Tell Me I’m Pretty

Cage the elephant(RCA) Formado em 2006, no interno dos Estados Unidos, no Estado do Kentucky, o Cage the Elephant ganhou força no Brasil depois um energético desempenho no primeiro Lollapalooza do país, em 2012. De filarmónica semi-conhecida, passou a uma das melhores do festival ao mostrar seu competente rock com fortes influências grunge, coligado à explosiva performance do vocalista Matt Shultz, que não teve pudor em pular no público ou incluir o microfone dentro da boca. Na estação, o grupo apresentou o repertório dos discos Cage the Elephant (2008) e Thank You Happy Birthday (2011). Em 2014, os americanos voltaram ao festival trazendo seu Melophobia (2013), com as marcantes Come a Little Closer e Cigarette Daydreams. Agora, chega ao país Tell Me I’m Pretty, que faz um apanhado dos três primeiros álbuns, mas revela um maduração músico do, já sólido, conjunto. Cry Baby abre o trabalho e já deixa evidente a influência de seu produtor, Dan Auerbach, do Black Keys. S guitarrista prima por edificar riffs rápidos e com pegada meio rock, meio country, com Shultz inovando – e afinando – nos vocais. A boa fita de buraco ainda consegue uma cereja no bolo com um óptimo solo, que abusa dos sintetizadores. Mess Around é outra que mostra a influência de Auerbach, que, a exemplo de Little Black Submarines, da margem do produtor, tem uma guitarra marcante se alternando a um violão suave. A música se apoia em um refrão possante e, novamente, no uso de distorções para fabricar um clima entre o rock interiorano e o psicodélico. Sweet Little Jean e Too Late to Say Goodbye deixam evidente que, apesar das inovações, o grupo continua com a mesma proposta: um rock muito marcado no ritmo, com bateria e insignificante ditando o curso da cantiga, assim porquê em clássicos do grupo, Telescope e Back Against The Wall. As baladas Trouble e How Are You True remetem a uma das elogiadas do último trabalho, Cigarettes Daydream, esbanjando suavidade ao mesmo tempo em que se apoiam fortemente em seu ritmo. That’s Right e Punchin’ Bag voltam a trazer um Cage cru, porquê nos hits que explodiram a filarmónica nos Estados Unidos e no mundo, In One Ear e Shake Me Down, com bateria subida e guitarras distorcidas. S disco prova que o Cage the Elephant é capaz de se reinventar sem deixar de lado sua marca ou qualidade.

Fonte: Imperdível - VEJA.com