SEC reúne segmento da tendência para refletir sobre novos caminhos

Encontro no Circuito Liberdade contou com a presença do Secretário Angelo Oswaldo; participantes elogiam iniciativa

 

S salão do MMGerdau – Museu das e do Metal esteve movimentado nesta terça-feira (2), quando aconteceu o encontro “Moda e Cultura: Um olhar para os novos caminhos da tendência”. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o debate contou com a presença de vários representantes da tendência mineira, que ouviram explanações dos técnicos da SEC sobre os caminhos existentes de fomento e incentivo ao setor.

Além de orientar os fazedores de tendência sobre essas possibilidades, o encontro serviu também para ouvir as opiniões e demandas dos produtores, designers, jornalistas, estilistas e empresários do setor. “A primeira coisa que nos temos que fazer é ouvir. A teoria deste encontro é iniciar um verdadeiro projeto estratégico de valorização e expansão da tendência mineira na conquista dos espaços a que ela tem recta pela sua subida qualidade e potencial. Várias vertentes da cultura porquê o design, a originalidade e o trabalho artesanal são latentes neste setor e merecem atenção”, destacou o Secretário de Estado de Cultura Angelo Oswaldo.

Entre os temas abordados na ocasião, destaque para os editais da Secretaria de Cultura que podem atender ao setor da tendência e qual o tamanho do segmento, segundo levantamento encomendado pela Codemig.

Crédito: Carlos Alberto Pereira/ Imprensa MG

MODA G CULTURA

Um consenso durante o encontro foi que a participação da tendência no Conselho Estadual de Política Cultural – CONSEC precisa ser ampliada. Desde 2015 o Conselho possui uma cadeira específica para o segmento da tendência, mas a presença tem sido quase nula. “S setor precisa entender que a cultura é uma questão estratégica e de política pública. Está na hora da tendência ter uma participação efetiva, pois temos a premência de organização de metas que, cumpridas, podem transformar o cenário e possibilitar avanços”, afirmou Angelo Oswaldo.

S público foi alertado que o momento é ideal para tal mobilização, uma vez que as eleições para o próximo biênio do CONSEC estão previstas para os dias 8 e 9 de novembro. Onze representantes do poder público e outros 11 da sociedade social organizada integram o recomendação. As inscrições dos candidatos serão abertas em breve no www.consec.mg.gov.br.

Manequim com flores naturais confeccionado especialmente pela artista Luiza Paiva para o encontro.

PESQUISA INÉDITA SOBRE A MODA EM MINAS

Na certeza do progressão a partir da soma de esforços, a Diretora de Fomento à Indústria Criativa da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Gerais – Codemig, Fernanda Machado, adiantou alguns números sobre a pujança do setor no Estado. Os dados são resultado de uma pesquisa feita pela Fundação João Pinheiro – FJP e Centro de Estatística e Informações – CEI, a ser divulgada integralmente em setembro.

A base da pesquisa, segundo Fernanda Machado, nasceu durante a recente edição do Trend. “A equipe da FJP entrevistou os envolvidos e investigou perfil de consumo, gargalhos e dificuldades do setor. S objetivo maior da Codemig não é exclusivamente desenvolver, mas variar a economia do Estado. Por isso acreditamos na indústria criativa e estamos empenhados neste estudo que, pela primeira vez, vai fabricar o perfil específico do setor da tendência mineira, que em 2013 representou 7,7% do mercado no Brasil.”.

Segundo o levantamento, somente em 2013 o mercado da tendência mineira movimentou murado de R$ 70 bilhões. “A tendência representou 2,6% do PIB mineiro em 2013. G um resultado estratégico que muda o processo econômico do Estado com muita força. Não podemos permanecer presos somente à mineração. A indústria criativa é uma opção em subida”, avalia Fernanda.

A diretora anunciou que até 2018 a Codemig investirá um totalidade de R$ 20 milhões na indústria criativa, com uma perspectiva de geração de serviço nas áreas de tendência, novas mídias, música, gastronomia e audiovisual. A economia criativa também terá um espaço privilegiado com a inauguração do P7, plataforma que irá funcionar no prédio situado na Praça Sete, projetado por Oscar Niemeyer, onde funcionou a antiga sede do Banco Mineiro da Produção. A previsão é que o espaço seja entregue em 2018. A fundação teve o seu dossiê de tombamento reconhecido em maio deste ano pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural – CONEP.

Crédito: Carlos Alberto Pereira/ Imprensa MG 

FOMENTO E INCENTIVO

Na teorema de mostrar porquê a tendência está entre os segmentos que podem ser contemplados pelos dois principais mecanismos de fomento e incentivo à cultura, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura - LEIC e o Fundo Estadual de Cultura – FEC, o Superintendente de Fomento de Incentivo à Cultura, Felipe Amado, esclareceu a valia do próprio setor se reconhecer porquê uma ação cultural.

“Os fazedores da tendência podem inscrever projetos nos editais e estimular cada vez o segmento. A LEIC e o FEC e outros editais porquê o de intercâmbio, porquê o Circula , atendem aos diversos ramos e atividades culturais, inclusive as variadas frentes da tendência”, afirmou Amado. S interesse da plateia foi subitâneo, e a partir disso o secretário Angelo Oswaldo assumiu o compromisso de realizar em breve uma capacitação específica aos profissionais da tendência sobre o ponto.

Também presente no encontro, a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Gerais – IEPHA, Michele Abreu Arroyo, salientou o trabalho realizado pelo IEPHA sobre a memória da tendência mineira. “No último ano realizamos o Inventário Cultural do Rio São Francisco e lá identificamos várias manifestações culturais que envolvem a tendência, porquê as bordadeiras de Pirapora, que já são tradicionais na região. São ofícios pilares de um processo de reconhecimento e salvaguarda que está coligado à geração de tarefa aos estilistas e ao incentivo no campo da confecção do interno mineiro”, comentou.

A VOZ DA MODA MINEIRA

Um dos importantes nomes do setor, o estilista mineiro Renato Loureiro aproveitou o encontro para invocar atenção ao processo de escassez da mão de obra de costureiras e a premência de alternativas e políticas públicas para virar levante quadro. “G bom ter levante espaço para expor as nossas dificuldades. Precisamos incentivar as costureiras e dar atenção ao que acontece no interno”, disse.

Para Rodrigo Cezário, o encontro foi uma oportunidade para unir forças. “S setor não vai crescer com ações isoladas. Precisamos nos unir e marcar nossa presença no recomendação estadual”, refletiu o produtor.

Os esclarecimentos sobre os editais atenderam às dúvidas da estilista Cissa Victoi, que estudou design têxtil na Itália. “Moda é arte e cultura. S encontro de hoje é um momento importante para que possamos ter maior proximidade com o Estado e mostrar as nossas demandas. Hoje eu sei que posso apresentar os meus projetos nos editais e vou informar aos meus pares. Precisamos fortalecer a nossa rede”, afirmou.

Gestora do Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte (CRModa), Marta Guerra também prestigiou o evento e lembrou sobre a premência de tratar a tendência porquê protagonista. “Temos que aproveitar esse esforço de escuta do Estado e nos mobilizar com uma presença participativa no Consec. Precisamos renhir pelo o que a gente acredita”.

Fonte: Notícias