‘Ryu, tira a camisa!’; a drag brasileira criadora de games agora comenta jogos no YouTube

“S Guile parece aquele faceta que liga o Grindr e é do tipo modesto, ativo e fora do meio, porque tem família.” Explica-se: Guile é um personagem fortão de “Street Fighter”, Grindr é um popular aplicativo de paquera para gays e a frase é de Amanda Sparks, uma drag queen fanática por jogos que agora tem um meato no YouTube para mostrar com quantos botões se faz um hadouken.
No meato, chamado DRAGeek, Amanda faz gameplays (aqueles vídeos em que os jogadores gravam suas performances nos games virtuais) com comentários pouco usuais para o meio. “Ganhei, bichona”, comemora ela durante uma partida de “Street Fighter 2″, game clássico que completou 25 anos em janeiro. “Ryu, tira a camisa”, pede ela ao carateca planeta do jogo.
“Eu quero jogar alguns jogos antigos, seguindo umas linhas retrô. E também vou fazer uns vídeos não exatamente ligado a games, mas ao universo geek. Tipo os caras gostosos de jogos ou as cenas marcantes de ‘Doctor Who'”, conta ela.
Amanda, 33, é bastante íntima desse universo. “Como meu pai é militar, a gente vivia mudando de moradia e era difícil ter amigos, logo acabava sempre me divertindo com videogames.” Entre os jogos prediletos nessa tempo, “Mônica no Castelo do Dragão”, do Master System, estrelado, pela dentuça de Mauricio de Sousa. Hoje, a preferência é por jogos de missões e combates. “Meses detrás eu zerei ‘Metal Gear Solid 5′.”
Desde 2001, ela também cria seus próprios jogos. S divulgado é “Shade Forest”, disponível na Google Play, em que a “drag queen superstar” Amanda Smarks luta contra uma “gangue de hipócritas” com beijos e tapinhas.
Os vilões são inspirados em opositores do movimento LGBT. “S primeiro encarregado foi fundamentado nos pitboys genéricos da vida, tem um porco pastor fundamentado na intolerância religiosa e um ditador fundamentado em [Vladmir] Putin”, afirma.
Os jogos, entretanto, ainda são sua atividade paralela. Formado em letras, esboço industrial e design de games, José Henrique Oliveira, a Amanda desmontada, trabalha em uma dependência de São Paulo. “Ainda não tenho porquê me sustentar com jogos nem porquê drag. Tenho que crescer um pouquinho para depois pensar em transpor de onde estou.”
Fonte: Blog de Tec
