Separatistas pró-Rússia libertam um dos observadores europeus
iG São Paulo
Líder dos monitores detidos no leste ucraniano diz que grupo está com boa saúde, mas ansioso para voltar logo para casaUm dos oito observadores europeus detidos por separatistas pró-russos na cidade de Slovyansk, no leste da Ucrânia, foi libertado na noite deste domingo (horário local).
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Um repórter da Reuters em frente ao prédio da administração da cidade em Slovyansk disse que o homem saiu escoltado por três homens armados, entrou em um jipe branco da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (Osce, na sigla em inglês) e partiu. O grupo se recusou a responder às perguntas dos jornalistas.
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Stella Khorosheva, porta-voz do prefeito separatista de Slaviansk, disse que o observador que deixou o local é cidadão sueco. "Ele tem uma forma leve de diabetes e por isso decidimos deixá-lo ir", disse a jornalistas. Questionada se ele seria o único observador a ser liberado neste domingo, ela respondeu: "Sim."
Previamente, o alemão Axel Schneider, o líder dos observadores internacionais detidos, disse que todos do grupo estavam em boa saúde, mas que estavam ansiosos para poder voltar logo para casa.
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Aparecendo em público pela primeira vez desde que foram detidos há três dias, sete funcionários da equipe de observadores e seu tradutor foram levados para uma sala onde jornalistas estavam, em um prédio da administração pública que foi ocupado pelos separatistas.
Guardas em uniformes de camuflagem e portando rifles também estavam na sala enquanto jornalistas falavam com os observadores, que estavam na Ucrânia sob os auspícios da Osce.
Veja imagens de militantes pró-Rússia e homens armados russos na Ucrânia:

Militante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4)
Foto: AP

Atiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4)
Foto: AP

Atirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4)
Foto: AP

Ativista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4)
Foto: AP

Ativistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04)
Foto: AP

Ativistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04)
Foto: AP

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)
Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)
Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)
Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)
Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)
Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)
Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)
Foto: AP
O coronel Axel Schneider, que liderava a missão de observadores, disse que o grupo foi à Slovyansk sem armas e estava em estrita consonância com seu mandato sob as regras da Osce para realizar o trabalho de verificação militar.
Schneider, que tinha a cabeça raspada, barba bem curta e vestia uma camisa de botão xadrez, disse a jornalistas que "não tinha sido tocado" e que não houve nenhum maltrato físico ao grupo. "Todos os funcionários europeus estão em boa saúde e ninguém está doente", disse Schneider.
"Não temos nenhuma indicação de quando seremos enviados de volta para nossos países", disse Schneider. "Desejamos do fundo de nossos corações que voltemos para nossas nações tão logo quanto possível."
Donestsk
Em Donetsk, cidade que também fica no leste ucraniano, separatistas pró-russos tomaram controle neste domingo da sede da televisão estatal regional e disseram que vão tirar o canal do ar e passar a transmitir um canal russo apoiado pelo Kremlin.
Um repórter da Reuters disse que quatro separatistas usando máscaras e portando cassetetes e escudos estavam de pé na entrada do prédio controlando o acesso, enquanto mais separatistas com vestimentas de camuflagem podiam ser vistos dentro do prédio.
Cerca de 15 policiais observavam de curta distância sem impor resistência aos separatistas. Sentado em um veículo da polícia nas proximidades, um tenente da polícia disse que teria sido inútil intervir.
Essa é a primeira vez que a estação foi invadida por separatistas, embora anteriormente uma torre de transmissão na região de Donetsk tenha sido ocupada e técnicos tenham sido obrigados a transmitir programação de estações russas.
Separatistas pró-russos, alguns deles armados, tomaram cerca de uma dúzia de edifícios oficiais no leste da Ucrânia. Eles dizem que estão se levantando contra um governo ucraniano que consideram "ilegítimo", mas Kiev diz que eles são agentes do governo russo que querem desestabilizar a Ucrânia.
*Com Reuters
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo