Reféns franceses no Níger voltam para casa após três anos no Saara
Reuters
Na França, se discute se houve ou não pagamento de resgate; chanceler foi enviado ao Níger para buscá-los
Quatro franceses mantidos reféns no deserto do Saara por homens armados ligados à Al-Qaeda por três anos deixaram o Níger em um avião do governo francês nesta quarta-feira (30), enquanto na França se discute se houve ou não o pagamento de um resgate.
Conheça a nova home do Último Segundo
Os homens, sequestrados em 2010 enquanto trabalhavam para o grupo nuclear francês Areva e uma subsidiária do grupo de construção Vinci no norte do Níger, foram libertados na terça-feira (29) depois de negociações secretas.
Eles embarcaram em um avião com o chanceler francês, Laurent Fabius, e outro ministro enviado para buscá-los. "Estou muito feliz. Foi difícil, o calvário de uma vida", disse Thierry Dol, um dos homens libertados.
Em fevereiro: Família francesa é sequestrada em Camarões
Janeiro: Al-Qaeda faz estrangeiros reféns em usina de gás na Argélia
Fabius negou que o governo tenha pago um resgate, mas muitos meios de comunicação e analistas franceses, citando fontes anônimas, disseram que houve um pagamento.
A França afirma que encerrou a política de pagar resgates por reféns, mas suspeitas de que o país ainda pague pela libertação de seus cidadãos tem sido uma fonte de tensão com os EUA.
Tensão: Argélia confirma morte de 23 reféns e 32 terroristas em refinaria de gás
A libertação dos homens pode beneficiar politicamente o presidente francês, François Hollande, um dia depois de uma pesquisa mostrar que ele se tornou o presidente francês mais impopular na história, diante de seguidos problemas sobre impostos, imigração e desemprego.
Nenhum detalhe foi divulgado sobre as circunstâncias da libertação, mas o presidente do Níger, Mohamadou Issoufou, disse que os homens foram recuperados no norte do Mali.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo