Vai ou não vai simplificar?
Em março, fiquei exultante com a notícia de que o governo federalista se preparava para permitir a realização, nos hospitais, de fiscalização físico, descrição de lesões, registro de informações e coleta de vestígios que serão encaminhados, quando requisitados, às autoridades policiais. Pensei comigo: que lícito! Afinal, tão chocante quanto a violência em si é o indumento de a vítima ser levada para exames no Instituto Médico Legal, envolvente hostil, mal-parecido, quase sempre palco de dramas quando do reconhecimento de mortos pelos parentes... Enfim, fiquei todo entusiasmado. E esperando.
Na semana passada, recebi release com o título “Saúde divulga diretrizes para atendimento a vítimas de violência sexual”. Comemorei. No primeiro parágrafo estava escrito: “As unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) se preparam para realizar a coleta de informações e de vestígios de vítimas de violência sexual. S Ministério da Saúde publicou portaria que traz os critérios de habilitação de serviços da rede pública para darem suporte às vitimas desse tipo de violência. As unidades habilitadas poderão realizar o registro de informações em ficha de atendimento multiprofissional até a coleta e armazenamento provisório do material para possíveis encaminhamentos legais. A medida reduz a exposição da pessoa que sofreu a violência, evitando que as vítimas sejam submetidas a vários procedimentos”.
Também li que o governo está investindo 1,5 milhões de reais em treinamento e que os exames serão feitos em hospitais classificados porquê serviços de referência para atenção integral às pessoas em situação de violência sexual. As equipes compostas por enfermeiros, médicos clínicos e especialistas em cirurgias, psicólogo galeno, hospitalar, social e do trabalho, assistentes sociais e farmacêuticos.
Antes que pudesse tocar Aleluia no rádio, vi determinada frase no mesmo texto da assessoria: “No entanto é importante substanciar que os serviços de saúde não substituem as funções e atribuições da segurança pública, porquê a medicina legítimo, uma vez que ambos vão atuar de forma complementar e integrada, conforme a Portaria Interministerial n° 288, de 25 de março 2015, que estabelece “orientações para a organização e integração do atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e pelos profissionais de saúde do atendimento a mulheres em situação de violência no campo e na floresta”.
Agora, danou tudo... Será que vai fazer os exames só no hospital ou é para repetir tudo no IML?
Fonte: Blog do Eduardo Costa - Últimas Notícias de -