Um plus a mais

Um "plus a " é o exemplo típico da redundância em que incorre quem quer falar difícil demais.

Um escorregão linguístico tão frequente que virou piada.

Mas, no caso deste post, o uso é absolutamente intencional.

Precisamos de plus.

Perdemos a Robyn Lawley, a modelo australiana plus size que surpreendeu os fãs depois de publicar sua foto no Instagram mostrando uma decepcionante perda de peso.

Nós, os entusiasmados por curvas, sofremos um abalo importante.

Nossa batalha, diga-se de passagem, não é nova. Desde o início dos tempos, bundas redondas e volumosas indicam a presença de estrogênio e, portanto, uma parceira com maiores chances de oferecer filhos saudáveis. O estrogênio acumula tecido adiposo nas nádegas, coxas e quadris; enquanto a testosterona desestimula o armazenamento de gordura nestas áreas.

Segundo Desmond Morris, autor de"The Naked Ape", o arredondamento dos seios, formando um contorno parecido com o da derrière, foi uma estratégia da natureza para estimular o sexo face a face, tirando o foco excessivo do traseiro, tornando o ato pessoal e estimulando a formação de casais estáveis, que compartilhassem o cuidado com os filhos.

Nesse sentido, o interesse masculino por curvas foi fundamental para que a humanidade chegasse até aqui.

O look heroin chic, que emergiu na década de 1990 e foi popularizado nos comerciais de Calvin Klein, valorizando mulheres magérrimas, com aspecto de doentes e um pouco andróginas, foi uma aposta tremendamente arriscada.

Mas, por alguma razão nefasta, ele se impôs e continua influenciando o visual de modelos e atrizes.

Ele contrariava tudo o que aprendemos em termos evolutivos.

Esta estética culminou com a heresia suprema de taxar Marilyn Monroe, o símbolo sexual perene já estabelecido pela cultura cinematográfica, de... gorda!!!

Esta cultura de valorização da magreza excessiva, da gordura zero, da barriga tanquinho, pode jogar a humanidade de volta às trevas.

A baixa sofrida com Robyn Lawley foi um episódio lamentável.

E que reforça a necessidade de estarmos alertas.

Precisamos de muitos plus a .

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Fonte: Brasil Post