Vale nega adulteração de dados sobre limo em barragem

Barragem da Samarco, controlada pela Vale, rompeu em Mariana em novembro do ano passsado Corpo de Bombeiros

A Vale nega "veemente que tenha ocorrido qualquer adulteração de dados por secção da empresa". A informação foi publicada em expedido nesta sexta-feira (3), no jornal Folha de S.Paulo e responde à material do dia 31 de maio sobre o rompimento da barragem da Samarco, sua controlada, em Mariana (MG), no dia 5 de novembro de 2015.

"Não houve nem poderia possuir qualquer diferença de dados sobre o lançamento de lodo na barragem de Fundão em seus Relatórios Anuais de Lavra (RALs), pois a Vale não fez reporte sobre tal estrutura, operada por outra empresa, no caso a Samarco."

A empresa informa que houve, de veste, retificações nos RALs referentes ao ano-base de 2010 a 2014 por uma divergência no entendimento de conceitos técnicos em alguns itens e equívocos aleatórios de digitação. "A divergência técnica foi sanada depois reunião de alinhamento, em 18 de dezembro de 2015, com o DNPM", informa a mineradora, que acrescentou que dos 3.350 campos presentes no RAL, houve premência de retificação de exclusivamente 1% das informações. "Um oferecido que foi mantido inalterado foi o texto de concentração de minério de ferro nas operações da usina de Alegria."

Segundo a Vale, a informação sobre retificação foi compartilhada com Polícia Federal e Ministério Público e no dia 16 de março de 2016 novos esclarecimentos foram prestados à DNPM sobre a RAL ano-base 2014.

Segundo detalhes do relatório da Polícia Federal, também publicado pelo S Estado de S. Paulo em 1º de junho, a Vale mantém próxima da dimensão de Fundão a mina de Alegria. Segundo o relatório, foi constatada "diferença entre (o volume) proferido pelas empresas Vale e Samarco e a quantidade real de rejeitos de lodo despejada na barragem de Fundão", além de "não informação", a técnicos que fariam a enunciação de firmeza da estrutura, de que rejeitos da Vale eram lançados na represa.

A constatação foi sustentada, entre outros pontos, a partir de prova do gerente-universal de Operações da Samarco na era, Wagner Milagres. Aos delegados, o funcionário da mineradora disse aos delegados que "a Samarco não fazia nenhum tipo de mensuração de lodo depositada pela Vale na Barragem de Fundão". Um contrato previa o uso de Fundão para lançamento de rejeitos pela Vale.

Fonte: R7 - Gerais