Sucursal de banco e viatura são incendiados em novas manifestações na Venezuela
Agência Brasil
Fontes policiais informaram que três estudantes ficaram feridos e os confrontos duraram várias horas em várias cidades do paísSucursal do Banco do Tesouro (estatal) e uma viatura da empresa Petróleos da Venezuela foram incendiados na segunda (19) em Lechería, durante mais um dia de protestos contra o governo. Ao menos três estudantes ficaram feridos, informaram fontes policiais nesta terça-feira (20), acrescentando que os confrontos duraram várias horas.
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Lechería é uma localidade do estado venezuelano de Anzoátegui, a 350 quilômetros (km) a leste de Caracas. Já em Mérida, 770 km a sudoeste de Caracas, pelo menos oito estudantes ficaram feridos.
Segundo Eloy Araújo, presidente do Centro de Estudantes da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Los Andes, os colegas foram atacados pela polícia quando protestavam para exigir a libertação de outros estudantes detidos, bloqueando uma rua daquela cidade com fogo em pneus e arames.
"Nos reprimiram com munições não permitidas, porque recolhemos os cartuchos que dispararam e não são de balas de borracha tradicionais, o que viola os direitos humanos", denunciou.
Em Táchira, 840 km a sudoeste de Caracas, a polícia bloqueou os acessos à Universidade Católica, devido à presença de encapuzados e lixo nas proximidades da instituição. Em Caracas, moradores de Santa Rosalia bloquearam a circulação na Autoestrada Francisco Fajardo, em protesto pela falta de água.
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Há mais de três meses são registrados diariamente protestos em várias regiões da Venezuela, devido à crise económica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, ingerência cubana e à repressão por parte de organismos de segurança do Estado.
Durante os protestos, morreram mais de 40 pessoas e milhares ficaram feridas. Milhares de cidadãos foram detidos e 160 investigações abertas por violações de direitos humanos dos manifestantes, incluindo tortura.
Veja fotos das manifestações na Venezuela

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4)
Foto: Reuters

Manifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3)
Foto: AP

Partidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03)
Foto: AP

Guardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3)
Foto: AP

Estudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3)
Foto: AP

Manifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3)
Foto: Reuters

Manifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3)
Foto: AP

Guardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3)
Foto: AP

Polícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3)
Foto: AP

Manifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3)
Foto: AP

Oficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014)
Foto: AP

Manifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2)
Foto: AP

Manifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02)
Foto: AP

Oficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2)
Foto: AP

Manifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2)
Foto: AP

Objetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)
Foto: AP

Opositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2)
Foto: Reuters

Manifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2)
Foto: AP

Partidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2)
Foto: AP

Manifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2)
Foto: AP

Miss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2
Foto: Reprodução/Twitter

Manifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02)
Foto: AP

Estudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2)
Foto: AP

Leopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2)
Foto: AP

Manifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2)
Foto: AP

Manifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2)
Foto: AP

Manifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2)
Foto: Reuters

Manifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2)
Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Universitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2)
Foto: AP

Jovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
Foto: AP

Estudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
Foto: AP
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Unasul
Em busca de consenso entre o governo da Venezuela e a oposição no país, a comissão de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) concluiu na segunda-feira uma série de reuniões com representantes do governo, da Nunciatura Apostólica Católica e da Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne a coalisão de partidos opositores venezuelanos.
Após os encontros, até tarde da noite de hoje, a Unasul não se pronunciou sobre o resultado obtido durantes os dois dias de conversações em Caracas. A comissão da Unasul visitou o país depois de a oposição suspender as conversações, devido à prisão de estudantes há três semanas.
Formada pelos chanceleres do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo; da Colômbia, María Angela Holguín; e do Equador, Ricardo Patiño, a entidade atua com observadores e mediadores para tentar promover diálogo entre governo e oposição para tentar resolver o conflito interno no país, que soma 42 mortes e mais de 800 feridos, em quase 90 dias de protestos e confrontos entre manifestantes e policiais.
O chanceler equatoriano escreveu em sua conta no Twitter que a mesa de diálogo havia avançado “em vários pontos da agenda” e que os encontros conseguiram “abrir pontes de comunicação outra vez". No entanto, Patiño admitiu que “sustentar um processo de diálogo no país não é fácil”, mas ressaltou que, a seu ver, havia um clima favorável para reabrir as conversações, tanto da parte do governo quanto da oposição.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo