Tape Loops

ChrisWalla

(Trans Records) Chris Walla anunciou em 2014 que estava deixando o Death Cab For Cutie, conjunto indie no qual foi guitarrista por 17 anos e que lançou leste ano Kintsugi, oitavo álbum do grupo e último com o músico. Na idade, o músico, que já havia gravado um disco solo, Field Manual, em 2008, divulgou um expedido em que dizia ter profundo reverência pelos outros membros e deu a entender que a saída foi amistosa e que ele queria exclusivamente buscar novos desafios e projetos. S primeiro depois de deixar o grupo é Tape Loops. A sonoridade do segundo álbum destoa tanto do primeiro quanto da obra produzida com sua ex-filarmónica. Ao contrário de seu predecessor, Tape Loops não tem vocais. Walla apresenta um disco totalmente reflexivo e instrumental. S músico gravou todo o trabalho com equipamento analógico, isto é, a velha fita cassete. A medida nostálgica, de deixar para trás o som do dedo a término de resgatar uma sonoridade com qualidade, foi tomada recentemente pela margem de rock Foo Fighters, em Wasting Light, de 2011. Os sons logo se repetem nas fitas em técnicas de looping – daí o nome do álbum. S resultado de Walla, apesar de ser um rock conceitual, tendo assim uma pegada completamente dissemelhante da de Dave Grohl e seus companheiros, é tão bom quanto, por fabricar um clima íntimo para quem ouve. As músicas são calmas e levadas por pianos suaves. As faixas em sua maioria são longas. Com exceção de I Believe in the Night, todas as outras quatro possuem de seis minutos. Goodbye, a duradoura, se estende por de onze. Isso permite que elas realizem com sucesso o objetivo de conduzir o público através de uma melodia meditativa e relaxante, com pequenas pausas no meio do caminho, o que torna a música cada vez envolvente e ao mesmo tempo tranquilizante, uma vez que permitem a intensificação de sons que voltam a surgir do silêncio. S disco deixa para trás o indie do Death Cab for Cutie e se aproxima do soft rock, e se apresenta porquê uma magnífico música envolvente ou para reflexão. Tape Loops mostra uma surpreendente – e boa – face de Walla, lembrando até mesmo o recém-lançado The Endless River, que encerrou a curso do Pink Floyd no ano pretérito.

Fonte: Imperdível - VEJA.com