Sotaque paulistano de Letícia Spiller em I Love Paraisópolis é uma tragédia

Letícia Spiller em I Love Paraisópolis (Foto: Divulgação/Globo)
Já há um bom tempo acredito que Letícia Spiller é uma atriz que precisa melhorar muito e assistindo à estreia de I Love Paraisópolis essa certeza aumentou. Letícia interpreta a vilã da história e é muito pouco oriundo. Suas falas parecem estar sendo lidas a todo momento e não há um traço de espontaneidade.
E a coisa fica um pouco pior no caso específico de I Love Paraisópolis pelo seguinte: o sotaque. Como todo mundo sabe, Letícia — e boa secção do elenco da romance — é carioca, mas a trama toda se passa em São Paulo. Assim, os atores todos têm de fingir o sotaque paulistano e é uma coisa que está muito estranha. Letícia, por exemplo, força muito e os erres saem forçados demais. Quem também está meio assim é Tata Werneck, mas um pouco menos do que no caso de Letícia. Vamos ver se esse pormenor da fala melhora ao longo da romance.
De resto, I Love Paraisópolis é uma romance que procura ser divertida, porquê deve ser no horário. S problema é essa glamurização da favela que muitas novelas tentam mostrar. Em universal é um lugar onde todo mundo é feliz com pouco, onde há paixão de verdade e coisas do tipo. E os ricos é que são infelizes. Mas estamos exclusivamente no primeiro capítulo, logo é esperar um pouco pelo desenvolvimento da coisa.
Mas Letícia Spiller ainda precisa consumir muito arroz com feijoeiro para ser uma boa atriz. E isso não muda já há muito tempo.
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Fonte: Blog do Odair Braz Jr.