Vaticano tem a intenção de ajudar diálogo entre governo e oposição na Venezuela
iG São Paulo
Santa Sé faz declaração um dia após Maduro dizer que pretende se reunir com opositores na presença de observador externoO Vaticano disse que tem a intenção de ajudar a facilitar negociações entre o governo da Venezuela e seus oponentes com o objetivo de pôr fim a semanas de tumultos violentos que paralisaram boa parte do país.
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Na quinta-feira, o presidente Nicolás Maduro disse pretender se sentar com a oposição com a presença de um observador externo. Ele sugeriu o nome do secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, que serviu como embaixador da Santa Sé para a Venezuela antes de ser convocado para a Roma no ano passado.
O porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse à Associated Press nesta sexta-feira que a Santa Sé e Parolin "certamente têm a intenção e o desejo de fazer o que for possível para o bem e a serenidade do país". Mas ele acrescentou que o Vaticano precisava entender as expectativas de sua intervenção e se elas poderiam trazer um "resultado desejado". Tal estudo está em andamento, afirmou.
Argumento: Maduro justifica pressão contra oposição alegando golpe de Estado
O catolicismo é uma base para os críticos da administração socialista de Maduro, e os líderes da oposição Leopoldo López e Henrique Capriles, ambos conhecidos por usar rosários, têm pressionado o Vaticano a assumir a causa. Maduro também elogio o papa Francisco depois de conhecer o primeiro pontífice latino-americano no ano passado.
Veja imagens dos protestos na Venezuela:

Manifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3)
Foto: AP

Guardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3)
Foto: AP

Estudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3)
Foto: AP

Manifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3)
Foto: Reuters

Manifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3)
Foto: AP

Guardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3)
Foto: AP

Polícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3)
Foto: AP

Manifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3)
Foto: AP

Oficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014)
Foto: AP

Manifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2)
Foto: AP

Manifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02)
Foto: AP

Oficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2)
Foto: AP

Manifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2)
Foto: AP

Objetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)
Foto: AP

Opositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2)
Foto: Reuters

Manifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)
Foto: AP

Partidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2)
Foto: AP

Manifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2)
Foto: AP

Miss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2
Foto: Reprodução/Twitter

Manifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02)
Foto: AP

Estudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2)
Foto: AP

Leopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2)
Foto: AP

Manifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2)
Foto: AP

Manifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2)
Foto: AP

Manifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2)
Foto: Reuters

Manifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2)
Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Universitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2)
Foto: AP

Jovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
Foto: AP
Embora a Igreja seja um aceitável mediador, o caminho para um acordo nessa nação polarizada é longo. Radicais em ambos os lados continuam a rejeitar concessões mesmo com ao menos 32 mortos e centenas de feridos, muitos deles durante confrontos entre manifestantes e forças de segurança reforçadas por milícias pró-governo.
Quarta: Prefeito venezuelano da oposição é sentenciado a um ano por protestos
Assim que Maduro concordou em negociações com o auxílio de um facilitador externo, vários partidos que formam a aliança opositora União Democrática questionaram a proposta, dizendo que ela poderia prejudicar a ascensão do movimento de protesto.
Maduro também tem exposto ceticismo com as motivações de seus oponentes, apontando para recusa de boa parte da oposição de participar em "conferências de paz" prévias propostas por sua administração. "Coitado, eles vão fazê-lo perder tempo", disse a partidários na noite de quinta, referindo-se a Parolin.
Terça: Opositora tem mandato cassado no Congresso e perde imunidade judicial
Por outro lado, a oposição diz que Maduro é aquele que não está negociando de boa-fé, afirmando querer ver soltos López e dezenas de ativistas presos, assim como o fim da repressão aos protestos.
*Com AP
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo