TJMG nega habeas corpus para mandatário Minas Gerais

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As irregularidades foram apontadas por investigação do Ministério Público, Polícia Social e Receita Estadual. Em cumprimento de mandados de procura e consumição, os investigadores encontraram R$ 842 milénio em numerário vivo.

Além dele, outras oito pessoas foram presas, entre elas, policiais civis, militares, servidores cedidos ao Detran, despachantes, comerciantes de veículos e a dona de um recinto onde ficavam os carros apreendidos. No totalidade, 16 pessoas foram denunciadas.

Andrade era encarregado da Delegacia Regional de Trânsito de Santa Luzia. Os investigadores descobriram que, com a ajuda de policiais militares aliados, o representante organizava blitze de trânsito e apreendia veículos com problemas de documentação. Em seguida, o grupo cobrava propina para liberar estes veículos, mesmo sem que as irregularidades tivessem sido resolvidas.

Os valores pagos pelas diárias nos pátios também eram divididos entre as empresas e os policiais do esquema.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram Emerson Rodrigues, funcionário da Prefeitura de Santa Luzia doado ao Detran, indicando a um policial militar um lugar para que fosse feita blitz em um evento de motos. Mas alerta que o policial não devia atrapalhar porque pertencia a um coligado.

Minutos depois, o policial confirmou que a blitz estava sendo feita, com várias apreensões.

O relatório também indica que a dona de um dos pátios de inquietação retirava peças dos carros para vender. Equipamentos de som foram apreendidos pela polícia. De convénio com a investigação, o procurador usava uma construtora do irmão dele para lavar o numerário da propina.

O Ministério Público descobriu que a empresa não tinha nenhuma obra registrada no Recomendação Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), e que estava praticamente paragem durante todo o período em que o numerário passou pelas contas bancárias.

Um dos pátios onde ficavam os veículos pertenceria ao próprio procurador, segundo o MP, o que é proibido. Para ocultar o negócio ilícito, a empresa estava em nome de laranjas. Christian Nunes de Andrade também mandava adulterar o sistema de informática do Detran para enunciar documentos de veículos com irregularidades.

A resguardo dos denunciados não foi encontrada para falar sobre o objecto. Em nota, a Prefeitura de Santa Luzia informou que "os funcionários, a partir do momento que estão cedidos, ficam sob a supervisão dos gestores locais destes órgãos. Porém, está sendo acessível processo administrativo para apurar alguma infração administrativa de eventual servidor da prefeitura".

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