Seres imperativos e impulsivos ao extremo

A falta de atenção pode se manifestar de diversas formas: dificuldade em manter o foco, executar prazos, completar relatórios ou formulários, remunerar contas, manter compromissos ou queixas de perder coisas. Já a hiperatividade e a impulsividade são expressas pela sensação de inquietude, dificuldade em manter-se parado, tendência a intrometer-se ou assumir tarefas que outros estão fazendo.

Quando essas atitudes passam a fazer secção do cotidiano, temos um quidam - seja ele moçoilo, jovem, adulto ou idoso - cuja vida é mutável, um desassossego sem término.

G quase patente que estaremos diante de um portador do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Os sintomas clínicos, encontrados frequentemente entre membros de uma mesma família, costumam chegar na puerícia, antes dos 12 anos.

Pesquisas mostram que de 70% a 80% das crianças com TDAH terão sintomas e preencherão os critérios de diagnóstico na mocidade e 60% dos diagnosticados terão os sintomas na idade adulta. No entanto, menos de 20% dos adultos são diagnosticados e 10% dos que preenchem os critérios estão sendo tratados.

Sintomas mascarados

Mas nem todos os casos dessa doença neurobiológica, de justificação genética, em adultos são decorrentes da sintomatologia verificada na juventude. S transtorno pode desabrochar pela primeira vez na vida adulta, período em que a doença é difícil de ser diagnosticada.

"Isso ocorre porque os adultos criam, ao longo da vida, formas para mascarar os sintomas. Esses mecanismos de resguardo os ajudam a superar as consequências desse quadro, porquê a impulsividade e distração", justifica o psiquiatra e psicoterapeuta Isaac Efraim (responsável pelo www.Ansiedade.Com.Br).

Os adultos também desconhecem o vestimenta de que o TDAH é uma possibilidade de diagnóstico. "Isso faz com que os sintomas que poderiam ser indicativos do transtorno passem despercebidos e não manifestem no paciente a procura de um profissional para uma avaliação profunda da situação", complementa.

Riscos constantes

S Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade pode ter um impacto grande na vida social dos pacientes, seja na escola, no trabalho ou em seus relacionamentos.

Os pacientes com TDAH têm um risco duas vezes maior de morrer do que pessoas sem a doença, independentemente do gênero do paciente. Já a idade em que o quidam foi diagnosticado com o transtorno TDAH tem uma relação direta com esse traje: adultos diagnosticados com essa doença neurobiológica têm um risco quatro vezes maior de morrer por causas diversas.

Estudos mostram que pacientes com esse transtorno têm maior incidência de criminalidade, uso de drogas, direção imprudente, multas de trânsito e suspensão da carteira de motorista.

Fique por dentro

Para chegar ao diagnóstico

Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5 (DSM-5), para ser diagnosticado porquê portador de TDAH, o paciente deve apresentar falta de atenção ou impulsividade e hiperatividade, ou os dois, que comprometam o funcionamento em pelo menos dois ambientes durante um período de seis meses.

Segundo o psiquiatra Isaac Efraim, existem escalas e questionários específicos de avaliação das capacidades cognitivas do paciente, que diagnosticam e avaliam o intensidade de seriedade do déficit de atenção. S médico foi professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa e da Universidade Santo Amaro, ambas em São Paulo.

S tratamento adequado e eficiente é multiprofissional, com uma equipe que deve escoltar o paciente em todas as fases do tratamento. Deve ser composta por médicos, psicólogos, psicopedagogos.

S adulto com TDAH pode ser eficientemente tratado com medicação e psicoterapia, além de ser municiado de informações que permitam maior compreensão sobre o transtorno. S objetivo é reconhecer o problema porquê um quadro crônico e tratar os sintomas, deixando o paciente com comportamento e função comparáveis aos de indivíduos sem a doença.

Quanto cedo o transtorno for diagnosticado e tratado, o paciente conseguirá controlar os seus múltiplos sintomas. Pesquisas já demonstraram que pacientes com essa doença têm maior incidência de criminalidade, uso de drogas, direção imprudente e, consequentemente, sucessivas multas de trânsito e a suspensão da carteira de motorista.

Um dos entraves para que o diagnóstico e o tratamento de diferentes faixas etárias sejam feitos a contento pode ser explicado, em secção, pela falta de preparo dos profissionais da espaço de saúde em universal. "Apresentam pouco preparo para fazer o diagnóstico, na extensão infantil e menos ainda para os pacientes adultos. Os profissionais indicados são os neurologistas, psicólogos e os psiquiatras que têm uma melhor formação para chegar ao diagnóstico", afirma o psiquiatra e psicoterapeuta Isaac Efraim.

Fonte: Vida