desaparecimento do avião no último sábado (8), sobre o sudeste da Ásia, com 239 pessoas a bordo.
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta, o ministro dos Transportes da Malásia, Hishamuddin Bin Hussein, defendeu a abordagem das buscas por seu governo. “Nós temos sido muito consistentes nas buscas”, ele disse.
Trajeto da aeronave
Parte da irritação velada do governo vietnamita parece vir da preocupação com o caminho que o avião possa ter tomado após perder o contato com a torre de controle do tráfego aéreo em seu caminho entre Kuala Lumpur e Pequim, na China.
Um funcionário de alta patente da Força Aérea da Malásia havia informado à CNN na terça-feira (11) que mesmo após o voo perder a comunicação, por volta da 1h30 da manhã do sábado (8), a aeronave ainda foi registrada no radar por mais uma hora. Antes que desaparecesse por completo, o avião aparentemente havia se afastado de seu trajeto e viajado centenas de quilômetros fora do curso, disse o funcionário.
O voo foi detectado, de acordo com o oficial, próximo a Pulau Perak, uma ilha bem pequena no Estreito de Malaca, um corpo de água entre a península malaia e a ilha indonésia de Sumatra. Essas informações alimentaram a surpresa dos analistas de aviação e uma nova explosão de teorias sobre o que poderia ter acontecido com o avião. E também pareceu ter criado tensões entre alguns dos diferentes países envolvidos nos esforços de busca.
Mas alguns funcionários da Malásia teriam dúvidas sobre os detalhes da mudança de direção. O chefe da força aérea da Malásia, Rodzali Daud, negou nesta quarta as observações atribuídas a ele pela mídia, sobre o rastreamento do voo feita por radar militar no Estreito de Malaca, extremo oeste da rota planejada.
Daud disse que “não fez qualquer declaração”, mas a Força Aérea "não descartou a possibilidade do voo ter retornado”.
Última comunicação
A última comunicação recebida do voo da Malaysia Airlines sugere que tudo estava normal a bordo minutos antes do sumiço da aeronave sobre o mar do sul da China, divulgaram as autoridades malaias nesta quarta-feira (12). O voo MH370 replicou “Tudo bem, entendido” a uma mensagem de radio enviada pelo controle aéreo da Malásia, dizem as autoridades.
As buscas têm sido expandidas às águas de ambos os lados da península. A aeronave sumiu dos radares cerca de uma hora após decolar do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur enquanto voava sobre o Mar do Sul da China, ao sul da península de Ca Mau, no Vietnã. Nenhum sinal ou mensagem de socorro foram enviados.
Informações ‘caóticas’
As autoridades malaias revelaram detalhes sobre a última comunicação da aeronave em reunião realizada em Pequim com parentes dos 154 chineses que estão entre os passageiros desaparecidos. Quando o avião atingiu o limite de espaço aéreo entre a Malásia e o Vietnã, o controle aéreo malaio anunciou que estava entregando as orientações ao controle da cidade de Ho Chi Minh.
Minutos depois, todos os contatos com o voo MH370 foram perdidos. O ministro das Relações Exteriores da China disse que as informações sobre o desaparecimento são “muito caóticas”. Há diferentes informações sobre a última localização da aeronave enquanto as buscas entram em seu quinto dia.
*Com BBC, CNN e AP
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo