The Story of Sonny Boy Slim

(Warner Bros. Records) No Lollapalooza de 2013, em São Paulo, Gary Clark Jr. se apresentou no mesmo dia de Alabama Shakes e Black Keys, duas bandas de estilo parecido com o dele, que mistura blues e rock. F estação, os dois grupos eram conhecidos do público do que Gary Clark Jr., que, no entanto, era considerado “a esperança do blues”. Passados dois anos, o cantor e guitarrista de Austin, Texas (EUA), lança The Story of Sonny Boy Slim, seu quarto álbum de estúdio e mostra ter desenvolvido e escapado às expectativas que depositaram sobre ele. Gary Clark Jr. não quer ser um ícone do blues. Não interessa o ritmo, ele quer fazer música, ponto. “This is something you can’t touch, this is something you feel” (“Isso é alguma coisa que você não pode tocar, é um pouco que você sente”), canta ele em The Healing, filete de fenda do disco. Na seguinte, Grinder, o músico dedilha as cordas da guitarra porquê os também texanos Jimmie e Steve Ray Vaughan. Aliás, o velho, Jimmie, virou uma espécie de tutor músico de Clark Jr. S som do novato, porém, tem traços pesados por influência do rock, porquê as distorções usadas na própria Grinder. Já em Star, destaca-se o falsete do cantor, cuja voz soa ainda aguda no início de Hold on. Nesta, a letra critica o racismo que ele, preto, enfrenta: “I’m not out to steal your money, I don’t wanna take your time, I do deserve a little respect so” (“Eu não estou cá para roubar seu numerário, não quero tomar seu tempo, logo eu mereço sim um pouco de reverência”). Na bela Church, melodia anterior a Hold on, em que deixa a guitarra de lado e pega o violão, mostra as influências do gospel e do country americano. Com The Story of Sonny Boy Slim, um dos melhores discos do ano, Gary Clark Jr. se firma entre os nomes de destaque da música atual, não importa sob qual gênero o coloquem.
//www.youtube.com/watch?v=8gMCMBn1lB0
Fonte: Imperdível - VEJA.com