Veja a repercussão da morte de Ruy Mesquita, diretor de O Estado de S. Paulo
iG São Paulo
Para Dilma, País perde 'um homem de convicções; ex-presidente FHC lamenta a morte do amigo: 'Que o exemplo tenha seguidores'O diretor do jornal O Estado de S. Paulo, Ruy Mesquita, morreu nesta terça-feira (21) às 20h40, aos 88 anos em São Paulo, de acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês. "Dr. Ruy", como era conhecido, estava internado desde o dia 25 de abril, quando havia sido diagnosticado com um câncer de base de língua.
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Ruy Mesquita foi um defensor da liberdade, da democracia e da livre-iniciativa, princípios que sempre nortearam a linha editorial do 'Estado'.
Neto do fundador de um dos grupos mais tradicionais de mídia do País, ele comandava o jornal desde 1996, após a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto. Ruy manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação. De hábitos reclusos, dividia seu tempo entre o jornal e a casa, onde se dedicava a leituras.
Deixa a mulher, Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto.
Leia abaixo a repercussão da morte:
Dilma Rousseff, presidente da República
"Ruy Mesquita foi um homem de convicções. Diretor do jornal O Estado de S. Paulo, criador do inovador Jornal da Tarde, Doutor Ruy – como era conhecido – foi símbolo de uma geração da imprensa brasileira. Neste momento de dor, presto a minha solidariedade à família e amigos".
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
“O Brasil perde um de seus homens públicos mais indispensáveis. O doutor Ruy, como era chamado, lutou ao longo de décadas por um país verdadeiramente livre e republicano. Era um homem culto e honrado, um jornalista talentoso que enxergava como poucos os perigos do populismo e de todas as outras forças, veladas ou confessas, que emperram a transformação do Brasil em uma nação moderna. (...) É grande a nossa perda no dia de hoje.
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República
“Ruy Mesquita era um desses raros exemplos de dono de jornal apaixonado pelo jornalismo. Pelo jornalismo e pela política, com a qual conviveu desde menino, ao acompanhar o pai no exílio. Ele deixa no jornalismo brasileiro uma marca fundamental: a criação do Jornal da Tarde, que revolucionou a imprensa nos anos sessenta.
Pessoalmente guardo dele uma boa lembrança. Em 1978, no início da minha trajetória como líder sindical, Ruy Mesquita me entrevistou por quatro horas. Não revelou qualquer preconceito e conduziu a entrevista com o espírito aberto de um bom repórter. Nessa hora de tristeza, presto minha solidariedade à família e a seus amigos”.
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República
“Choro hoje não apenas a morte do grande jornalista, mas a perda do amigo. (...)São Paulo e o Brasil perderam um grande cidadão, que amou sua terra, esta São Paulo tão brasileira, e lutou para construir uma sociedade mais decente. Que o exemplo tenha seguidores.
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado
"Lamentamos profundamente a morte do Dr. Ruy. Ele nos deixa como legado a luta em defesa da liberdade de expressão e da democracia, valores que o Estado de S.Paulo ajudou a construir no nosso país. O Brasil vai sentir sua falta. Perdemos um grande brasileiro".
Romero Jucá, senador do PMDB de Roraima
“Lamentável o falecimento de Ruy Mesquita. Dr. Ruy foi uma das maiores influências do jornalismo brasileiro".
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado federal e presidente da Força Sindical
"O Brasil perde um grande jornalista. Apesar de não concordarmos sempre, nós, do movimento sindical, tínhamos respeito pela opinião dele".
Gustavo Franco, economista e ex-presidente do Banco Central
"Dr. Rui Mesquita fará falta nesse momento delicado, quando um governo de vocação democrática duvidosa tenta intimidar a imprensa".
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo