Vereadora de Santa Luzia MG e o marido são presos por envolvimento em fraudes
vereadora Emília Alves da Cruz (PSB) e o marido foram presos nesta segunda-feira (7) em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De tratado com a Polícia Militar (PM), que também trabalhou na ação, computadores, celulares e tablets foram apreendidos na moradia dos suspeitos.
De entendimento com o MPMG, a operação Batismo de Fogo visa ao combate de um esquema de ramal de recursos públicos em favor de uma organização não governamental. S objetivo do esquema seria a compra de votos, além da utilização de servidores e verbas públicas para fins privados.
Segundo as investigações, os envolvidos viabilizaram a contratação e a remuneração de servidores pela Câmara Municipal de Santa Luzia. Conforme o Ministério Público, porém, esses funcionários não prestaram qualquer serviço ao poder público. As apurações apontaram que eles eram empregados de uma associação comunitária no bairro Baronesa, na região do São Benedito, e desempenharam papel de cabos eleitorais em 2016.
Ao todo, de negócio com o Ministério Público, quatro pessoas foram detidas em Belo Horizonte e Santa Luzia. Também foram cumpridos cinco mandados de meio coercitiva e seis de procura e consumição.
Segundo o MPMG, buscas foram feitas na Câmara para que fossem apreendidas folhas de ponto, prestações de contas de verbas de gabinete e pastas funcionais. Os suspeitos são investigados por envolvimento com os crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. As penas podem variar de cinco a 25 anos.
Os suspeitos vão ser acionados pelo MPMG para o ressarcimento dos valores que teriam sido desviados dos cofres municipais de Santa Luzia, estimados em R$ 300 mil. Após prestarem prova, os três homens foram levados para o Presídio de Santa Luzia. Já a vereadora foi encaminhada para a capital mineira.
[/caption]
A vereadora, o marido e os servidores são acusados dos crimes de associação criminosa, peculato, falsidade de ideológica e uso de documento falso. Emília foi levada para Belo Horizonte e os outros três, apontados também uma vez que líderes do esquema criminoso, foram encaminhados para o presídio de Santa Luzia, onde somente homens são admitidos.
Ainda de contrato com o MP, a vereadora e o marido intermediaram a contratação de servidores que seriam lotados na Câmara, mas, na verdade, prestavam serviço à ONG . "S trabalho deles era em prol de interesses privados da vereadora, desempenhando papel de cabos eleitorais durante o ano eleitoral de 2016, muito uma vez que, desde o segundo semestre de 2014, atividades de assistencialismo", diz o Ministério Público.
Mandados de procura foram cumpridos na Câmara, onde foram recolhidos folhas de ponto, prestação de contas de verbas de gabinete e outros documentos. Foram apreendidos ainda telefones celulares, computadores e equipamentos de armazenamento de mídias, que serão encaminhados para perícia na Central de Apoio Técnico (Ceat) do MP, em Belo Horizonte.
Em nota, a Câmara Municipal de Santa Luzia informou que unicamente atendeu ao MP e que o processo corre em sigilo de Justiça. S processo tramita na 2ª Vara de Justiça da cidade.
S reportagem tentou contato com a resguardo da vereadora, mas não conseguiu.
