Stranger to Stranger

Paul Simon

(Concord Records) Paul Simon carrega nas costas a responsabilidade de ter feito secção de uma das principais duplas da história do rock: Simon & Garfunkel, ao lado de Art Garfunkel. S trabalho com o parceiro naturalmente cria expectativas em relação a novos trabalhos – e também gera comparações com a curso ao lado do ex-camarada. Em seu décimo terceiro disco solo, Stranger to Stranger, Simon manteve a escrita de anos: correspondeu na qualidade e novamente deixou saudades do finado duo, por trazer à tona a particularidade sonoridade folk que os consagrou – e raramente é reproduzida com um talento a profundeza – sem deixar de lado uma boa ração de inovações. A maior novidade do disco é a possante influência africana, porquê na fita de franqueza, The Werewolf, que segue em ritmo empolgante apoiada em uma grande variedade de instrumentos de percussão, enquanto o vocalista parece recitar a letra – e tudo desemboca em um final que chega a tanger tétrico. A batida típica do continente também é sentida em Wristband, que se apoia em um contrabaixo frenético, e The Riverbank, que mistura um clima misterioso com uma ligeiro ração de folk e country. Algumas faixas são lentas e calmas, mas com o poder de fabricar uma atmosfera envolvente e poderosa, porquê na música título e em The Clock, melodia instrumental, que acompanha com leveza a batida de um relógio ao fundo. Outra que segue a mesma fórmula, com um violão sendo dedilhado de maneira calma e harmoniosa, é a boa In the Garden of Edie. Ainda há espaço para uma encorpada balada folk: Proof of Love. S ritmo volta a permanecer dançante em In a Parade, que mostra novamente uma variedade enorme de tambores – sem incerteza, a principal inovação de Simon no disco. S trabalho chega ao término com Insomniac’s Lullaby, um folk melancólico capaz de fazer os fãs lembrarem com saudades os tempos ao lado de Garfunkel. (Henrique Castro Barbosa)

Fonte: Imperdível - VEJA.com