Rebeldes ucranianos libertam refém sueco e Obama pede unidade contra a Rússia
Reuters
Sete outros reféns continuam sob o poder dos rebeldes ao leste do país; EUA e UE devem anunciar mais sanções contra a Rússia
Separatistas pró-Rússia exibiram os europeus detidos no leste da Ucrânia, libertaram um, mas disseram que não têm planos de liberar os outros sete reféns, enquanto os Estados Unidos e a Europa se preparam para adotar novas sanções contra Moscou.
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O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu para que os EUA e a Europa juntem forças para impor medidas mais duras para conter Moscou. A Casa Branca disse que vai adicionar na segunda-feira (28) nomes de pessoas próximas ao presidente russo Vladimir Putin e suas empresas à lista de russos atingidos por sanções, e também impor novas restrições às exportações de alta tecnologia para a Rússia.
A União Europeia deve seguir o mesmo caminho adicionando à sua própria lista novas pessoas e empresas russas, mas Washington e Bruxelas ainda não chegaram a um acordo sobre medidas mais amplas destinadas a prejudicar a economia da Rússia de forma geral.
Em Donetsk, onde os rebeldes pró-russos proclamaram a independente "República Popular", combatentes armados tomaram a sede de uma televisão regional e ordenaram a transmissão de um canal russo estatal.
Quinta: Rússia anuncia novo exercício militar após ação da Ucrânia contra separatistas
Falando durante uma visita à Malásia, Obama disse que conter as ambições do presidente russo, Vladimir Putin, na Ucrânia vai depender de os Estados Unidos e seus aliados encontrarem uma posição única sobre sanções mais rígidas.
"Nós vamos estar em uma posição mais forte para dissuadir Putin quando ele ver que o mundo esta unido e os Estados Unidos e a Europa unidos, e que este não é apenas um conflito russo-norte-americano", disse Obama a jornalistas.
O vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Tony Blinken, disse que novas sanções dos EUA serão impostas na segunda-feira, principalmente com a ampliação da lista daqueles impedidos de viajar para os Estados Unidos e atingidos por congelamento de bens.
O impasse sobre a Ucrânia, uma ex-república soviética de cerca de 45 milhões de pessoas, tem levado as relações entre a Rússia e o Ocidente ao seu nível mais baixo desde o fim da Guerra Fria.
Confira fotos da ocupação russa na Ucrânia

Militante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4)
Foto: AP

Atiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4)
Foto: AP

Atirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4)
Foto: AP

Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4)
Foto: AP

Ativista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4)
Foto: AP

Ativistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04)
Foto: AP

Ativistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04)
Foto: AP

Homens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3)
Foto: AP

Soldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3)
Foto: Reuters

Um homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3)
Foto: Reuters

Marinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3)
Foto: AP

Criança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3)
Foto: AP

Soldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3)
Foto: AP

Grupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Comboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3)
Foto: AP

Homem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
Foto: AP

Emblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Homem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3)
Foto: AP

Soldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia
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Homem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2)
Foto: AP
Quarta: Rússia promete retaliar se seus interesses forem ameaçados na Ucrânia
Após os ucranianos terem derrubado um presidente pró-Rússia, Putin desconsiderou décadas de diplomacia internacional, no mês passado, ao anunciar o direito de usar a força militar na Crimeia, território de seu vizinho. Ele tomou e anexou a península ucraniana da Crimeia e deslocou dezenas de milhares de tropas para a fronteira.
Fortemente armados, atiradores pró-russos tomaram edifícios em cidades em todo leste da Ucrânia. Kiev e seus aliados ocidentais dizem que a revolta é organizada por agentes russos. Moscou nega que esteja envolvido e diz que a revolta é uma reação espontânea à opressão de Kiev aos falantes de russo.
Um acordo internacional alcançado este mês instou os rebeldes a desocuparem os prédios, mas Obama disse que a Rússia não "levantou um dedo" para levar seus aliados a cumprir o acerto.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês) enviou monitores desarmados para tentar incentivar o cumprimento do acordo de paz. Os rebeldes pró-russos detiveram oito monitores europeus há três dias, mantendo-os no seu reduto mais pesadamente fortificado na cidade de Slaviansk.
Crise na Ucrânia: Veja as opções do Ocidente para conter a Rússia
Um deles, um sueco, foi autorizado a sair no domingo, após negociadores da OSCE discutirem sua libertação. Uma porta-voz dos separatistas disse que o prisioneiro tinha sido liberado por razões médicas, mas que não há planos para libertar o resto do grupo.
Os detidos, naturais da Alemanha, República Checa, Dinamarca, Polônia e Suécia, foram exibidos para jornalistas neste domingo e disseram estar em boas condições de saúde.
Fonte: Notícias do Último Segundo: o que acontece no Brasil e no Mundo